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A Carreira de Trent Alexander-Arnold em Números

2020.10.08 04:41 futebolstats A Carreira de Trent Alexander-Arnold em Números

Quando cita-se um dos melhores laterais direitos da atualidade, o nome de Trent Alexander-Arnold que atualmente defende o Liverpool da Inglaterra e que também atua pela seleção da Inglaterra, deve ser levado em conta.
Trent John Alexander-Arnold nasceu em 07/10/1998 em Liverpool, na Inglaterra. Até hoje, ele só defendeu o Liverpool Football Club. Porém, o que se sabe sobre a trajetória dele até chegar a equipe principal dos Reds (Liverpool)? Quais feitos ele atingiu até aqui?

Juvenil

Da esquerda para a direita: Alexander-Arnold e um dos maiores ídolos do Liverpool, Steven GerrardAlexander-Arnold passou a maior parte de sua infância em West Derby em Liverpool, bairro próximo de Melwood onde se localiza o centro de treinamento dos Reds.
Em 2004, Trent Alexander-Arnold juntou-se às categorias de base do Liverpool FC, com 6 anos de idade, depois de ter sido observado por Ian Barrigan, técnico das equipes juvenis dos Reds, em um acampamento de Verão comunitário realizado pelo Liverpool para o qual a sua escola havia sido convidada.

A Carreira de Trent Alexander-Arnold em Números

Liverpool

Categorias de Base

Após a sua chegada às categorias de base do Liverpool, Alexander-Arnold costumava treinar de duas a três vezes por semana e quando chegou às equipes sub-16 e sub-18 dos Reds, foi escolhido por Pepijn Lijnders – técnico da equipe sub-16 – para ser o capitão do time.
Trent se destacou durante o seu tempo nas categorias de base do clube e, em 2015, ele foi citado em um livro que relatava a biografia de Gerrard que afirmou que Alexander-Arnold teria um futuro brilhante nos Reds.
No período que antecede a temporada 2015-16, Alexander-Arnold foi selecionado por Brendan Rogers para um amistoso da pré-temporada do time contra o Swindon Town e nessa partida, os Reds venceram por 2-1 e a joia de 17 anos, fez a sua estreia não oficial pelo clube.

2016-17

Depois de fazer parte da pré-temporada do Liverpool nos Estados Unidos antes do início da temporada 2016-17, em 25 de outubro de 2016, em jogo válido pelas oitavas-de-finais da Copa da Liga Inglesa contra o Tottenham, Jürgen Klopp promoveu a estreia de Alexander-Arnold o escalando como titular e assim sendo, a “joia” ficou em campo até 23 minutos do segundo tempo, quando foi substituído por Nathaniel Clyne. Quanto ao resultado do jogo, vitória dos Reds por 2-1 sobre os Spurs (Tottenham). Além disso, um dos ex-capitães e ídolo do Liverpool, Steven Gerrard, apoiou o jovem lateral-direito de 18 anos e ainda disse que ele se tornaria um profissional de ponta, “após uma estreia com uma boa atuação”.
Em 08/11/2016, o Liverpool anunciou que Alexander-Arnold havia assinado um novo contrato de longo prazo com o clube.
Em 29/11/2016, em confronto válido pelas quartas-de-finais da Copa da Liga Inglesa, o jovem lateral-direito de 18 anos ganhou uma nova oportunidade entre os titulares e pela primeira vez na sua carreira como profissional, proveu uma assistência; para o gol de Divock Origi no triunfo por 2-0 sobre o Leeds United. Após o fim dessa partida, ele foi eleito “The Man of the Match” (o homem da partida).
Em 14/12/2016, em jogo da 16ª rodada da Premier League (Campeonato Inglês), Alexander-Arnold entrou em campo aos 46 minutos da segunda etapa no lugar de Origi e com isso, fez a sua estreia em uma partida do Campeonato Inglês e além disso, os Reds venceram o Middlesbrough por 3-0 em pleno Riverside Stadium, estádio do Middlesbrough FC.
Em 15 de janeiro de 2017, em jogo da 21ª rodada da Premier League, pela primeira vez desde que passou a atuar pela equipe principal dos Reds, Alexander-Arnold foi escalado entre os titulares em uma partida do campeonato nacional, a qual o Liverpool e o Manchester United empataram em 1-1 no Old Trafford (estádio do Manchester United).
Após o jogo contra os Red Devils – Manchester United -, o jovem lateral direito de 18 anos jogou mais 5 partidas pela Premier League, mas não mais como titular e por fim, em maio do mesmo ano (2017), ele recebeu o Prêmio de Melhor Jogador Jovem do Liverpool na temporada 2016-17 e somando-se a isso, também ganhou o Prêmio de Melhor Jogador da Premier League 2 dessa temporada.
Em suma, na sua temporada de estreia como profissional, Trent Alexander-Arnold disputou 12 partidas e proveu uma assistência. Quanto ao Liverpool, terminou o Campeonato Inglês em 4º lugar, chegou até as semifinais da Copa da Liga Inglesa e também chegou até as oitavas-de-finais da Copa da Inglaterra.
PdGmACACVMj na temporada 2016-17
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Pd – Partidas disputadas, Gm – Gols marcados, A – Assistências, CA – Cartões amarelos, CV – Cartões vermelhos e Mj* – Minutos jogados

2017-18

No período de preparação para a temporada 2017-18, Nathaniel Clyne que era considerado o lateral-direito titular dos Reds sofreu uma grave lesão nas costas, o que proporcionou a Alexander-Arnold a oportunidade de revezar com Joe Gomez alguns jogos até a recuperação de Clyne e assim sendo, logo no primeiro jogo do Liverpool nessa temporada em 15 de agosto de 2017, no primeiro confronto da fase pré-eliminatória da UEFA Champions League (Liga dos Campeões) contra o Hoffenheim da Alemanha, o jovem lateral-direito de 18 anos iniciou como titular e marcou o seu primeiro gol como profissional no triunfo por 2-1 sobre a equipe alemã fora de casa e com isso, se tornou o 3º jogador mais jovem em sua estreia pelo Liverpool em uma competição europeia, depois de Michael Owen e de David Fairclough.
Posteriormente, no segundo confronto contra o Hoffenheim no Anfield Road, os Reds repetiram o placar do primeiro jogo e com isso, se classificaram para a fase de grupos da UEFA Champions League 2017-18.
Em 17/10/2017, em partida válida pela 3ª rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões, o camisa 66 dos Reds – Alexander-Arnold – marcou o seu segundo tento nessa temporada na goleada por 7-0 sobre o Maribor da Eslovênia. Convém lembrar que esta foi a maior vitória de um clube como visitante nessa competição e também, a maior goleada imposta por um clube inglês jogando fora de casa.
Em 26/12/2017, em jogo da 20ª rodada da Premier League, o jovem lateral-direito de 19 anos marcou o seu terceiro e último tento nessa temporada na goleada por 5-0 sobre o Swansea no Anfield Road.
Em 4 de abril de 2018, Alexander-Arnold se tornou o jogador inglês mais jovem a iniciar uma partida de quartas-de-finais – jogo de ida – da UEFA Champions League e não decepcionou, pois teve um bom desempenho na vitória por 3-0 sobre o Manchester City. A sua atuação no triunfo sobre os “Cityzens” – Manchester City – o fez ser eleito “the man of the match” – homem do jogo – e recebeu elogios da mídia depois de ter anulado as ações de Leroy Sané na partida. Ele impressionou novamente no segundo confronto, ao qual os Reds venceram os Cityzens em pleno Etihad Stadium por 2-1 e assim sendo, pela 1ª vez após 10 anos, o Liverpool voltava a jogar uma semifinal de Liga dos Campeões.
Em 10/05/2018, pela segunda temporada seguida, o camisa 66 dos Reds foi eleito como o Jogador Jovem do Liverpool na temporada.
Em 26/05/2018, o Liverpool e o Real Madrid da Espanha decidiram o título da UEFA Champions League 2017-18 no Estádio Olímpico de Kiev, na Ucrânia. Alexander-Arnold se tornou o jogador mais jovem do Liverpool a iniciar uma partida de final dessa competição como titular. Encarregado de marcar Cristiano Ronaldo, ele teve um desempenho admirável, porém com duas falhas do goleiro, o Liverpool foi derrotado pelo time espanhol pelo placar de 3-1.
Após o término da temporada, em julho do mesmo ano (2018), o camisa 66 dos Reds foi indicado ao Prêmio Golden Boy e ficou em 2º lugar, perdendo o prêmio para Matthijs de Ligt, zagueiro do Ajax da Holanda naquela época.
Em suma, na sua 2ª temporada com a camisa dos Reds, Trente Alexander-Arnold disputou 34 partidas, fez 3 gols e proveu 3 assistências. Quanto ao Liverpool, além de ter sido o vice-campeão da Liga dos Campeões, terminou o Campeonato Inglês em 4º lugar,
PdGmACACVMj na temporada 2017-18
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3 gols dos quais, 1 foi pela UEFA Champions League, 1 pela fase pré-eliminatória da UEFA Champions League e mais 1 pela Premier League

2018-19

Em 15 de setembro de 2018, em jogo da 5ª rodada da Premier League, Alexander-Arnold chegou a marca de 50 jogos com a camisa dos Reds justamente contra a equipe que ele estreou como profissional – Tottenham – há quase 2 anos atrás e assim sendo, celebrou este feito com o time vencendo os Spurs por 2-1 no estádio do Wembley, em Londres.
Em outubro do mesmo ano (2018), o camisa 66 do Liverpool foi um dos 10 jogadores escolhidos para a disputa do Prêmio Kopa Trophy, um prêmio concedido pela France Football ao melhor jogador de futebol com menos de 21 anos de idade. Ele terminou em lugar nas votações, tendo recebido votos de Michael Owen, Denis Law e de Pavel Nedvěd. Nos meses seguintes, ele foi consistentemente listado nos relatórios do CIES – Centro Internacional de Estudos do Futebol – como um dos defensores mais valiosos do mundo, do ponto de vista do valor de transferência.
Em 24/11/2018, em jogo da 13ª rodada da Premier League, Alexander-Arnold marcou o seu primeiro e último tento nessa temporada no triunfo por 3-0 sobre o Watford no Vicarage Road, estádio da equipe adversária.
Em 27 de fevereiro de 2019, em partida válida pela 28ª rodada do Campeonato Inglês, o camisa 66 se tornou o jogador mais jovem do campeonato, com 20 anos e 143 dias, a prover 3 assistências num mesmo jogo; ao prover assistências para os 2 gols de Sadio Mané e para 1 dos 2 gols de Virgil van Dijk na goleada por 5-0 sobre o Watford no Anfield Road.
Em 05/04/2019, em jogo da 33ª rodada da Premier League, Alexander-Arnold se tornou o 5º jogador mais jovem a chegar a marca de 50 jogos pelo Liverpool neste campeonato, ficando atrás apenas de Michael Owen, Raheem Sterling, Robbie Fowler e de Steven Gerrard e para celebrar essa ocasião, contribuiu com uma assistência para o gol de Naby Keïta na vitória por 3-1 sobre o Southampton. Duas semanas depois, o jovem lateral-direito de 20 anos foi indicado ao prêmio de Jovem Jogador do Ano da PFA, embora o prêmio tenha sido ganho por Raheem Sterling do Manchester City e mais tarde foi indicado para a Seleção da Premier League 2018-19 ao lado de 3 companheiros de equipe do Liverpool, Virgil van Dijk, Sadio Mané e Andrew Robertson.
Em 04/05/2019, em confronto válido pela penúltima rodada (37ª) da Premier League, durante a vitória por 3-2 sobre o Newcastle, Alexander-Arnold igualou o recorde da Premier League com o maior número de assistências de um defensor em uma temporada, com as suas duas assistências nessa partida – para os gols de Van Dijk e de Mohamed Salah – chegou a marca de 11 assistências na Premier League 2018-19. Ele também o viu Andrew Robertson, lateral-esquerdo e companheiro de equipe, chegar ao mesmo número de assistências que ele e assim sendo, ambos se tornaram o primeiro conjunto de defensores da mesma equipe a prover dois dígitos de assistências numa mesma temporada.
Em 07/05/2019, no segundo confronto das semifinais da Liga dos Campeões contra o Barcelona da Espanha, os Reds entraram em campo tendo de reverter uma desvantagem de 3-0 no placar e mesmo com desfalques importantes para este embate, com uma grande atuação do seu camisa 66 que proveu duas assistências na goleada por 4-0 sobre o Barcelona no Anfield Road, incluindo um “escanteio instintivo” para o segundo gol de Divock Origi nessa partida e com isso, os Reds se classificaram para a final da UEFA Champions League 2018-19.
Antes de falar sobre o título do Liverpool na Liga dos Campeões, ainda convém lembrar que em 12/05/2019, na última rodada da Premier League 2018-19, o camisa 66 proveu assistência para 1 dos 2 gols de Mané e com isso, quebrou o recorde da Premier League de maior número de assistências de um defensor em uma campanha doméstica; 12 assistências.
Quanto a trajetória do Liverpool até a final da UEFA Champions League 2018-19 foi a seguinte> na fase de grupos, os Reds jogaram contra o Paris Saint-Germain da França, Napoli da Itália e contra o Estrela Vermelha da Sérvia e ao final desta fase, a equipe inglesa somou 9 pontos – 3 vitórias e 3 derrotas -, o mesmo número de pontos que o Napoli, mas seguindo seguindo um dos critérios de desempate – gols marcados -, o Liverpool conseguiu se classificar como o 2º colocado do grupo para a fase de mata-mata dessa edição da Liga dos Campeões.
Nas oitavas-de-finais, o Liverpool enfrentou o Bayern de Munique da Alemanha e após um empate em 0-0 no Anfield no jogo de ida, os Reds conseguiram vencer o Bayern em plena Allianz Arena em Munique por 3-1 e com isso, avançou para a fase seguinte.
Nas quartas-de-finais, o Liverpool enfrentou o Porto de Portugal e após um triunfo por 2-0 em solo inglês, venceu a equipe portuguesa como visitante por 4-1 e com um placar agregado de 6-1, os Reds seguiram adiante na competição.
Nas semifinais, os Reds enfrentaram o Barcelona da Espanha e após 2 confrontos épicos, a equipe inglesa levou a melhor e com um placar agregado de 4-3 se classificou para a final dessa edição da Liga dos Campeões.
Em 01/06/2019, o estádio Wanda Metropolitano em Madri na Espanha foi o palco de uma final inglesa – entre Liverpool e Tottenham – e Alexander-Arnold iniciou esta decisão como titular e com isso, se tornou o jogador mais jovem a jogar duas finais de UEFA Champions League como titular, quebrando um recorde que pertencia a Christian Panuci do Milan da Itália nas temporadas 1993-94 e 1994-95. Quanto ao resultado dessa final, vitória dos Reds por 2-0 sobre os Spurs e com isso, pela 6ª vez na sua história, o Liverpool se sagrava campeão de uma edição de Liga dos Campeões.
Trent Alexander-Arnold segurando o troféu da UEFA Champions League 2018-19Em suma, na sua 3ª temporada com a camisa dos Reds, Alexander-Arnold disputou 40 partidas, fez 1 gols e proveu 16 assistências; 12 destas pela Premier League, o que tornou-o o 3º jogador que mais proveu assistências na competição ao lado de Christian Eriksen do Tottenham e ficando atrás apenas de Eden Hazard do Chelsea (15 assistências) e de Ryan Fraser do Bournemouth (14 assistências). Quanto ao Liverpool, além da conquista do título da Liga dos Campeões, foi o vice-campeão dessa edição da Premier League e foi eliminado antes das oitavas-de-finais da Copa da Inglaterra e da Copa da Liga Inglesa.
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Gol válido pela Premier League

2019-20

Na estreia do Liverpool na atual edição da Premier League em 9 de agosto de 2019, Alexander-Arnold proveu assistência para o gol de Origi na goleada por 4-1 sobre o Norwich City no Anfield Road e com isso, se tornou o 8º jogador na era da Premier League a prover assistências em 5 jogos consecutivos e o 1º jogador do Liverpool a fazer isso. Cinco dias depois, saiu do banco para entrar no lugar de Robertson após o fim do tempo regulamentar na decisão da Supercopa da UEFA – título disputado pelo campeão da Liga dos Campeões e pelo campeão da Europa League – contra o Chelsea, ao qual as duas equipes empataram em 2-2 e assim sendo, na disputa por pênaltis, o camisa 66 foi o 4º jogador a cobrar e converter a sua penalidade e com isso, os Reds venceram os Blues por 5-4 e iniciaram essa temporada como campeões da Supercopa da UEFA de 2019.
Em 31/08/2019, em jogo da 4ª rodada da Premier League, Alexander-Arnold marcou o primeiro gol da vitória por 3-0 sobre o Burnley com um cruzamento que desviou em Chris Wood. No entanto, os árbitros da partida não viram gol do camisa 66 e assim sendo, deram gol contra de Wood.
Em 22/09/2019, em partida válida pela 6ª rodada do Campeonato Inglês, em uma cobrança de falta o jovem lateral-direito de 20 anos marcou o seu primeiro e único tento até aqui na vitória por 2-1 sobre o Chelsea no Stamford Bridge, em Londres (estádio do Chelsea). Posteriormente, esse gol de Alexander-Arnold concorreu ao Prêmio de Gol do mês da Premier League.
PdGmACACVMj na temporada 2019-20
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Gols marcados na Premier League

2020-21


PdGmACACVMj na temporada 2020-21
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a temporada 2020-21 está em andamento
Títulos que conquistou no Liverpool - UEFA Champions League2018-19 - Supercopa da UEFAde 2019 - Mundial Interclubes da FIFA: 2019 - Premier League: 2019-20
- O vídeo abaixo mostra os todos os gols e assistências de Alexander-Arnold com a camisa do Liverpool desde sua estreia como profissional – em 2016 – até a primeira semana de fevereiro de 2020 - Este vídeo foi publicado no YouTube em 12 de fevereiro de 2020 por sebarizlia

Números de Alexander-Arnold na Seleção da Inglaterra

Inglaterra

Seleções de Base

Assim como muitos outros grandes jogadores, antes de jogar pela seleção principal de seu país, Alexander-Arnold teve passagens pelas seleções de base da Inglaterra e assim sendo, disputou a Copa do Mundo FIFA Sub-17 de 2015 no Chile, torneio no qual a seleção inglesa não conseguiu passar da fase de grupos.
Em 7 de outubro de 2016, a joia do Liverpool celebrou o seu 16º aniversário marcando 2 gols pela seleção sub-19 no triunfo por 3-1 sobre a Croácia. Ele repetiu o feito em uma partida do mês seguinte contra o País de Gales, a qual a seleção inglesa saiu de campo com uma derrota por 3-2, embora o árbitro desse jogo tenha visto gol contra de Mark Harris.
Em 24 de março de 2017, marcou novamente 2 gols com a camisa da seleção inglesa na vitória por 3-0 sobre a Espanha e com este resultado, a Inglaterra obteve a classificação para o Campeonato Europeu Sub-19 de 2017. Porém, ele não disputou esse torneio, já que o Liverpool chegou a um acordo para poupá-lo visando a temporada 2017-18, mas vale ressaltar que mesmo sem a presença de Alexander-Arnold, a Inglaterra derrotou Portugal na final do Campeonato Europeu Sub-19 e assim sendo, conquistou o seu primeiro título nessa competição.
No mês seguinte, Alexander-Arnold foi convocado pela primeira vez para jogar uma partida com a seleção sub-21 nas Eliminatórias do Campeonato Europeu Sub-21 contra a Holanda e Letônia respectivamente e em 05/09/2017, fez a sua estreia pela seleção sub-21 diante da seleção letã em um jogo no qual os ingleses venceram por 3-0.

Seleção Principal

Em março de 2018, enquanto treinava com a seleção sub-21 da Inglaterra, Alexander-Arnold foi convidado para fazer parte dos treinos da seleção principal pela primeira vez antes dos amistosos contra a Itália e a Holanda. Dois meses depois, surpreendentemente foi convocado pela primeira vez por Gareth Southgate – técnico da seleção inglesa – e não foi para qualquer competição, Alexander-Arnold foi um dos 23 jogadores convocados para a disputa da Copa do Mundo FIFA de 2018 na Rússia.
Em 07/06/2018, a joia do Liverpool fez a sua estreia pela seleção inglesa em um amistoso no qual os ingleses venceram a Costa Rica por 2-0.

Copa do Mundo FIFA de 2018

Em 18/06/2018, Alexander-Arnold viu do banco a Inglaterra estrear na fase de grupos dessa edição de Copa do Mundo com uma vitória por 2-1 sobre a Tunísia e seis dias depois, novamente do banco viu o “English Team” – Inglaterra – golear Panamá por 6-1 e com a vaga para a fase seguinte assegurada, Gareth Southgate optou por escalar um time alternativo contra a Bélgica e com isso, o jovem lateral-direito jogou a sua única partida nessa Copa, porém foi para se esquecer, pois a seleção belga derrotou a seleção inglesa pelo placar de 1-0 e com isso, a Inglaterra teve de se contentar com o 2º lugar do grupo G.
Nas oitavas-de-finais, a Inglaterra enfrentou a Colômbia e após 120 minutos de jogo e um empate em 1-1, as duas seleções tiveram de decidir a vaga para a fase seguinte nos pênaltis e os ingleses levaram a melhor nas penalidades e venceram por 4-3.
Nas quartas-de-finais, a Inglaterra enfrentou a Suécia e diferentemente do jogo anterior, a seleção inglesa venceu a seleção sueca no tempo regulamentar por 2-0.
Na semifinal, a seleção inglesa enfrentou a Croácia e após um empate em 1-1 no tempo regulamentar, aos 9 minutos do primeiro tempo da prorrogação, Mario Mandžukić marcou o gol da vitória croata e assim sendo, ele acabou com o sonho dos ingleses de chegar a uma final de Copa do Mundo após 1966.
Após a derrota para a Croácia por 2-1, a Inglaterra disputou o 3º lugar contra a Bélgica e perdeu por 2-0. Convém lembrar que esta foi a 1ª vez que a seleção inglesa fica entre os 4 primeiros após a Copa do Mundo FIFA de 1990 disputada na Itália.
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Liga das Nações da UEFA A 2018-19

Em 15/11/2018, em um amistoso internacional, realizado em homenagem a Wayne Rooney, Alexander-Arnold marcou o seu primeiro e único gol com a camisa da seleção da Inglaterra na vitória por 3-0 sobre os Estados Unidos no estádio do Wembley, em Londres e com isso, se tornou o jogador mais jovem – 20 anos e 39 dias – do Liverpool a marcar um tento pela seleção inglesa desde Michael Owen em 1999.
Em junho deste ano (2019), jogou como titular uma partida válida pela disputa do 3º lugar da Liga das Nações contra a Suíça e com a persistência do empate em 0-0 após 120 minutos de jogo, as duas seleções tiveram de decidir o posto de 3ª colocada nos pênaltis e a seleção inglesa levou a melhor e venceu por 6-5.
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Eliminatórias da Euro 2020

Até aqui, a Inglaterra disputou 3 jogos pelas Eliminatórias da Eurocopa de 2020 e a única vez em que Alexander-Arnold iniciou a partida entre os titulares e jogou os 90 minutos foi diante de Kosovo em um jogo no qual os ingleses venceram por 5-3.

Liga das Nações da UEFA A 2020-21


TOTAL

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Prêmios individuais - Prêmio de Jovem Jogador da Temporada do Liverpool: 2016-17 e 2017-18 - Equipe do Ano da PFA: Premier League de 2018–19 - Golden Boy: 2º lugar - Seleção ideal da UEFA Champions League2018-19 - Melhor Defensor da UEFA: 2018–19 (3° lugar) - Indicado ao Ballon d’Or: 2019 (19° lugar) - Equipe do Ano da UEFA: 2019

Considerações Finais

Com base em todos os números analisados até aqui pode-se concluir que Trent Alexander-Arnold é um jogador rápido e bastante ofensivo, pois mesmo sendo um lateral provem muitas assistências e isso só mostra outras das suas ótimas qualidades, tais como versatilidade, bons passes, precisão em passes longos, precisão em cruzamentos e em escanteios.
E para vocês? Trent Alexander-Arnold é um dos melhores laterais-direitos da atualidade ou ele já pode ser considerado o melhor nessa posição?
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2020.09.18 07:41 futebolstats A Carreira de Christian Pulisic em Números

Quando cita-se um dos melhores jogadores norte-americanos em destaque no futebol europeu, o nome de Christian Pulisic que atualmente joga pelo Chelsea da Inglaterra e que também joga pela seleção dos Estados Unidos, deve ser levado em conta.
Christian Mate Pulisic nasceu em 18/09/1998 em Hershey, município do estado da Pensilvânia, Estados Unidos. Antes de atuar pelo Chelsea, ele jogou pelo Borussia Dortmund da Alemanha. Porém, o que mais se sabe sobre Pulisic? Quais feitos ele atingiu até aqui? Até onde ele ainda pode chegar?

Juvenil

Apesar de ter nascido em Hershey, Pensilvânia, onde passou a maior parte da sua infância. Kelley e Mark Pulisic – pais de Christian Pulisic – jogavam futebol pela universidade de George Mason. Além disso, o pai de Pulisic também jogou futebol de salão profissional no Harrisburg Heat na década de 1990 e, posteriormente, tornou-se treinador em níveis juvenil e profissional.
Aos 7 anos de idade, Pulisic e a família mudaram-se para a Inglaterra, onde viveram por 1 ano. Quando esteve na Inglaterra, Pulisic jogou pela equipe juvenil do Brackley Town. No ano seguinte, a família Pulisic voltou para os Estados Unidos e assim sendo, o pai de Christian se tornou técnico de um clube de futebol de salão, o Detroit Ignition. Enquanto isso, Christian Pulisic passou a viver em Michigan e com isso, jogou pelo Michigan Rush.
Depois disso, a família voltou para a cidade de Hershey e assim sendo, Pulisic cresceu jogando pelo PA Classics clube local da Academia de Desenvolvimento de Futebol dos EUA (Estados Unidos), e ocasionalmente treinando com o clube profissional local Harrisburg City Islanders, agora conhecido como Penn FC, durante a sua adolescência.

A Carreira de Christian Pulisic em Números

Borussia Dortmund

Categorias de Base

O avô de Pulisic, Mate Pulišić, nasceu na Croácia, na ilha de Olib e assim sendo, Christian se fez valer disso para solicitar a cidadania croata depois de se mudar para a Alemanha, a fim de evitar a necessidade de obter um visto de trabalho alemão.
Em fevereiro de 2015, o Borussia Dortmund – equipe que joga a Bundesliga (1ª divisão do futebol alemão) – contratou Pulisic que tinha apenas 16 anos nessa época, e o clube o designou primeiro para a equipe sub-17 e, no verão do mesmo ano – entre os meses de junho e setembro – o designou para a equipe sub-19. Depois de marcar 10 gols e prover 8 assistências em apenas 15 jogos pelas equipes sub-17 e sub-19 do Borussia Dortmund, Pulisic foi integrado a equipe principal do clube auri-negro após a pausa de inverno da temporada 2015-16.

2015-16

Em janeiro de 2016, enquanto estava treinando com a equipe principal do Borussia Dortmund nas férias de inverno, Pulisic jogou o segundo tempo de 2 amistosos, marcando 1 tento em uma partida e dando passe para gol na outra.
Em 24 de janeiro de 2016, um dia depois de “estrear no banco” do time principal do clube auri-negro, Pulisic jogou os 90 minutos de um amistoso contra o Union Berlim e além disso, fez 1 gol e proveu assistência para um gol.
Em 30/01/2016, em jogo da 19ª rodada da Bundesliga, Thomas Tuchel promoveu a estreia do norte-americano quando o colocou em campo aos 23 minutos da segunda etapa no lugar de Adrián Ramos. Quanto ao jogo, a equipe de Dortmund venceu o Ingolstadt por 2-0.
Em 18/02/2016, no primeiro confronto contra o Porto de Portugal na fase de 16 avos da UEFA Europa League, Pulisic fez a sua estreia em um torneio continental ao substituir Marco Reus aos 42 minutos da segunda etapa. Quanto ao resultado da partida, vitória do Borussia Dortmund por 2-0 no Signal Iduna Park, em Dortmund na Alemanha. Três dias depois, dessa vez em jogo válido pela 22ª rodada do Campeonato Alemão, Pulisic jogou pela primeira vez como titular antes de ser substituído logo após o intervalo de um jogo no qual a equipe auri-negra venceu o Bayer Leverkusen em plena BayArena por 1-0.
Em 10/04/2016, em jogo da 29ª rodada da Bundesliga, pela segunda vez desde que subiu para o time principal do Borussia Dortmund, o norte-americano iniciou entre os titulares no Rieverderby – clássico entre Borussia Dortmund e Schalke 04 -, ficando em campo até os 28 minutos do segundo tempo, quando foi substituído por İlkay Gündoğan. Quanto ao resultado da partida, empate em 2-2.
Em resposta à atuação de Pulisic contra o Schalke, Thomas Tuchel deu a seguinte declaração: _“Ele é um adolescente e em seu primeiro ano de futebol profissional. Os seus 2 primeiros jogos entre os titulares foram em Leverkusen e aqui hoje em Gelsenkirchen – não é a tarefa mais fácil. Isso mostra a nossa enorme gratidão em vê-lo como jogador em tempo integral em nosso time. Ele foi um valioso substituto contra o Werder Bremen e contra o Liverpool da Inglaterra. Ele parecia muito bem recentemente, o que foi provado hoje. É completamente normal que ele não poderia ter jogado com esse ritmo e essa intensidade por mais de 90 minutos.”_Pulisic marcou o seu primeiro gol como profissional em 17/04/2016 em jogo da 30ª rodada da Bundesliga, ao qual o Borussia Dortmund venceu o Hamburgo por 3-0 e com isso, se tornou o jogador estrangeiro mais jovem a marcar um tento na Bundesliga e além disso, também passou a ser o 4º jogador mais jovem a marcar um gol nessa competição; com apenas 17 anos e 212 dias de idade. Na rodada seguinte do Campeonato Alemão, marcou 1 dos gols do triunfo por 3-0 sobre o Stuttgart fora de casa e com isso, o jovem norte-americano bateu mais um recorde, tornando-se o jogador mais jovem a marcar 2 tentos na Bundesliga. Ainda convém lembrar que na vitória sobre o Stuttgart, ele também recebeu o seu primeiro cartão amarelo como profissional.
Em suma, na sua 1ª temporada como jogador profissional do clube auri-negro, Christian Pulisic disputou 12 partidas e fez 2 gols. Quanto ao Borussia Dortmund, foi o vice-campeão da Bundesliga, terminou em 3º lugar na fase de grupos da Liga dos Campeões e em seguida, chegou até as quartas-de-finais da UEFA Europa League.
PdGmACACVMj na temporada 2015-16
29108101894
Pd* – Partidas disputadas, Gm – Gols marcados, A – Assistências, CA – Cartões amarelos, CV – Cartões vermelhos e Mj – Minutos jogados

2016-17

No primeiro jogo de Pulisic como titular nessa temporada em 14 de setembro de 2016, o camisa 22 da equipe auri-negra deu o passe para Gonzalo Castro marcar o seu único gol na goleada por 6-0 sobre o Legia Varsóvia da Polônia fora de casa e com isso, se tornou o jogador mais jovem da equipe de Dortmund a jogar uma partida de UEFA Champions League (Liga dos Campeões). Três dias depois, em jogo da 3ª rodada da Bundesliga, Pulisic foi escalado entre os titulares novamente e além de marcar o terceiro gol da goleada por 6-0 sobre o Darmstadt, também proveu assistências para 1 dos 2 gols de Gonzalo Castro e para o gol de Emre Mor.
Em 27/09/2016, em partida válida pela 2ª rodada da fase de grupos da UEFA Champions League, o jovem norte-americano de 18 anos entrou em campo aos 28 minutos do segundo tempo no lugar de Ousmane Dembélé e 14 minutos depois, deu o passe para o gol de André Schürrle evitar a derrota do Borussia Dortmund ante o Real Madrid da Espanha no Signal Iduna Park e assim sendo, as duas equipes ficaram no empate (2-2).
Em 22/10/2016, em jogo da 8ª rodada da Bundesliga, Pulisic entrou em campo no lugar de Ju-ho Park logo após o intervalo e além de marcar 1 dos gols da equipe de Dortmund no empate em 3-3 com o Ingolstadt, também contribuiu com assistência para o gol de Adrián Ramos.
Em 23 de janeiro de 2017, Pulisic assinou um novo contrato com o Borussia Dortmund no qual ele estendeu o seu vínculo com o clube até o ano de 2020.
Em 04/03/2017, em jogo da 23ª rodada da Bundesliga, o camisa 22 da equipe auri-negra marcou o quarto gol da goleada por 6-2 sobre o Bayer Leverkusen e além de ter feito 1 gol, deu o passe para Raphäel Guerreiro fazer o dele nessa partida. Quatro dias depois, o jovem norte-americano marcou o seu primeiro tento em um jogo de Liga dos Campeões, ao qual o Borussia Dortmund venceu o Benfica de Portugal no Signal Iduna Park por 4-0 em partida válida pelas oitavas-de-finais desse torneio e além do gol marcado, deu o passe para 1 dos 3 gols de Pierre-Emerick Aubameyang. Como a equipe de Dortmund havia perdido o primeiro confronto fora de casa por 1-0, o time alemão se classificou para a fase seguinte. Posteriormente, o BVB – Borussia Dortmund – foi eliminado pelo Monaco nas quartas-de-finais.
Em 14/03/2017, em confronto válido pelas quartas-de-finais da Copa da Alemanha, Pulisic marcou o seu 5º e último tento nessa temporada na vitória por 3-0 sobre o Sportfreunde Lotte e com isso, o Borussia Dortmund seguiu adiante nessa competição.
Em 27/05/2017, em partida válida pela final da Copa da Alemanha, o camisa 22 entrou em campo no lugar de Marco Reus após o intervalo e deu o passe para Aubameyang marcar o gol dele no triunfo por 2-1 sobre o Eintracht Frankfurt e com isso, pela 4ª vez na sua história, o BVB se sagrou campeão de uma edição da DFB Pokal (Copa da Alemanha).
Em suma, na sua 2ª temporada no clube auri-negro, Christian Pulisic disputou 43 partidas, fez 5 gols e proveu 13 assistências. Quanto ao Borussia Dortmund, além de se sagrar campeão da Copa da Alemanha, terminou o Campeonato Alemão em 3º lugar e chegou até as quartas de final da Liga dos Campeões.
PdGmACACVMj na temporada 2016-17
43513202323
5 gols dos quais 3 foram pela Bundesliga, 1 pela UEFA Champions League e 1 pela Copa da Alemanha

2017-18

Após o fim da temporada 2016-17, Thomas Tuchel deixou o comando do Borussia Dortmund para ser o técnico do Paris Saint-Germain da França e para o lugar de Tuchel, o BVB apostou as suas fichas em Peter Bosz e na estreia do novo treinador em 5 de agosto de 2017, escalou Pulisic entre os titulares e mesmo com o norte-americano não decepcionou e fez 1 dos gols do Borussia Dortmund no empate em 2-2 com o Bayern de Munique na decisão da Supercopa da Alemanha, porém com a persistência desse empate, as duas equipes tiveram de decidir o título nos pênaltis onde o Bayern levou a melhor e venceu por 5-4 e com isso, o Borussia Dortmund teve de se contentar em ser o vice-campeão da Supercopa da Alemanha de 2017.
Em 19/08/2017, o Borussia Dortmund estreou nessa edição da Bundesliga com uma vitória por 3-0 sobre o Wolfsburg em plena Arena Volkswagen e um dos autores dos 3 gols foi o camisa 22 e além do gol marcado nessa partida, também contribuiu com assistência para o gol de Aubameyang.
Em 20/09/2017, em jogo da 5ª rodada da Bundesliga, o jovem norte-americano de 19 anos recém-completados marcou o seu 3º tento nessa temporada na vitória por 3-0 sobre o Hamburgo fora de casa.
Após a derrota por 2-1 ante o Werder Bremen em pleno Signal Iduna Park, chegou-se a um consenso no clube que Peter Bosz não devia permanecer no comando e com a sua saída, em 10/12/2017, Peter Stöger foi anunciado como o novo treinador do Borussia Dortmund.
Em 16/12/2017, em partida válida pela 17ª rodada do Campeonato Alemão, Pulisic marcou o segundo gol da vitória por 2-1 sobre o Hoffenheim.
Em 8 de abril de 2018, em jogo da 29ª rodada da Bundesliga, o jovem norte-americano marcou o seu 5º e último tento nessa temporada no triunfo por 3-0 sobre o Stuttgart.
Em suma, na sua 3ª temporada com a camisa do BVB, Christian Pulisic disputou 42 jogos, fez 5 gols e proveu 7 assistências. Quanto ao Borussia Dortmund, além de ser o vice-campeão da Supercopa da Alemanha de 2017, terminou o Campeonato Alemão em 4º lugar, chegou até as oitavas de final da Copa da Alemanha, terminou em 3º lugar na fase de grupos da UEFA Champions League e posteriormente, foi eliminado nas oitavas de final da UEFA Europa League.
PdGmACACVMj na temporada 2017-18
4257103038
5 gols dos quais 4 foram pela Bundesliga e 1 pela Supercopa da Alemanha

2018-19

Após o término da temporada 2017-18, Peter Stöger deixou o comando dos Schwarzgelben – Borussia Dortmund – e para o seu lugar, o clube resolveu apostar as suas fichas em Lucien Favre e sob o comando do novo treinador, em 26 de agosto de 2018, na estreia do Borussia Dortmund na Bundesliga 2018-19, Pulisic iniciou a partida entre os titulares. Quanto ao resultado do jogo, vitória por 4-1 sobre o RB Leipzig.
Em 18/09/2018, na estreia do Borussia Dortmund na fase de grupos da UEFA Champions League 2018-19, o camisa 22 celebrou o seu 20º aniversário marcando o único gol da vitória sobre o Club Brugge da Bélgica fora de casa. Quatro dias depois, mas desta vez em partida válida pela 4ª rodada da Bundesliga, o jovem norte-americano marcou o gol da equipe de Dortmund no empate em 1-1 com o Hoffenheim fora de casa.
Após o gol diante do Hoffenheim na 4ª rodada do Campeonato Alemão, Pulisic só voltou a balançar as redes em 31/10/2018 na vitória por 3-2 na prorrogação sobre o Union Berlin na 2ª fase da Copa da Alemanha.
Devido à preferência de Favre por Jadon Sancho, o camisa 22 passou a ficar mais no banco, apesar de ter sido o titular do time em 5 partidas do time na Liga dos Campeões e assim sendo, começou a circular rumores na mídia de que Pulisic queria se transferir para um outro clube e ainda é importante lembrar que o próprio jogador norte-americano expressou publicamente o seu desejo de “jogar em um clube da Premier League (Campeonato Inglês)”.
No início do mês de janeiro de 2019, o Chelsea da Inglaterra fez uma oferta de 64 milhões de euros (o equivalente a 288,3 milhões de reais) por ele e adquiriu os direitos de transferência do jovem jogador norte-americano, que permaneceu até o final da temporada emprestado ao time do Borussia Dortmund.
Em 4 de maio de 2019, em jogo da 32ª rodada da Bundesliga, o camisa 22 da equipe de Dortmund jogou como titular e marcou o primeiro gol do seu time no empate em 2-2 com o Werder Bremen fora de casa. Na rodada seguinte, em 11/05/2019, o norte-americano marcou o seu último tento com a camisa do Borussia Dortmund na vitória por 3-2 sobre o Fortuna Dusseldörf no Signal Iduna Park.
Em suma, na sua última temporada com a camisa do clube auri-negro, Christian Pulisic disputou 30 partidas, fez 7 gols e proveu 6 assistências. Quanto ao Borussia Dortmund, foi o vice-campeão da Bundesliga 2018-19 e chegou até as oitavas-de-finais da Copa da Alemanha e da UEFA Champions League.
PdGmACACVMj na temporada 2018-19
3076201701
7 gols dos quais 4 foram pela Bundesliga, 2 pela Copa da Alemanha e 1 pela UEFA Champions League
Títulos que conquistou no Borussia Dortmund - Copa da Alemanha2016-17
- O vídeo abaixo mostra todos os gols que Pulisic marcou com a camisa do Borussia Dortmund - Este vídeo foi publicado no YouTube há 4 meses atrás por CDNC22

Chelsea

2019-20

Christian Pulisic sendo apresentado como o mais novo reforço do ChelseaEm 2 de janeiro de 2019, Pulisic assinou com o Chelsea da Inglaterra por uma taxa de 64 milhões de euros, em um acordo que o levou a ficar no Borussia Dortmund até o fim da temporada 2018-19. Essa transferência fez de Pulisic o jogador estadunidense mais caro e além disso, a segunda venda mais cara de todos os tempos do clube alemão, atrás apenas de Ousmane Dembélé. Após a sua chegada em julho desse ano (2019), ele falou de seu desejo de repetir as atuações de Eden Hazard e descreveu o atacante belga como um ídolo do futebol. Ainda convém lembrar que Pulisic “abriu mão das férias” após o término da temporada para impressionar Frank Lampard, o atual treinador dos Blues (Chelsea).
Em 11/08/2019, na estreia do Chelsea na atual edição da Premier League, Lampard colocou o norte-americano em campo aos 13 minutos do segundo tempo no lugar de Ross Barkley, mas mesmo com esta e mais outras alterações, os Blues estrearam com uma derrota por 4-0 ante o Manchester United no Old Trafford (estádio do Manchester United). Três dias depois, o Chelsea decidiu o título da Supercopa da UEFA de 2019 contra o Liverpool e diferentemente do jogo anterior, desta vez Pulisic iniciou entre os titulares e deu o passe para Olivier Giroud marcar o primeiro gol dos Blues no empate em 2-2 com os Reds (Liverpool) e com a persistência do empate, o campeão foi conhecido nos pênaltis; vitória dos Reds por 5-4 na disputa por pênaltis.
Pela 10ª rodada do Campeonato Inglês, em 26/10/2019, Pulisic marcou seus primeiros gols com a camisa do Chelsea na vitória por 4-2 sobre o Burnley. O hat-trick – ocorre quando um jogador faz 3 ou mais gols numa mesma partida – foi o primeiro de sua carreira e ele se tornou o segundo jogador estadunidense a conquistar este feito na Premier League depois de Clint Dempsey pelo Fulham em 2012, além disso, também se tornou o jogador mais jovem dos Blues a marcar um hat-trick. Ele também se tornou o primeiro jogador do Chelsea a marcar 3 gols numa partida desde Didier Drogba em 2010. Pulisic marcou gols nas duas rodadas seguintes da Premier League, uma vitória por 2-1 fora de casa contra o Watford e uma vitória por 2-0 no Stamford Bridge sobre o Crystal Palace.
Em 27/11/2019, em partida válida pela 5ª rodada da fase de grupos da Champions League, o estadunidense marcou seu primeiro tento pelo clube nesse torneio no empate em 2-2 com o Valencia da Espanha fora de casa.
Após a 29ª rodada da Premier League, em 8 de março de 2020, devido à pandemia do COVID-19 (Novo Coronavírus), o Campeonato Inglês e a maioria dos campeonatos ao redor do mundo foram paralisados e já recuperado de uma lesão que sofrerá no mês de janeiro, em 21/06/2020, em jogo da 30ª rodada da Premier League, Pulisic entrou em campo aos 10 minutos da segunda etapa no lugar de Ruben Loftus-Cheek e 5 minutos depois, fez o primeiro gol da vitória por 2-1 sobre o Aston Villa. Na rodada seguinte do campeonato nacional, o camisa 22 dos Blues – Pulisic – marcou o primeiro gol da vitória por 2-1 sobre o Manchester City, um resultado que acabou de uma vez por todas com as chances do City na disputa pelo título e confirmou o Liverpool como campeão da Premier League.
Em 01/08/2020, em confronto válido pela final da Copa da Inglaterra, Pulisic inaugurou o placar do jogo, no entanto o Chelsea levou a virada e perdeu por 2-1 para o Arsenal. Apesar de ter se tornado o primeiro jogador estadunidense a marcar na final da competição, mas foi substituído no início do segundo tempo após sofrer uma lesão no tendão.
Em agosto de 2020, Pulisic foi nomeado para a lista de 8 jogadores para o Prêmio de Jogador Jovem da Temporada inaugural da Premier League, que acabou sendo concedido a Trent Alexander-Arnold do Liverpool.
Em suma, na sua 1ª temporada na Inglaterra, Christian Pulisic disputou 34 jogos, fez 11 gols e proveu 10 assistências. Quanto ao Chelsea, além de ter sido vice-campeão da Supercopa da UEFA e da Copa da Inglaterra, terminou em 4º lugar no Campeonato Inglês e foi eliminado nas oitavas-de-finais da UEFA Champions League e da Copa da Liga Inglesa.
PdGmACACVMj na temporada 2019-20
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11 gols dos quais 9 foram pela Premier League, 1 pela UEFA Champions League e 1 pela Copa da Inglaterra

Números de Pulisic na Seleção Norte-Americana

Estados Unidos

Seleções de Base

Assim como muitos outros grandes jogadores, Pulisic também atuou pelas seleções de base do seu país, no caso jogou pelas seleções sub-15 e sub-17 dos Estados Unidos. Ainda é importante mencionar que ele foi o capitão da seleção norte-americana na Copa do Mundo FIFA Sub-17 de 2015 no Chile, onde marcou 1 tento e proveu uma assistência em 3 jogos. Pulisic fez 20 gols em 34 jogos pela seleção sub-17 dos Estados Unidos durante o seu ciclo de 2 anos com o time.

Seleção Principal

Em 27 de março de 2016, Pulisic foi convocado pelo técnico Jürgen Klinsmann para um jogo de Eliminatória da Copa do Mundo FIFA de 2018 contra a Guatemala. Dois dias depois – em 29/03/2018 -, ele fez a sua estreia na seleção principal dos Estados Unidos em uma partida na qual os EUA venceram a Guatemala por 4-0 no Mapfre Stadium, em Columbus, Ohio. Pulisic entrou em campo aos 36 minutos da segunda etapa no lugar de Graham Zusi. Ainda convém lembrar que Christian Pulisic se tornou o americano mais jovem a jogar uma partida de Eliminatória de Copa do Mundo, mas antes disso, também era elegível para jogar pela seleção da Croácia, mas se recusou a fazê-lo.

Copa América Centenário 2016

Em 21/05/2016, Klinsmann anunciou a lista dos 23 jogadores que iriam disputar a Copa América Centenário e o nome de Pulisic estava nessa lista e uma semana depois – em 29/05/2016 -, em um amistoso contra a Bolívia, ele se tornou o jogador mais jovem a marcar um tento pela seleção estadunidense; entrou em campo aos 18 minutos da segunda etapa no lugar de Gyasi Zardes e 6 minutos depois, marcou o 4º e último gols dos Estados Unidos na goleada por 4-0 sobre a seleção boliviana.
Em 04/06/2016, o Estados Unidos estreou na fase de grupos dessa edição comemorativa da Copa América com uma derrota por 2-0 ante a Colômbia. Pulisic jogou os últimos 25 minutos dessa partida. Na rodada seguinte, Pulisic viu do banco a seleção estadunidense vencer a Costa Rica por 4-0 e por fim, ele viu do banco novamente o Estados Unidos vencer o Paraguai por 1-0 e com isso, os norte-americanos se classificaram para a fase de mata-mata da Copa América Centenário 2016.
Nas quartas-de-finais, o Estados Unidos enfrentou o Equador e venceu por 2-1 sem Pulisic. Na fase seguinte – semifinal -, a seleção estadunidense enfrentou a Argentina e mesmo substituindo Chris Wondolowski logo após o intervalo, a joia do Borussia Dortmund nada pôde fazer e com isso, os Estados Unidos perderam por 4-0 e com isso, teve de se contentar com a disputa do 3º lugar da Copa América Centenário 2016.
Na disputa do 3º lugar, o Estados Unidos enfrentou a Colômbia e perdeu por 1-0. Pulisic jogou os últimos 16 minutos dessa partida. Além disso, esta foi a última vez que Klinsmann comando a seleção norte-americana e com a sua saída, quem assumiu o comando dessa seleção foi Bruce Arena.
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3000085

Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2018

Em 02/09/2016, em um jogo das Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2018, Pulisic marcou 2 gols na goleada por 6-0 sobre São Vicente e Granadinas e além dos 2 tentos, deu o passe para o gol de Sacha Kljestan e com isso, Pulisic se tornou o jogador mais jovem a fazer um gol com a camisa da seleção norte-americana em uma partida das Eliminatórias de Copa do Mundo. No jogo seguinte diante de Trinidad e Tobago, Klinsmann escalou Pulisic entre os titulares e assim sendo, o jovem jogador do Borussia Dortmund se tornou o norte-americano mais jovem a ser escalado como titular em uma partida das Eliminatórias da Copa do Mundo. Quanto ao resultado desse jogo, goleada por 4-0 sobre a seleção trinitária.
Em 25 de março de 2017, em mais um jogo das Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2018, Pulisic teve uma grande atuação na goleada por 6-0 sobre o Honduras, ao qual marcou 1 tento e proveu assistências para o gol de Sebastian Lletget e para 2 dos 3 gols de Clint Dempsey nessa partida.
Em 08/06/2017, em outro jogo válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, Pulisic marcou os gols do triunfo por 2-0 sobre Trinidad e Tobago. Posteriormente, a seleção dos Estados Unidos disputou a Copa Ouro de 2017 e mesmo sem Christian Pulisic que estava se recuperando de uma lesão, foi a campeã desse torneio ao bater a Jamaica por 2-1 na final em 27/07/2017. Ainda convém lembrar que mesmo com a conquista do título, Bruce Arena não continuou no cargo de treinador da seleção estadunidense e a “bola da vez” era Dave Sarachan.
Nas duas últimas partidas do hexagonal final que é a última fase das Eliminatórias da Copa do Mundo da CONCACAF – Confederação de futebol responsável pelas seleções da América Central e da América do Norte -, Pulisic marcou 2 gols em cada jogo; gol e assistência na goleada por 4-0 sobre Panamá e o único gol dos Estados Unidos na derrota por 2-1 ante Trinidad e Tobago. Apesar de ter sido o artilheiro do Hexagonal Final, não houve o que comemorar, pois a seleção norte-americana terminou em 5º lugar e com isso, estava fora da Copa do Mundo FIFA de 2018 na Rússia.

Copa Ouro 2019

Em 20 de novembro de 2018, em um amistoso contra a Itália, pela primeira vez desde que passou a atuar pela seleção estadunidense, Pulisic capitaneou o time e apesar da derrota por 1-0 para os italianos, o até então camisa 22 do Borussia Dortmund se tornou o jogador mais jovem a ser o capitão dos Estados Unidos; 20 anos e 63 dias de idade.
A derrota para a seleção italiana causou a demissão de Dave Sarachan e com isso, quem assumiu o comando do time foi Gregg Berhalter e mesmo com a ausência de Pulisic nos amistosos contra Panamá e Costa Rica, a seleção estadunidense venceu os 2 jogos; por 3-0 e 2-0 respectivamente.
Em maio desse ano (2019), Berhalter anunciou a lista final de 23 jogadores convocados para a disputa da Copa Ouro 2019 que realizar-se-ia em 3 países, fase inicial da competição seria sediada na Costa Rica e na Jamaica e posteriormente, os Estados Unidos sediariam a fase final do torneio.
Em 19/06/2019, o Estados Unidos fez a sua estreia nessa edição da Copa Ouro com uma vitória por 4-0 sobre a Guiana. No jogo seguinte, o novo camisa 10 da seleção norte-americana – Christian Pulisic – foi um dos destaques da goleada por 6-0 sobre Trinidad e Tobago ao marcar 1 dos 6 tentos do time e além do gol marcado, proveu assistências para 1 dos 2 gols de Aaron Long e para 1 dos 2 gols de Gyasi Zardes. Por fim, na última rodada da fase de grupos da Copa Ouro 2019, com a vaga para a fase seguinte assegurada, Berhalter optou por descansar alguns atletas, dentre eles, Pulisic que jogou os últimos 25 minutos da vitória por 1-0 sobre o Panamá.
Nas quartas-de-finais, o Estados Unidos enfrentou a seleção de Curação e venceu por 1-0. Pulisic foi o autor da assistência para o gol de Weston McKennie.
Na semifinal, a seleção norte-americana enfrentou a Jamaica e com um doblete – ocorre quando um jogador faz 2 gols numa mesma partida – do camisa 10, venceu a Jamaica por 3-1 e com este triunfo, os Estados Unidos se classificaram para a final da Copa Ouro 2019.
Na final, o Estados Unidos enfrentou o México no Soldier Field, em Chicago e com um gol de Jonathan dos Santos, a Seleção Mexicana venceu a partida e pela 8ª vez, se sagrou campeã de uma edição da Copa Ouro.
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Liga das Nações da CONCACAF 2019-20

Na estreia dos Estados Unidos na fase de grupos desta competição recém-criada em 12 de outubro de 2019, Pulisic marcou de pênalti o último gol da goleada por 7-0 sobre Cuba. Na rodada seguinte da fase de grupos, o camisa 10 e capitão da Seleção Estadunidense jogou o primeiro tempo e parte do segundo no revés por 2-0 ante o Canadá.
Com um total de 9 pontos somados em 4 partidas – 3 vitórias e uma derrota -, os Estados Unidos terminaram na liderança do grupo A e sendo assim se classificaram para a fase de mata-mata desta competição. Devido à pandemia do Novo Coronavírus, esse torneio está momentaneamente suspenso.
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- O vídeo abaixo mostra 9 dos 14 gols de Pulisic com a camisa da Seleção Estadunidense - Este vídeo foi publicado no YouTube há 2 anos atrás por US Soccer Hub

TOTAL

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Prêmios individuais - 50 jovens promessas do futebol mundial de 2015 - Seleção das revelações da UEFA Champions Leagueem 2016 - 15º melhor jogador sub-21 de 2016 (FourFourTwo) - 4º melhor jovem do ano de 2017 (FourFourTwo)

Considerações Finais

Com base em todos os números apresentados até aqui pode-se concluir que Christian Pulisic é um dos “famosos camisa 10 do futuro”. O seu baixo centro de gravidade permite-lhe driblar em alta velocidade e devido a isso, é capaz de chegar a área para concluir a gol e/ou para deixar os companheiros em condições de fazer gols.
E para vocês? Pulisic irá se adaptar ao Chelsea? Ele será um dos melhores meio-campistas em breve?
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2020.08.17 06:41 futebolstats A Carreira de Ederson Moraes em Números

Quando cita-se um dos melhores goleiros da atualidade, o nome de Ederson Moraes que atualmente joga pelo Manchester City da Inglaterra e também joga pela Seleção Brasileira, deve ser levado em conta.
Ederson Lúcio Santana de Moraes nasceu em 17/08/1993 em Osasco, região metropolitana de São Paulo. Antes de ser o arqueiro – goleiro – do Manchester City, Ederson teve passagens por clubes de Portugal. Porém, o que mais se sabe sobre a carreira dele? Por quais clubes atuou? Quais feitos atingiu até aqui na sua carreira?

Juvenil

Antes de chegar onde chegou, Ederson Moraes iniciou a sua carreira como goleiro na base do São Paulo Futebol Clube em 2006 e ficou por lá até no ano de 2009. Foi aprovado especificamente no dia 5 de novembro de 2006, de acordo com uma ficha guardada por Luiz Batista da Silva Júnior que é popularmente conhecido como Luizinho. Ele era o preparador de goleiros da base do São Paulo naquela época.Neste mesmo ano (2006), Luizinho chegou a treinar Rogério Ceni por um curto período de tempo.
Naquela época, o então garoto de 13 anos – Ederson – impressionou nos treinos em Cotia e curiosamente, Luizinho relatou que Ederson era zagueiro em uma escolinha de futebol em Osasco e ele foi indicado por Toninho, antes avaliador técnico.
Luizinho foi preparador de Ederson na categoria sub-15 do São Paulo. Quando o então garoto subiu para o time sub-17, encontrou concorrentes mais evoluídos fisicamente. À época, ele tinha 1,75 m de altura e apenas 56 kg, segundo dados da ficha e por esta razão, não conseguiu espaço e acabou saindo do São Paulo. Depois de alguns meses, foi para o Sport Lisboa e Benfica de Portugal.
Observação: trecho retirado do site do Globo Esporte

Benfica

Categorias de Base

Mesmo tendo passado na base do São Paulo, como já foi dito acima, Ederson foi dispensado do clube e quando tudo parecia perdido, a oportunidade de alavancar a sua carreira surgiu do outro lado do Oceano Atlântico.
Longe de casa e da família, passou por dificuldades, mas as superou e em 2011, aos 18 anos, jogou 10 partidas pela equipe sub-19 do Benfica e ainda no mesmo ano, para dar sequência ao jovem arqueiro, a equipe lisboeta – Benfica – o emprestou para um clube que disputava a 3ª divisão do futebol português naquela época.

A Carreira de Ederson em Números

Ribeirão

2011-12

Para Ederson ganhar “rodagem”, o Benfica o emprestou para o Grupo Desportivo Ribeirão, clube que disputava a 3ª divisão do futebol português e assim sendo, em 28 de agosto de 2011, o jovem goleiro de 18 anos recém-completados fez a sua estreia como profissional em partida válida pela 1ª fase da Taça de Portugal, a qual o Ribeirão empataram em 0-0 com o Pontassolense e nas penalidades, o Pontassolense levou a melhor e venceu por 5-3.
Em 04/09/2011, na estreia do Ribeirão na 3ª divisão nacional, empate em 1-1 com o Marítimo B. Posteriormente, em 22 de abril de 2012, Ederson fez o seu último jogo com a camisa do Ribeirão, ao qual perdeu para o Varzim por 1-0.
Em suma, na sua 1ª temporada como profissional, Ederson Moraes disputou 30 jogos, sofreu 30 gols e não sofreu gols em 9 jogos; média de 1 gol sofrido por partida. Quanto ao Ribeirão, somou 44 pontos em 30 rodadas e terminou em 7º lugar na Zona Norte da 3ª divisão do futebol português e com isso, não se classificou para os play-offs e com isso, teve de amargar mais uma temporada na 3ª divisão nacional.
PdGsJssgCACVMj na temporada 2011-12
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Pd – Partidas disputadas, Gs – Gols sofridos, Jssg – Jogos sem sofrer gols, CA – Cartões amarelos, CV – Cartões vermelhos e Mj – Minutos jogados

Rio Ave

2012-13

Na janela de verão de 2012, Ederson ganhou a chance de jogar por uma equipe da Primeira Liga – 1ª divisão do futebol português – e esta equipe era o Rio Ave.
À esquerda Ederson Moraes e à direita Jan OblakEm 18 de agosto de 2012, na estreia do Rio Ave na Primeira Liga 2012-13, Nuno Espírito Santo – técnico do Rio Ave naquela época – escalou Ederson como titular e esta foi uma estreia para se esquecer, pois os Vilacondenses – Rio Ave – perdeu para o Marítimo por 1-0. Na rodada seguinte, Jan Oblak foi o goleiro titular do time e daí em diante, foi efetivado como o titular da equipe e no primeiro jogo do arqueiro esloveno como titular, o Rio Ave venceu o Sporting por 1-0 fora de casa.
Embora tenha perdido o posto de titular para Oblak na Primeira Liga, na Taça de Portugal e na Taça da Liga, Ederson era o goleiro titular e das duas competições nas quais ele foi o titular, destaque para a Taça da Liga onde o Rio Ave chegou até as semifinais e foi eliminado pelo Porto por 4-0. Ainda convém lembrar que Oblak foi expulso aos 9 minutos do segundo tempo e mesmo com a entrada de Ederson na equipe, isso desestabilizou os Vilacondenses.
Em suma, na sua 1ª temporada como goleiro dos Vilacondenses, Ederson disputou 8 partidas, sofreu 14 gols e só não foi “vazado” em um jogo; média de 1,75 gols sofridos por partida. Quanto ao Rio Ave, terminou o Campeonato Português em 7º lugar, chegou até a semifinal da Taça da Liga e foi eliminado na 4ª fase da Taça de Portugal.
PdGsJssgCACVMj na temporada 2012-13
814110695

2013-14

Mesmo com o retorno de Jan Oblak ao Benfica, o Rio Ave foi atrás de outro goleiro e trouxe o francês Romain Salin e no início, Nuno Espírito Santo escalava o arqueiro francês como titular e assim sendo, somente em 20 de outubro de 2013, em confronto válido pela 3ª fase da Taça de Portugal contra o Esperança Lagos é que o goleiro brasileiro teve a sua primeira chance como titular e no seu primeiro jogo da temporada, o Rio Ave venceu o Esperança Lagos por 3-0.
Em 03/11/2013, em jogo da 9ª rodada da Primeira Liga, Ederson entrou no lugar de Romain Salin ainda aos 25 minutos do primeiro tempo e com ele em campo, a equipe vilacondense venceu o Braga por 1-0. Ainda assim, Nuno Espírito Santo escalou o arqueiro francês como titular na partida seguinte e em 01/12/2013, o técnico o escalou pela primeira vez como titular em um jogo do Campeonato Português, ao qual o Benfica venceu o Rio Ave por 3-1, porém mesmo tendo levado 3 gols na sua estreia como titular, o técnico bancou a permanência dele como titular para o restante dos jogos da equipe vilacondense na Primeira Liga 2013-14.
Posteriormente, o Benfica e o Rio Ave voltaram a se encontrar em duas finais; da Taça de Portugal e da Taça da Liga sendo que na final da primeira competição, Ederson foi o goleiro titular e mesmo assim, derrota por 1-0 para os Encarnados (Benfica). Na verdade, o Benfica levou a melhor nas duas ocasiões.
Em suma, na sua 2ª temporada como goleiro dos Vilacondenses, Ederson Moraes disputou 28 partidas, sofreu 27 gols e não foi vazado em 13 jogos; média de 0,96 gols sofridos por partida. Quanto ao Rio Ave, além de ser o vice-campeão da Taça da Liga e da Taça de Portugal, terminou o Campeonato Português em 11º lugar.
PdGsJssgCACVMj na temporada 2013-14
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2014-15

Com o término da temporada 2013-14, Nuno Espírito Santo deixou o comando do Rio Ave para assumir o comando do Valencia da Espanha e para o seu lugar, a equipe vilacondense apostou em Pedro Martins. Mesmo com a mudança de treinador, Ederson iniciava essa temporada como reserva, desta vez de outro goleiro brasileiro, Cássio Albuquerque.
Em 24 de setembro de 2014, no primeiro confronto da eliminatória da Taça da Liga contra o Chaves, Pedro Martins escalou Ederson como o goleiro titular pela primeira vez nessa temporada e nessa ocasião, Rio Ave e Chaves empataram em 1-1. Posteriormente, no segundo confronto entre as duas equipes em novembro, Ederson viu do banco as duas equipes empatarem em 0-0 e nos pênaltis, a equipe vilacondense se classificou para a fase de grupos da Taça da Liga ao bater o Chaves por 4-2 nas penalidades.
Ainda no mesmo ano (2014), Pedro Martins escalou o jovem goleiro brasileiro de 21 anos como titular em mais 6 partidas.
Em 1 de fevereiro de 2015, em jogo da 19ª rodada da Primeira Liga, Ederson jogou diante do Estoril como titular e deste jogo em diante, passou a ser o goleiro titular do Rio Ave. Quanto ao resultado dessa partida, vitória da equipe vilacondense por 2-1 sobre o Estoril.
Em 23/05/2015, em confronto válido pela última rodada (30ª) da Primeira Liga, o jovem arqueiro brasileiro de 21 anos jogou a sua última partida pelo Rio Ave, a qual a equipe vilacondense perdeu para o Sporting por 1-0 em pleno Estádio dos Arcos (estádio do Rio Ave).
Em suma, na sua última temporada com a camisa dos Vilacondenses, Ederson disputou 28 jogos, sofreu 33 gols e não foi vazado em 7 partidas; média de 1,17 gols sofridos por partida. Quanto ao Rio Ave, chegou até as semifinais da Taça de Portugal, foi eliminado na fase de grupos da UEFA Europa League e da Taça da Liga e alem disso, terminou o Campeonato Português em 10º lugar.
PdGsJssgCACVMj na temporada 2014-15
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Benfica

2015-16

Após passagens por Ribeirão e Rio Ave respectivamente, em 27 de junho de 2015, Ederson foi reintegrado ao Benfica. Então, em julho do mesmo ano (2015), assinou oficialmente um contrato de 5 anos com o clube lisboeta em um acordo de 500 mil euros e além disso, o Benfica definiu uma cláusula de liberação no valor de 45 milhões de euros (cerca de 199,7 milhões de reais). Ainda é importante mencionar que o Rio Ave manteria 50% dos direitos econômicos do próximo goleiro.
No início dessa temporada (2015-16), Ederson era a segunda opção de Rui Vitória – técnico do Benfica naquela época -, pois o arqueiro titular dos Encarnados era o compatriota Júlio César e com isso, antes da sua primeira oportunidade pela equipe principal do Benfica, o jovem goleiro de 21 anos jogou 4 partidas da Segunda Liga – 2ª divisão do futebol português – pela equipe B dos Encarnados.
Em 21/11/2015, em confronto válido pela 4ª fase da Taça de Portugal, Ederson recebeu o seu primeiro e único cartão vermelho da carreira e o pior é que ele não estava jogando, pois é, mesmo no banco de reservas foi expulso. Quanto ao resultado da partida, o Benfica perdeu para o Sporting por 2-1 na prorrogação e com isso, os Encarnados deram adeus as chances de conquistar o seu 26º título dessa competição.
Em 29/12/2015, na estreia do Benfica na fase de grupos da Taça da Liga, Rui Vitória escalou Ederson como titular pela equipe principal pela primeira vez e no primeiro jogo como titular, o Benfica venceu o Nacional da Madeira por 1-0.
Em 5 de março de 2016, em jogo da 25ª rodada da Primeira Liga, Ederson voltou a ganhar uma chance como titular devido a uma lesão de Júlio César e no seu primeiro jogo nesse ano (2016) como titular, o Benfica venceu o “Dérbi de Lisboa” – clássico entre Benfica e Sporting – por 1-0. Com este resultado, os Encarnados assumiram a liderança da Primeira Liga 2015-16 e desde então, o jovem goleiro de 22 anos passou a ser o goleiro titular do time.
Em 05/04/2016, no primeiro confronto das quartas de final da UEFA Champions League (Liga dos Campeões) contra o Bayern de Munique da Alemanha fora de casa, a equipe alemã venceu o clube lisboeta por apenas 1-0. Convém lembrar que o time alemão costumava golear os seus adversários jogando na Allianz Arena sendo que na fase de grupos, aplicou 3 goleadas lá e o Benfica conseguiu levar apenas 1 gol. Posteriormente, as duas equipes empataram em 2-2 no segundo confronto e com isso, o Bayern avançou para a fase seguinte dessa edição da Liga dos Campeões.
Em suma, na sua 1ª temporada como goleiro dos Encarnados, Ederson Moraes disputou 22 jogos, sofreu 18 gols e não foi vazado em 9 partidas; média de 0,81 gols sofridos por partida. Quanto ao Benfica, foi campeão da Taça da Liga e da Primeira Liga, chegou até as quartas de final da Liga dos Campeões e foi eliminado na 4ª fase da Taça de Portugal.
PdGsJssgCACVMj na temporada 2015-16
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2016-17

Apesar de ter feito uma excelente temporada 2015-16, no primeiro jogo do Benfica nessa temporada em 7 de agosto de 2016, Rui Vitória escalou Júlio César como titular e os Encarnados venceram o Braga por 3-0 e com isso, sagraram-se campeões da Supertaça Cândido de Oliveira (Supercopa de Portugal).
Em 13/09/2016, na estreia do Benfica na fase de grupos da UEFA Champions League 2016-17, Ederson voltou a ser o goleiro titular, porém no seu primeiro jogo como goleiro titular nessa temporada, o clube lisboeta e o Besiktas da Turquia empataram em 1-1 no Estádio da Luz, em Lisboa (estádio do Benfica).
Em 24/09/2016, em jogo da 6ª rodada da Primeira Liga, o camisa 1 dos Encarnados voltou a ser escalado como titular. Quanto ao resultado do jogo, o Benfica venceu o Chaves por 2-0 fora de casa e desde então, passou a ser o “guarda-redes” – goleiro – titular dos Encarnados.
Em 28 de maio de 2017, em confronto válido pela final da Taça de Portugal, Ederson jogou a sua última partida com a camisa dos Encarnados no triunfo por 2-1 sobre o Vitória de Guimarães e com isso, pela 26ª vez, o Benfica se sagrava campeão da Taça de Portugal.
Em suma, na sua 2ª e última temporada como arqueiro do clube lisboeta, Ederson Moraes disputou 40 jogos, sofreu 27 gols e não foi vazado em 24 partidas; média de 0,67 gols sofridos por partida. Quanto ao Benfica, além de ter sido campeão da Supertaça Cândido de Oliveira e da Taça de Portugal, também foi o campeão da Primeira Liga 2016-17, porém chegou até a semifinal da Taça da Liga e foi eliminado nas oitavas de final da Liga dos Campeões.
PdGsJssgCACVMj na temporada 2016-17
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Títulos que conquistou no Benfica - Primeira Liga2015-16 e 2016-17 - Taça de Portugal2016-17 - Taça da Liga2015-16 - Supertaça Cândido de Oliveira2016
- O vídeo abaixo mostra algumas das melhores defesas de Ederson com a camisa do Benfica - Este vídeo foi publicado no YouTube em 3 de abril de 2017por The best sports

Manchester City

2017-18

Ederson sendo apresentado como o mais novo reforço do Manchester CityEm 1º de junho de 2017, o Benfica anunciou que Ederson era goleiro do Manchester City da Inglaterra, estima-se que os Cityzens – Manchester City – desembolsaram 35 milhões de libras/40 milhões de euros (cerca de 170,2 milhões de reais) para contratar o arqueiro brasileiro. Na época, essa transferência fez dele o 2º goleiro mais caro da história – atualmente é o 4º goleiro mais caro de todos os tempos – depois de Gianluigi Buffon (33 milhões de libras/52 milhões de euros). Posteriormente, Alisson Becker do Liverpool (€ 75 milhões) e Kepa Arrizabalaga do Chelsea (€ 80 milhões) superaram ele e o Buffon. Além disso, a transferência de Ederson igualou-se a de Axel Witsel como a maior taxa que um clube já pagou por um jogador do Benfica.
Ederson foi imediatamente escolhido por Pep Guardiola – técnico do Manchester City – como o primeiro goleiro e com isso, Claudio Bravo passou a ser o segundo arqueiro e assim sendo, em 12/08/2017, na estreia do Manchester City na Premier LeagueCampeonato Inglês – dessa temporada, o goleiro brasileiro jogou a sua primeira partida pelo seu novo clube, a qual os Cityzens venceram o Brighton por 2-0 no AMEX Stadium (estádio do Brighton).
Em 09/09/2017, em jogo da 4ª rodada da Premier League, em um lance da partida, em uma disputa de bola, Ederson levou um chute no rosto de Sadio Mané e após o fim do primeiro tempo, foi substituído por Bravo. O resultado disso tudo: Ederson levou 8 pontos e Mané foi expulso pelo árbitro John Moss e acrescenta-se a isso, o atacante senegalês foi suspenso por 3 partidas. Quatro dias depois, o Manchester City debutou na fase de grupos da UEFA Champions League contra o Feyenoord da Holanda. A novidade dessa partida foi que o arqueiro brasileiro teve de usar uma proteção igual a que o ex-goleiro Petr Čech – ex-Arsenal e Chelsea – usava. Quanto ao resultado do jogo, os Cityzens venceram a equipe holandesa por 4-0.
Em suma, na sua 1ª temporada com a camisa dos Cityzens, Ederson Moraes disputou 45 partidas, sofreu 36 gols e não foi vazado em 21 jogos; média de 0,8 gols sofridos por partida. Ainda convém lembrar que o brasileiro foi o segundo goleiro que mais vezes saiu de campo sem sofrer gols (16 jogos sem sofrer gols), ficando atrás apenas de David De Gea do Manchester United (18 jogos sem sofrer gols). Quanto ao Manchester City, foi campeão da Premier League e da Copa da Liga Inglesa, no entanto, chegou até as quartas de final da Liga dos Campeões e foi eliminado nas oitavas de final da Copa da Inglaterra.
PdGsJssgCACVMj na temporada 2017-18
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2018-19

Em 12 de agosto de 2018, na estreia dos Cityzens nessa edição da Premier League, Ederson saiu de campo sem ser vazado, pois o Manchester City venceu o Arsenal por 2-0. Na rodada seguinte, em 19/08/2018, Ederson se tornou o primeiro goleiro a prover uma assistência na história da Premier League quando o seu chute da saída do gol chegou até Sergio Agüero e o atacante marcou o primeiro gol da goleada por 6-1 sobre Huddersfield Town.
Ao final dessa temporada, Ederson foi incluído na Seleção da Premier League e além disso, na sua 2ª temporada como goleiro dos Cityzens, Ederson disputou 55 jogos, sofreu 38 gols e saiu de campo sem ser vazado em 28 ocasiões; média de 0,69 gols sofridos por partida. Assim como na temporada anterior, Ederson foi o 2º goleiro que mais vezes saiu de campo sem sofrer gols (20 vezes), ficando atrás apenas do compatriota Alisson Becker (21 jogos sem sofrer gols). Quanto ao Manchester City, foi campeão da Premier League, da Copa da Inglaterra e da Copa da Liga Inglesa, porém foi eliminado nas quartas de final da Liga dos Campeões.
PdGsJssgCACVMj na temporada 2018-19
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2019-20

No primeiro jogo de Ederson nessa temporada, em 10 de agosto de 2019 – estreia dos Cityzens nessa edição da Premier League -, saiu de campo com um “clean sheet”, pois o Manchester City venceu o West Ham no London Stadium por 5-0.
Em 27/12/2019, em jogo da 19ª rodada da Premier League, Ederson foi expulso pela primeira vez no campeonato ao chocar-se com o atacante Diogo Jota e em decorrência disso, Guardiola teve de fazer uma alteração, tirou Agüero para colocar Claudio Bravo, e como senão bastasse, os Cityzens perderam para o Wolverhampton por 3-2 no Molineux Stadium.
Devido à pandemia do COVID-19 (Novo Coronavírus), após o revés por 2-0 para o Manchester United na 29ª rodada da Premier League, em 8 de março de 2020, o campeonato inglês e a maioria dos campeonatos mundo afora foram paralisados e após um hiato de 3 meses, a Premier League voltou na segunda quinzena do mês de junho e logo no retorno do campeonato – em 17/06/2020 -, o Manchester City enfrentou o Arsenal no Etihad Stadium e venceu por 3-0.
Em 26/07/2020, Ederson foi premiado com a “Luva de Ouro” da Premier League 2019-20 por ter sido o arqueiro menos vazado do campeonato – 16 partidas sem sofrer gols – e vale ressaltar que nesse mesmo dia, o City goleou o Norwich por 5-0 no Etihad Stadium.
Em 15/08/2020, em confronto válido pelas quartas de final da Champions League, o Manchester City perdeu por 3-1 para o Lyon da França e sendo assim, pela 3ª vez consecutiva o clube caiu nessa mesma fase do torneio e no dia seguinte após o revés, um dos jornais de Manchester fez críticas contundentes à Ederson e também aos outros 2 compatriotas; Fernandinho e Gabriel Jesus.
Em suma, na sua 3ª temporada na Inglaterra, Ederson Moraes disputou 44 partidas, sofreu 37 gols e saiu de campo sem ser vazado em 20 jogos; média de 0,84 gols sofridos por partida. Quanto ao Manchester City, foi campeão da Copa da Liga Inglesa e da Supercopa da Inglaterra, foi vice-campeão do Campeonato Inglês, chegou até a semifinal da Copa da Inglaterra e caiu nas quartas de final da UEFA Champions League.
PdGsJssgCACVMj na temporada 2019-20
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Títulos que conquistou no Manchester City - Premier League2017-18 e 2018-19 - Copa da Inglaterra2018-19 - Copa da Liga Inglesa2017-18, 2018-19 e 2019-20 - FA Community Shield(Supercopa da Inglaterra) 2018 e 2019
- O vídeo abaixo mostra algumas das melhores defesas executadas por Ederson com a camisa do Manchester City - Este vídeo foi publicado no YouTube há cerca de 11 meses atrás por Saviola

Números de Ederson na Seleção Brasileira

Brasil

Seleções de Base

Após boas atuações pelo Rio Ave, em novembro de 2015, Ederson disputou 2 jogos pela Seleção Sub-23 do Brasil (Seleção Olímpica). Posteriormente, jogou mais 3 partidas pela Seleção Olímpica. Apesar de ter jogado 5 partidas pela seleção sub-23, Ederson não foi convocado para a disputa do Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro no ano seguinte (2016).

Seleção Principal

O primeiro técnico a convocar Ederson para a disputa de uma competição (Copa América Centenário) foi Carlos Caetano Bledorn Verri – conhecido como Dunga -, mas foi desconvocado devido a uma lesão. Posteriormente, o Brasil foi eliminado na fase de grupos dessa edição especial da Copa América e em decorrência da má campanha da Seleção, Dunga foi demitido e para o seu lugar, a CBF – entidade máxima do futebol brasileiro – decidiu apostar as suas fichas em Adenor Leonardo Bachi – Tite – e mesmo com a mudança de treinador, Ederson continuou sendo convocado para os jogos da Seleção Principal do Brasil, mas como a segunda opção, pois o goleiro titular da Seleção era – ainda é – Alisson Becker.
Em 11 de outubro de 2017, em partida válida pela última rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo FIFA de 2018 contra o Chile, pela primeira vez na sua carreira, Ederson atuou como titular e na sua estreia como titular da Seleção Brasileira não sofreu gols e assim sendo, vitória do Brasil por 3-0 sobre a seleção chilena.

Copa do Mundo FIFA de 2018

Em maio de 2018, Tite divulgou a lista final dos 23 jogadores convocados para a disputa da Copa do Mundo FIFA de 2018 na Rússia e o nome de Ederson Moraes estava na lista e assim sendo, viu do banco o Brasil iniciar a fase de grupos da Copa do Mundo empatando em 1-1 com a Suíça. Ainda pela fase de grupos, vitórias por 2-0 sobre a Costa Rica e sobre a Sérvia respectivamente e com isso, a Seleção Brasileira terminou em 1º lugar nesse grupo.
Nas oitavas de final, o Brasil enfrentou o México e venceu por 2-0. No entanto, na fase seguinte, a Seleção Brasileira perdeu para a Bélgica pelo placar de 2-1 e com isso, deu adeus as chances de conquistar o hexacampeonato e teve de adiar o sonho de conquistar o 6º título mundial para a Copa de 2022.

Copa América 2019

Ederson foi o titular no amistoso contra a Arábia SauditaEm 12 de outubro de 2018, num amistoso contra a Arábia Saudita, Ederson atuou como titular pela 2ª vez e novamente foi bem-sucedido, pois o Brasil venceu a seleção saudita por 2-0. Ainda no mesmo ano – em 20/11/2018 -, ganhou mais uma chance como titular em um amistoso e pela 3ª vez saiu de campo sem sofrer gols; o Brasil venceu Camarões por 1-0.
Antes da disputa da Copa América 2019 que realizar-se-ia no Brasil, Ederson foi titular por mais duas vezes (2 amistosos); no empate em 1-1 com o Panamá em 23 de março de 2019 e pouco antes do início da Copa América contra o Catar em 06/06/2019 quando o Brasil venceu por 2-0.
Assim como ocorreu na Copa do Mundo FIFA de 2018, Ederson seguiu sendo a 2ª opção e viu do banco o Brasil estrear com uma vitória por 3-0 sobre a Bolívia na fase de grupos da Copa América 2019. Na duas rodadas seguintes, empate em 0-0 com a Venezuela e vitória por 5-0 sobre o Peru respectivamente e assim sendo, o Brasil terminou em 1º lugar no grupo A.
Nas quartas-de-finais, o Brasil tentou de todas as formas furar a “retranca paraguaia”, mas não obteve sucesso e após um empate em 0-0 no tempo regulamentar, Brasil e Paraguai tiveram de decidir a vaga para a próxima fase nos pênaltis e graças a uma defesa e um chute para fora de Derlis González, a Seleção Brasileira venceu a disputa por pênaltis por 4-3 e com isso, se classificou para a semifinal dessa edição da Copa América.
Nas semifinais, a “Seleção Canarinho” enfrentou a Argentina e venceu por 2-0 e na final da Copa América 2019, triunfo por 3-1 sobre o Peru no estádio do Maracanã no Rio de Janeiro e com isso, pela 9ª vez na sua história, o Brasil se sagrava campeão de uma edição da Copa América.

Total

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Prêmios individuais - O Jogo: Team of the Year: 2016 - Melhor goleiro: Primeira Liga: 2016–17 - Equipe do ano PFA: Premier League: 2018–19
Recorde - Recorde Mundial incluído no Guinness Book pelo maior pontapé da sua grande área: fez a bola atingir 75,35 metros

Considerações Finais

Com base em todos os números apresentados até aqui pode-se concluir que Ederson é um dos melhores goleiros da atualidade e antes de ser contratado pelo Manchester City, Guardiola já havia o observado de perto em um jogo de mata-mata da Liga dos Campeões, ao qual o Bayern de Munique – time que o treinador espanhol comandava naquela época – venceu o Benfica por “apenas” 1-0, mas o que mais chamou a atenção do técnico foi a habilidade de Ederson com os pés. Inclusive, um ex-goleiro do Manchester City – Shay Given – em 2018 elegeu o arqueiro brasileiro como o melhor do mundo com os pés.
Ederson também é descrito como um goleiro ágil com excelentes reflexos e claro, sabe sair jogando com os pés se necessário.
E para vocês? Ederson Moraes é um dos melhores goleiros do mundo atualmente? E por fim quem merece ser o titular da Seleção Brasileira: Alisson ou Ederson?
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2020.02.10 14:21 PackRust Examen-Salud Mental

Buenas, necesito sacar un certificado de salud mental con institución médica de gobierno aquí en Panamá, apreciaría la guía para tal procedimiento: Dónde se sacan citas? Tiempo de espera para ser atendido. Se puede hacer en policlínicas?
Muchas gracias.
Edit: Fui a la policlínica de Pueblo Nuevo, tuve que sacar una referencia médica de un medicina general (estuve desde las 5:30am y fui atendido por el médico a las ~8:20am, ojo, mucha coladera y desorden) y sacar una cita que me la pusieron a mes y medio en el futuro.
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2019.10.01 04:39 5thMercenary Dame tu cita de ensueño en la ciudad o cualquier parte de Panamá.

Imagina que te acabas de ganar unos de estos concursos brujos de Pascual o Multicentro. Te dieron $600.00 con condición de que sea gastado en una cita romántica con la persona que quieras. Ellos te lo coordinan todo, tú solo das las órdenes.
Que planeas para esa cita? O que te gustaría que te hicieran? No te tienes que gastar todo el dinero pero $600.00 es tu límite.
Usa tu imaginación. Boys, girls and everything in between. Todo el mundo es welcomed a participar.
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2019.05.20 22:01 contenidospyme ¿A dónde puedo viajar con el pasaporte mexicano sin visa?


El pasaporte mexicano es una identificación oficial que brinda a los mexicanos la facultad de salir del país y entrar a una cantidad importante de países sin la necesidad de tramitar una visa.
De acuerdo a la consultora internacional Henley & Partners, nuestro pasaporte es el 28 más poderoso del mundo de acuerdo con los 139 países a los que puede viajar sin necesidad de visa o tramitarla en el aeropuerto.
Para calificar, la consultora británica otorga puntos a los pasaportes por cada nación en la que permiten entrar sin visado u obtenerlo directamente al entrar, -entre más países pueda visitar, más alta es la calificación del pasaporte.
¿Cómo tramitar el pasaporte?
Se realiza en la Secretaría de Relaciones Exteriores, para ello es necesario llamar por teléfono y solicitar una cita o hacerlo directamente desde internet.
Posteriormente, se tiene que llenar una forma descargable en línea con datos muy básicos como nombre y curp, y asistir a un banco a cobrarlo.
Cabe mencionar que existen diferentes modalidades para tramitar el pasaporte:
Por un año: 610 pesos (modalidad disponible sólo para menores de 3 años).
Por tres años: 1265 pesos.
Por seis años: 1735 pesos.
Por diez años: 2670 pesos.
Una vez que el pasaporte haya sido aprobado, se entrega en un lapso de dos semanas aproximadamente.
Países a los que se puede entrar sin visa:
Estos son los 92 países a los que pueden viajar los mexicanos sin visa, de acuerdo con la Secretaría de Relaciones Exteriores:
Albania, Alemania, Andorra, Antigua y Barbuda, Argentina, Austria, Bahamas, Barbados, Bélgica, Belice, Bolivia, Bosnia y Herzegovina, Botswana, Brasil, Bulgaria, Chile, Chipre, Colombia, Corea del Sur, Costa Rica, Croacia, Dinamarca, Dominica, Ecuador, El Salvador, Eslovaquia, Eslovenia, España, Estonia, Filipinas, Finlandia, Francia, Georgia, Granada, Grecia, Guatemala, Haití, Holanda, Honduras, Hong Kong, Hungría, Indonesia, Irlanda, Islandia, Israel, Italia, Jamaica, Japón, Letonia, Liechtenstein, Lituania, Luxemburgo, Macedonia, Malasia, Malta, Marruecos, Mauricio, Micronesia, Mónaco, Montenegro, Nauru, Nicaragua, Noruega, Nueva Zelanda, Palestina, Panamá, Paraguay, Perú, Polonia, Portugal, Reino Unido, República Checa, República Dominicana, Rumania, Saharaui, San Cristóbal y Nieves, Samoa, San Marino, San Vicente y las Granadinas, Santa Lucía, Santa Sede, Serbia, Seychelles, Singapur, Suecia, Suiza, Timor-Leste, Trinidad y Tobago, Túnez, Uruguay, Vanuatu y Venezuela.
En el caso de otros países, como por ejemplo, si usted desea hacer un Tour a Tierra Santa puede tramitar un permiso desde el aeropuerto que le permitirá viajar legalmente por el país por 60 días.
Puedes consultar la lista completa aquí: https://www.passportindex.org/byRank.php
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2019.01.22 01:06 HDfueltech La Cita HD Fueltech del día corresponde a Jorge Bucay

La Cita HD Fueltech del día corresponde a Jorge Bucay
¡Saludos amigos! Tengan un #FelizMartes #22Ene
Hoy, hace 115 años se firmó el tratado entre Colombia y EE.UU para la construcción del canal de Panamá, llamado "Tratado de Herrán - Hay".
Queremos compartir con ustedes una cita del psicólogo Jorge Bucay.
#HDfueltech #Citas #Quotes #JorgeBucay #Colombia
https://www.facebook.com/hdfueltech

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2019.01.09 12:58 bujiastorch Cita Bujías Torch del día, hoy es del pintor francés J.P. Sergent

Cita Bujías Torch del día, hoy es del pintor francés J.P. Sergent
Muy buen día miércoles #9Enero estimados clientes y amigos. Hoy se celebra el #DíaDeLosMártires que fue un movimiento popular surgido en Panamá el 9 de enero de 1964. Cuyo objetivo era reclamar la presencia de la bandera panameña en territorio cedido a Estados Unidos.
Compartimos con ustedes una cita del pintor francés J.P. Sergent.
¡Feliz Día!
#Torch #Citas #Quotes #PJSergent #Venezuela

https://preview.redd.it/5xmgga3wzd921.png?width=1080&format=png&auto=webp&s=1ff02216668d5ec80280a7f28f6c73126de9d934
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2018.12.06 16:41 Hexxul Banesco Panama, la otra opcion la cual cerro las puertas.

Este es un chat que tuve con un agente por medio del canal online de su pagina.
--------------------------------------------------------------------------------------------
ab63: Buenas, gracias por contactarse con Banesco Panamá.Mi nombre es Amy Guerrero Ejecutivo de Atención al Cliente.¿Cómo le podríamos ayudar el día de hoy?
me: Buenos dias ¿Como se encuentra?
me: Tengo una serie de preguntas respecto a abrirme una cuenta corriente o ahorro en su entidad bancaria.
me: Soy extranjero
ab63: Buenos Días Sr.Hexxul, un placer¿Cómo lo puedo ayudar?
me: Vera soy venezolano, con la situacion en la que se encuentra mi pais me gustaria tener una cuenta en USD, soy freelancer nline, diseño webs/hago sistemas etc, basicamente un programador
me: he leido varias guias respecto a abrirme una cuenta con ustedes, pero no he leido en ningun lado el monto minimo de apertura
ab63: Comprendo Sr.Hexxul en este caso el monto de apertura es de $1,000.00
me: Seria para una cuenta corriene, ahorro o ambas?
ab63: Para ambas seria el mismo monto. SrHexxul
me: Comprendo, ahora como yo les haria llegar el dinero para abrir la cuenta, se necesita ajuro el pasaporte o puedo usar mi cedula venezolana?
ab63: Le brindo los requisitos Sr.Hexxul
ab63: Por el momento solo se realizan aperturas directamente desde Panamá , (No mantenemos procesos de apertura virtuales) .
Antes de venir a Panamá a realizar su solicitud , es necesario que primero realice la debida cita a través de nuestra página, puede acceder a través del siguiente link https://solicitudcitaselectronicas.banesco.com.pa/De esta manera usted podrá planificar su visita de forma más eficiente, rápida y segura.
En Panamá todo esto se gestiona en el piso 26 de Torre Banesco, en avenida Aquilino de la Guardia, Marbella. , es necesario cumplir con la debida diligencia de conocer al cliente (la entrevista formal en nuestras oficinas).
Los recaudos de apertura de cuenta son los siguientes:Requisitos Personales:
Personas naturales extranjeras, no residentes en Panamá
.· Copia del pasaporte del titular o titulares· Dos referencias bancaria del titular o titulares· Información de ingresos, presentar uno de los siguientes recaudos:· Original de carta de trabajo· Original de la certificación de ingresos o· Copia de la declaración de renta
Características:
· Monto apertura mínimo de apertura : US$1.000.00.· Saldo mínimo a mantener en la cuenta: US$1.000.00*
· Comisión de $10.00 en caso de estar por debajo del mínimo $1.000.00 .
· Cobro por seguro contra fraude $3.15 mensual (no es obligatorio, es opcional).
En caso de que la cuenta no movilice por más 12 meses, se debitará comisión según tarifario.
· Envío de tarjeta VISA débito, para el cual mantiene costo de:
  1. $28.00 membresía anual del producto visa débito
  2. $25.00 envío de tarjeta vía courier
  3. 7% que representa el impuesto panameño
Aviso Importante: Si las referencias bancarias corresponden a un banco ubicado dentro de la República de Venezuela, se deberá incluir otra referencia bancaria de un banco en el extranjero.
me: Dos referencias bancaria del titular o titulares, puedo usar las referencias de los bancos locales de aqui en venezuela?
ab63: No Sr.Hexxul las referencias bancarias no pueden ser de Venezuela.
me: sobre este punto:
me: · Información de ingresos, presentar uno de los siguientes recaudos:· Original de carta de trabajo· Original de la certificación de ingresos o· Copia de la declaración de renta
me: Si mis ingresos son online, no tengo manera de pedir una carta, como podria hacer en este caso?
ab63: Sr.Hexxul debe usted cumplir con todo los requisitos, para poder realizar la apertura de cuenta.
ab63: De lo contrario no va poder realizarla.
me: Comprendo, y estos ingresos, cartas de trabajo y declaracion de renta pueden ser de venezuela?
ab63: correcto Sr.Hexxul
me: Comprendo, muchas gracias.
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Aparentemente y practicamente es casi imposible abrirse una cuenta en BPanama a partir de este año por estos requisitos. Lo que me parece extraño es que en su propia web:

https://banesco.com.pa/ufaqs/extranjero-no-residente-cuales-los-requisitos-abrir-una-cuenta-ahorros

Dicen que el monto de apertura es de 500$

Seguramente somos bienaventurados los venecos.
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2017.08.15 01:39 metalcyborgkiller Algunas consideraciones al artículo de Juan Carlos Monedero sobre Venezuela realizadas por nuestro compañero de Podemos Jose Manuel González

Jose Manuel González 1 h ·
IMPERDIBLE ARTICULO DE JUAN CARLOS MONEDERO QUE SUSCRIBO EN CASI SU TOTALIDAD Y AL QUE APORTO ALGUNAS CONSIDERACIONES QUE CONSIDERO NECESARIAS Y QUE COMPARTO CON USTEDES
Muy buen artículo de Juan Carlos Monedero que por supuesto tiene más repercusión mediática ( por su prestigio intelectual y político) que lo que yo vengo escribiendo de una forma más modesta en todos los muros y redes en Defensa de la Revolución Bolivariana.
Por supuesto que mis lectores habituales en las redes, no pertenecen a ese sector de nuestro pueblo al que reiteradamente fustiga Monedero con:" hay gente que les cree" en este artículo.
Algunos (por lo informado que os tengo sobre Venezuela) pensareis que algunas apreciaciones se las he dictado yo😂😂😂 nada de eso, son simples coincidencias que demuestran (que al igual que yo), Juan Carlos tiene una magnífica y directa información sobre este tema.
Incluso viene exponiendo lo que nos jugamos los pueblos en Venezuela (y al igual que yo) compara la guerra mediática con la España del 36 y con el chile del 73
POR ESO QUIERO APORTAR ALGUNAS PUNTUALIZACIONES QUE CREO NECESARIAS Y ALGUNAS DISCREPANCIAS, (DESDE MI CARIÑO Y ADMIRACIÓN AL COMPAÑERO) A ESTE MAGNIFICO ARTICULO, QUE SUSCRIBO CASI EN SU TOTALIDAD Y QUE COMPARTO CON USTEDES
A estas 11 tesis que expone Juan Carlos Monedero en este imperdible artículo, creo (desde mi punto de vista) que le ha faltado aclarar algunos temas suficientemente y que no ha abordado quizás por no hacerlo demasiado largo.
Por esto desde mi modesta opinión, quiero puntualizar alguna cosas (a modo de complemento a este artículo) así como algunas pequeñas discrepancias desde mi respeto y admiración por mi compañero en Podemos.
Para ello voy a abordar punto por punto, algunas de sus tesis y mi aportaciones a estas:
En la tesis número 3 escribe Monedero:
"Maduro heredò...tras la caida de los precios de petroleo...."
Pienso que está caída, forma parte de la guerra económica desatada contra Venezuela y fue provocada por el imperio yanky ,lo mismo que provocó la caída del cobre, durante el gobierno de Salvador Allende y esta vez lo hizo (como siempre) utilizando a Arabia Saudita como "esquirol" que se lanzó a aumentar la producción de "motus propio"violando los acuerdos de la OPEP.
También creo que a estas alturas no cabe referirse a : "....la muerte de Chavez".... sino a la desaparición de Chávez, ya que hoy existen numerosas e irrefutables sospechas de que fue asesinado por el imperio y fundamento esta apreciación en las siguientes preguntas:
¿ Es casual que se desataran al mismo tiempo numerosos cánceres en presidentes de gobiernos progresistas de América Latina, tales como en Hugo Chavez (este según los médicos cubanos que le trataron fue extrañamente galopante) en ell presidente de Brasil: Luis Ignacio Lula, en el de Paraguay: Fernando Lugo, o en la presidenta de Argentina: Cristina Fernández de Kirchner?
Está última llego a declarar, que al farmacéutico al que ella solía acudir, le habían llamado desde la embajada yanqui en Buenos Aires para ver qué tratamiento estaba siguiendo.
¿Porque cuando la delegación de Chávez acude a la Asamblea General de Naciones Unidas,en el aeropuerto de Nueva York, le retuvieron dentro del avión presidencial a toda su delegación dejando bajar solo a el y ni siquiera a su médico personal?
¿Porque el edecán personal de Hugo Chávez, vive como testigo protegido en Estados Unidos???
Creo que cuando escribe: "se debilitó el lazo con Estados Unidos creándose la Unasur y la CELAC".... debería haber mencionado también a Petrocaribe, CARICOM y la que más le dolió al imperio (según mi punto de vista) La Alternativa Bolivariana para las Américas (ALBA) integrada por los gobiernos mas revolucionarios y antiimperialistas del continente y la prueba está en que el primer golpe de Estado qué programa el imperio bajo la presidencia de Obama, fue en Honduras contra el presidente Mel Zelaya, para que este país abandonase el ALBA.
En la tesis número 4,Juan Carlos Monedero dice: " ...las importaciones, los dólares preferenciales o las dificultades para frenar la corrupción, que desembocan en el desabastecimiento..."
Pienso que además de éstas, la principal causa del desabastecimiento (desde mi punto de vista),es la brutal guerra económica a qué sigue sometida Venezuela, por lo tanto creo, que debería de haber citado, que una de las causas del alza de los precios, es el acaparamiento por parte de las empresas distribuidoras,como por ejemplo: La POLAR (la mayor distribuidora en Venezuela),pues no debemos olvidar, que gracias a la inteligencia Popular Bolivariana, se descubrieron varios galpones(almacenes) clandestinos en todo el territorio, con varias toneladas de alimentos y otros artículos de primera necesidad, y todos sabemos que una ley básica del comercio, es que la escasez de productos,conlleva al alza de los precios.
Por otra parte, lo mismo que cita algunos ejemplos de problemas "mal resueltos por Maduro"....., creo que hay que citar también, los aciertos de éste en esta guerra económica, como:
La creación de los Comités locales de abastecimiento y producción (CLAP) qué es una medida revolucionaria, basada en el trabajo de las comunas, que producen y distribuyen sus productos entre el pueblo y entre las que debemos destacar: el CLAP pesquero, qué ya en 2016 distribuyó más de 650 toneladas de pescado en el país, o los CLAP textiles, que se encargan de confeccionar uniformes escolares o los agrícolas etc.
O el cierre de la frontera con Colombia, (que se vio obligado a abrir por presión del gobierno de ese país y en aras de buena convivencia y vecindad)que desde mi punto de vista se debía de haber mantenido hasta hoy, para evitar el sangrado económico de Venezuela por la especulación y el contrabando de las mafias pagadas por las distribuidoras de gasolina Colombianas, llevándose esta de Venezuela a bajo precio con fines especulativos.
En cuanto lo que escribe: "Maduro supo reeditar el acuerdo "Cívico-militar"..... "y que es la existencia de Estados Unidos como Imperio es lo que ha construido el Ejército venezolano"...
Aquí discrepo de mi amigo Juan Carlos Monedero, porque otros países del continente han sufrido más agresiones de Estados Unidos (a lo largo de su historia) qué Venezuela y sus ejércitos continúan siendo de extracción elitista y proclives al golpismo, solo en Bolivia (en el siglo XX) hubo 56 golpes de estado y en Brasil 10 por poner algunos ejemplos.
Para mí la diferencia (como ya he escrito varias veces) entre el Ejército Bolivariano y los demás ejércitos de América Latina, estriba en que éste es el único que no ha pasado por las Escuelas de las Américas de Panamá, dónde los Yankees (con asesores de la Alemania nazi) instruían a cuadros militares del continente en el golpismo,en la lucha contrainsurgente, en las torturas, asesinatos y desapariciones de líderes sociales. Ejemplo el asesinato del Che.
Además la mayoría de los cuadros del Ejército Bolivariano, no proceden de élites oligárquicas o burguesas, como los del resto del continente y la es que Hugo Chávez era hijo de maestros de escuela y el traidor Raul Baduel (ex-general) hijo de un betunero.
En cuanto lo que dice Juan Carlos Monedero:
" y por eso es aún más patético escuchar al demócrata Felipe González pedir a los militares venezolanos que de un golpe contra el gobierno de Nicolás Maduro"
Yo digo que eso es coherencia política pues a los que le conocemos bien (desde que estaba estudiando Derecho) no nos ha engañado nunca
Ya que este elemento como agente de la CIA, desde que lo captaron para organizar el Congreso de Suresnes, y es un peón fundamental de la estrategia que esta agencia Norteamericana diseñe contra cualquier gobierno progresista o revolucionario, por eso desde siempre ha jugado y juega un papel beligerante contra la Revolución Bolivariana por eso recientemente (quizás por orden de la CIA) obtuvo la nacionalidad colombiana y por eso esto lo oculta la falsimedia española. (leer: “La CIA en España” de Grimaldo o “Soberanos e intervenidos” de Joan Garcés).
En cuanto a la tesis número 5
Ya escribí antes,que desde mi punto de vista, el hundimiento de los precios del petróleo forma parte de la estrategia imperial en la guerra económica contra Venezuela.
Y ahora añado, que el haber frenado la caída de estos precios y el repute de los mismos, es también un logro de Nicolás Maduro en la reunión que mantuvo en mayo de este año con la OPEP, pues èste llevaba la propuesta de recortar la producción para mantener estabilizados los precios del Petroleo, propuesta aprobada por un tiempo y con la oposición (como siempre de Arabia Saudita) recuerdo a tal efecto una reunión de la OPEP donde casi llegan a las manos Hugo Chávez y el monarca saudì, cuando el primero propuso que el dólar dejase de ser la moneda de transacción petrolera.
Respecto a la tesis numero 7
Suscribo todo lo escrito por Monedero, pero creo que es necesario puntualizar, que la estrategia imperial para invadir Venezuela, sigue al pie de la letra las directrices del senador de Estados Unidos y ponente del Plan Colombia Paul Coverdell quien dijo: "que para controlar a Venezuela, es indispensable ocupar militarmente a Colombia".
Y cuyo resultado fue la instalación en ese país siete bases norteamericanas.
Por eso recientemente el director de la CIA Michael Richard Pompeo, reveló recientemente la realización de una serie de reuniones con Colombia y México para evaluar las maniobras que supuestamente serán aplicadas desde estas naciones para “lograr un mejor resultado” con el fin de lograr un cambio de gobierno en Venezuela.
Y como he manifestado en varias ocasiones,creo que los acuerdos de paz con las FARC forman parte de esta estrategia imperial contra la revolución bolivariana.
Y fundamento esta apreciación personal en las siguientes preguntas:
¿Cómo explicar que tras mas de 50 años de lucha revolucionaria en Colombia (y donde siempre se abortò por parte de los distintos gobiernos, todos los acuerdos de paz con las FARC) ahora un oligarca como Juan Manuel Santos,que fue ministro de defensa de Uribe Vélez,que bombardeó una zona de Ecuador (sin consultar a Rafael Correa) para asesinar al dirigente de las FARC Raúl Reyes y que incursionó también en Venezuela (sin permiso de Chávez) para detener al también dirigente de las FARC Rodrigo Granda (lo que ocasionó un incidente grave con estos gobiernos) para entregárselo a los Yankees, haya conseguido este acuerdo, aún habiendo perdido el referéndum sobre los acuerdos de Paz ?
¿ Por qué tanta prisa?
Pienso qué Santos, no actúa de "motus propio" pues los gobiernos colombianos, siempre cumplen órdenes imperiales, por eso (desde mi punto de vista) para una posible invasión de Venezuela desde territorio colombiano, era urgente y necesario neutralizar a los insurgentes colombianos.
¿Es ajena la CIA a que las FARC haya aceptado el desarme unilateralmente, sin que también se hayan desarmados los paramilitares colombianos?
Mi conclusión es que Nicolás Maduro tras múltiples intentos de diálogo con la oposición que no fructificaban por la división de ésta, ha tenido una visión política tremenda cuando decidió en aras de la Facultad de que le otorgaba el artículo 348 de la Constitución, la convocatoria de una Asamblea Nacional Constituyente ante el desacato de la mayoría opositora en la Asamblea Nacional.
Y llegados a este punto, considero que es necesario explicar qué es la Asamblea Nacional Constituyente en Venezuela, para ello transcribo literalmente, los artículos referentes a este tema, del ejemplar que figura en mi poder, (regalado y firmado por Hugo Chávez cuando estuvo en Madrid) de la actual Constitución de la República Bolivariana de Venezuela:
Capítulo III. De la Asamblea Nacional Constituyente
Artículo 347. EL pueblo de Venezuela es el depositario del poder constituyente originario. En ejercicio de dicho poder, puede convocar una Asamblea Nacional Constituyente con el objeto de transformar el Estado, crear un nuevo ordenamiento jurídico y redactar una nueva Constitución.
Artículo 348.La iniciativa de la convocatoria de la Asamblea Nacional Constituyente podrán tomarla el Presidente o Presidenta de la República en Consejo de Ministros; la Asamblea Nacional mediante acuerdo de las dos terceras partes de sus integrantes; los Consejos Municipales en cabildos, mediante voto de las dos terceras partes de los mismos; o el quince por ciento de los electores inscritos y electoras inscritas en el Registro Civil y Electoral.
Artículo 349. El Presidente o Presidenta de la República, no podrá objetar la nueva Constitución.
Los poderes constituidos no podrán en forma alguna impedir las decisiones de la Asamblea Nacional Constituyente.
Una vez promulgada la nueva Constitución, esta se publicará en la Gaceta Oficial de la República Bolivariana de Venezuela o en la Gaceta de la Asamblea Nacional Constituyente.
Artículo 350. El pueblo de Venezuela, fiel a su tradición republicana, a su lucha por la independencia, la paz y la libertad, desconocerá cualquier régimen legislación y autoridad que contraríe los valores, principios y garantías democráticos o menoscabe sus derechos humanos.
La recién electa Asamblea Nacional Constituyente,la conforman actualmente 538 miembros que según las bases comiciales publicadas por Consejo Nacional Electoral (CNE) 364 constituyentes serán territoriales, ocho indígenas y 173 miembros sectoriales: estudiantes (24), campesinos y pescadores (8), empresarios (5), personas con discapacidad (5), pensionados (28), consejos comunales (24) y trabajadores (79).
En la sesión inagural de la ANC el 4 de Agosto,Nicolás Maduro en aras de sus funciones como presidente, propuso a ésta como objetivos programáticos los siguientes temas de trabajo:
Reafirmar los valores de la justicia, ganar la paz y aislar a los violentos en una constituyente para la paz.
Ampliar el sistema económico venezolano para dejar un sistema económico post petrolero.
Constitucionalizar las misiones y grandes misiones creadas por Hugo Rafael Chavez Frias
La justicia, el sistema judicial y penitenciario, la guerra contra la impunidad, el terrorismo, el narcotráfico. Aumentar las penas para una justicia severa.
Constitucionalizar las comunas y los consejos comunales para llevarlos al rango constitucional más alto por ser nuevas formas de la democracia participativa y protagónica.
La defensa de la soberanía nacional y el rechazo al intervencionismo.
Nueva espiritualidad cultural y venezolanidad, el carácter pluricultural y la identidad cultural.
Derechos y deberes sociales, educativos y culturales de la juventud venezolana.
El cambio climático, el calentamiento global y la sobrevivencia de la especie en el planeta.
Tras la Constitución de la Asamblea Nacional Constituyente (que incluso trabajó el domingo 6 de agosto) esta se ha marcado dos objetivos urgentes y prioritarios, el primero reemplazar en el cargo (por el que era Defensor del Pueblo Tarek William Saab) a la fiscal general Luisa Ortega, a la que se le ha prohibido salir del país, por el proceso abierto contra ella por sus casos de corrupción y que en connivencia con el imperio, era el tapón que impedía abrir procesos judiciales contra los responsables de 167 asesinatos víctimas de las “guarimbas”(terrorismo) desde el 6 de abril hasta el 4 de Agosto y que ya está dando resultados efectivos,con la reciente detención de los asaltantes del fuerte Paramacay en el estado de Carabobo y por ahora se acabaron las “guarimbas”,en el momento que ha desaparecido la protección de inmunidad que de hecho recibían de la fiscal general.
Y el segundo objetivo es detener y quizás acusados de crímenes de lesa humanidad a los especuladores que están acaparando y especulando con los precios y que al día siguiente del triunfo del pueblo en la elección de la Asamblea Nacional Constituyente, triplicaron los precios de algunos artículos de primera necesidad como “castigo al pueblo por su “osadia”de darle a la ANC mas de ocho millones de votos”.
Tras estos objetivos prioritarios elaborarán un proyecto de modificación de la Constitución actual para mejorarla en favor de los más desfavorecidos y posiblemente incluir temas que no recogia la del 2000.
Y sí ya de por si la Constitución del 2000, era considerada una de las mejores del mundo, recordemos cómo esta Constitución además de los tres poderes de Montesquieu (ejecutivo,legislativo y judicial) tiene además el Poder Ciudadano y el Poder Electoral.
Imaginèmonos cómo será la que se elabore ahora, una vez discutida por todos los sectores del pueblo y que tras ser sometida a referéndum, entre otras cuestiones elevará a rango constitucional,las conquistas sociales conseguidas hasta ahora por la Revolución Bolivariana a través de sus diversas “misiones” para que nunca puedan ser arrebatadas al pueblo.
Este gran avance revolucionario,(desde mi punto de vista)supone una auténtica revolución cultural en Venezuela y una profundización en la democracia participativa Bolivariana y reafirma en la práctica,la frase de León Troski: "de que toda revolución necesita el látigo de la contrarrevolución" para avanzar en sus logros.
Recordemos también,que en las democracias representativas, propias de los sistemas burgueses y capitalistas, los parlamentos en su mayoría están integrados por un solo partido bicèfalo (aunque le llamen bipartidismo) que defiende los intereses de la oligarquía y los poderes económicos.
Y que en estas democracias, el ciudadano delega su voto y por lo tanto su capacidad de decidir,en unos representantes de partidos políticos,cuyas listas son elaboradas por poderes normalmente económicos que les financian las campañas electorales (el que paga exige) a cambio de determinadas prebendas que por lo general suelen estar ligadas a las áreas económicas y jurídicas para mantener sus privilegios de clases. Esto demuestra que en las democracias representativas el ciudadano vota, pero no elige.
Por eso en nuestro país, PODEMOS es el enemigo a batir por la oligarquía y sus medios, porque rompemos sus esquemas tradicionales de financiación y elección de candidatos por lo cual,ellos no pueden manipularnos ni someternos a sus intereses clasistas.
Por esto cada cierto tiempo (en España cada 4 años) y al no existir revocabilidad de los cargos, se permiten incumplir sus promesas electorales ya que sólo se ocupan del pueblo en las campañas electorales.
Sin embargo (como he expuesto antes,sobre la composición de la Asamblea Nacional Constituyente)en las democracias participativas, el pueblo no delega su representatividad en unos politiqueros o politicastros (que viven de la politiquería) sino que se representa a sí mismo mediante delegados elegidos directamente por ellos y que pueden ser destituidos al incumplir sus promesas sin tener que esperar al final de la legislatura (lo presencié en Cuba en una asamblea vecinal) y donde los diversos colectivos sociales participa activamente mediante reuniones y asambleas en las propuestas y decisiones políticas.
Y además la Constitución actual venezolana, establece que a la mitad del mandato, todos los cargos pueden ser revocados por el pueblo (repito) si han incumplido lo prometido,esto también lo tienen la Constitución cubana, pero sin tener que esperar (como he escrito antes) a la mitad del mandato.
Esto explica la reacción imperial y sus lacayos (a través de sus medios) a la profundización de la Revolución Bolivariana mediante la ANC y lo explica el miedo a que otros pueblos del mundo sometidos a las doctrinas neoliberales,imiten al pueblo venezolano y acaben con sus privilegios clasistas amparados por unos regímenes a los que consideran eternos.
Y la reacción imperial también lo explica los resultados electorales de del 30 de Julio con más de ocho millones de votos en apoyo de la ANC a pesar del terrorismo para amedrentar a los votantes que desafiaron ríos crecidos montañas y tiroteo para ejercer su derecho al voto y a pesar de que en 3 distritos en manos de la oposición no permitieron que la gente saliesen a votar.
Repito esta derrota masiva de la oposición alentada por el imperio y sus medios, ha frenado en seco el terrorismo foquista que el imperio y sus mercenarios estaban desarrollando en Venezuela.
Y esta derrota ha propiciado la división entre los miembros de la MUD,ya que unos son partidarios (y se van a presentar a las próximas elecciones de octubre a gobernadores y a alcaldes lo que de facto supone reconocer ahora el mismo Comité Nacional Electoral que antes negaban) y otros por el contrario,quieren seguir cumpliendo las órdenes del imperio norteamericano, de ahí el cabreo del emperador Yankee.
Estos últimos días hemos visto como incluso este “Cesar Imperial” (títere de los lobbies sionistas y del complejo tecnológico militar e industrial de EE.UU.) ya habla abiertamente de invasión militar de Venezuela, ya veremos si se atreve, pues (como he expresado varias veces) la revolución cubana (que ya derrotó al imperio en Playa Girón y en Angola)estoy seguro no iba a dejar solo al pueblo bolivariano y la intervención cubana llevaría la guerra a su propio territorio (recordemos que Cuba está solo a 90 millas de EE.UU.) y a esto le tienen pánico los yankys y lo vemos recientemente en las bravatas que ha lanzado el títere imperial contra Corea del Norte y que inmediatamente han sido corregidas por un alto jefe militar del pentágono manifestando su temor a que un misil nuclear coreano pueda alcanzar territorio de EE.UU.
Y como he manifestado varias veces también, una intervención en Venezuela convertiria el hemisferio en otro Vietnam como vaticinó el Che, ya que los pueblos latinoamericanos no lo consentirían de ahí la reacción de todas las instituciones y gobiernos latinoamericanos, tras las declaración de Trump, por el temor que tienen a que una posible vietnamización del continente se lleve por delante a los gobiernos títeres imperiales, como sucedió con Vietnan del Sur.
Y como he escrito varias veces, para someter a un pueblo no vale destruirlo desde el aire, hay que poner los pies en el suelo y la historia lo demostró en Vietnam que la guerra de todo el pueblo es una guerra asimetrica para la que no están preparados los ejércitos profesionales,ya que cada combatiente revolucionario luchando por una causa justa, equivale a varios mercenarios que temen morir por perder su sueldo y por eso muchos desertaron en Vietnam.
Por eso concluyo diciendo lo que tantas veces he escrito, que hoy la tarea fundamental de toda persona decente, al igual que en 1936 en España y 1973 en Chile es defender la Revolución Bolivariana como alternativa al neoliberalismo y ante esto no valen medias tintas.
Pues desde hace tiempo vengo observando cómo están surgiendo otra vez los "NI-NI" al igual que pasó cuando la invasión de Irak de Libia o Siria que estos solían decir: “NI con Saddam Hussein NI con el Imperio”.... “NI con Gadafi NI con el Imperio”...etc.
Y desde mi punto de vista, esto se llama cobardía política “disfrazadas de aparente neutralidad” lo que de alguna forma convierte a estos NI-Nis en cómplices imperiales por inanición ya que nunca condenan al agresor.
Pues colocan en el mismo plano al agresor y agredido, por lo tanto para mí son meros cómplices pasivos.
Y como tengo claro donde están mis intereses de clase y mi deber como revolucionario es defender siempre a los oprimidos y a los gobiernos que defienden nuestros intereses, hago mía la frase de Fidel como homenaje a su 91 aniversario:
“El verdadero hombre,no piensa de que lado se vive mejor, sino donde está el deber”
Y mi deber está hoy en defender la revolución Bolivariana y por eso termino este largo artículo con el grito:
¡ VIVA LA REVOLUCION BOLIVARIANA !
¡ABAJO EL IMPERIO YANQUI Y SUS LACAYOS¡
¡ EN VENEZUELA NO PASARAN !
(José Manuel González 13 08 2017 en el 91 Aniversario del inmortal Fidel)
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2017.08.11 21:54 feedreddit Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana

Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana
by Lee Fang via The Intercept
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Para Alejandro Chafuen, a reunião desta primavera no Brick Hotel, em Buenos Aires, foi tanto uma volta para casa quanto uma volta olímpica. Chafuen, um esguio argentino-americano, passou a vida adulta se dedicando a combater os movimentos sociais e governos de esquerda das Américas do Sul e Central, substituindo-os por uma versão pró-empresariado do libertarianismo.
Ele lutou sozinho durante décadas, mas isso está mudando. Chafuen estava rodeado de amigos no Latin America Liberty Forum 2017. Essa reunião internacional de ativistas libertários foi patrocinada pela Atlas Economic Research Foundation, uma organização sem fins lucrativos conhecida como Atlas Network (Rede Atlas), que Chafuen dirige desde 1991. No Brick Hotel, ele festejou as vitórias recentes; seus anos de trabalho estavam começando a render frutos – graças às circunstâncias políticas e econômicas e à rede de ativistas que Chafuen se esforçou tanto para criar.
Nos últimos 10 anos, os governos de esquerda usaram “dinheiro para comprar votos, para redistribuir”, diz Chaufen, confortavelmente sentado no saguão do hotel. Mas a recente queda do preço das commodities, aliada a escândalos de corrupção, proporcionou uma oportunidade de ação para os grupos da Atlas Network. “Surgiu uma abertura – uma crise – e uma demanda por mudanças, e nós tínhamos pessoas treinadas para pressionar por certas políticas”, observa Chafuen, parafraseando o falecido Milton Friedman. “No nosso caso, preferimos soluções privadas aos problemas públicos”, acrescenta.
Chafuen cita diversos líderes ligados à Atlas que conseguiram ganhar notoriedade: ministros do governo conservador argentino, senadores bolivianos e líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), que ajudaram a derrubar a presidente Dilma Rousseff – um exemplo vivo dos frutos do trabalho da rede Atlas, que Chafuen testemunhou em primeira mão.
“Estive nas manifestações no Brasil e pensei: ‘Nossa, aquele cara tinha uns 17 anos quando o conheci, e agora está ali no trio elétrico liderando o protesto. Incrível!’”, diz, empolgado. É a mesma animação de membros da Atlas quando o encontram em Buenos Aires; a tietagem é constante no saguão do hotel. Para muitos deles, Chafuen é uma mistura de mentor, patrocinador fiscal e verdadeiro símbolo da luta por um novo paradigma político em seus países.
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, à esquerda, dentro de um carro em direção ao aeroporto, onde pegaria um voo para a Nicarágua nos arredores de San José. Domingo, 28 de junho de 2009.
Foto: Kent Gilbert/AP
Uma guinada à direita está em marcha na política latino-americana, destronando os governos socialistas que foram a marca do continente durante boa parte do século XXI – de Cristina Kirchner, na Argentina, ao defensor da reforma agrária e populista Manuel Zelaya, em Honduras –, que implementaram políticas a favor dos pobres, nacionalizaram empresas e desafiaram a hegemonia dos EUA no continente. Essa alteração pode parecer apenas parte de um reequilíbrio regional causado pela conjuntura econômica, porém a Atlas Network parece estar sempre presente, tentando influenciar o curso das mudanças políticas.
A história da Atlas Network e seu profundo impacto na ideologia e no poder político nunca foi contada na íntegra. Mas os registros de suas atividades em três continentes, bem como as entrevistas com líderes libertários na América Latina, revelam o alcance de sua influência. A rede libertária, que conseguiu alterar o poder político em diversos países, também é uma extensão tácita da política externa dos EUA – os _think tanks_associados à Atlas são discretamente financiados pelo Departamento de Estado e o National Endowment for Democracy (Fundação Nacional para a Democracia – NED), braço crucial do _soft power_norte-americano.
Embora análises recentes tenham revelado o papel de poderosos bilionários conservadores – como os irmãos Koch – no desenvolvimento de uma versão pró-empresariado do libertarianismo, a Atlas Network – que também é financiada pelas fundações Koch – tem usado métodos criados no mundo desenvolvido, reproduzindo-os em países em desenvolvimento. A rede é extensa, contando atualmente com parcerias com 450 _think tanks_em todo o mundo. A Atlas afirma ter gasto mais de US$ 5 milhões com seus parceiros apenas em 2016.
Ao longo dos anos, a Atlas e suas fundações caritativas associadas realizaram centenas de doações para _think tanks_conservadores e defensores do livre mercado na América Latina, inclusive a rede que apoiou o Movimento Brasil Livre (MBL) e organizações que participaram da ofensiva libertária na Argentina, como a Fundação Pensar, um _think tank_da Atlas que se incorporou ao partido criado por Mauricio Macri, um homem de negócios e atual presidente do país. Os líderes do MBL e o fundador da Fundação Eléutera – um _think tank_neoliberal extremamente influente no cenário pós-golpe hondurenho – receberam financiamento da Atlas e fazem parte da nova geração de atores políticos que já passaram pelos seus seminários de treinamento.
A Atlas Network conta com dezenas de _think tanks_na América Latina, inclusive grupos extremamente ativos no apoio às forças de oposição na Venezuela e ao candidato de centro-direita às eleições presidenciais chilenas, Sebastián Piñera.
Protesto a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff diante do Congresso Nacional, em Brasília, no dia 2 de dezembro de 2015.
Photo: Eraldo Peres/AP
Em nenhum outro lugar a estratégia da Atlas foi tão bem sintetizada quanto na recém-formada rede brasileira de _think tanks_de defesa do livre mercado. Os novos institutos trabalham juntos para fomentar o descontentamento com as políticas socialistas; alguns criam centros acadêmicos enquanto outros treinam ativistas e travam uma guerra constante contra as ideias de esquerda na mídia brasileira.
O esforço para direcionar a raiva da população contra a esquerda rendeu frutos para a direita brasileira no ano passado. Os jovens ativistas do MBL – muitos deles treinados em organização política nos EUA – lideraram um movimento de massa para canalizar a o descontentamento popular com um grande escândalo de corrupção para desestabilizar Dilma Rousseff, uma presidente de centro-esquerda. O escândalo, investigado por uma operação batizada de Lava-Jato, continua tendo desdobramentos, envolvendo líderes de todos os grandes partidos políticos brasileiros, inclusive à direita e centro-direita. Mas o MBL soube usar muito bem as redes sociais para direcionar a maior parte da revolta contra Dilma, exigindo o seu afastamento e o fim das políticas de bem-estar social implementadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
A revolta – que foi comparada ao movimento Tea Party devido ao apoio tácito dos conglomerados industriais locais e a uma nova rede de atores midiáticos de extrema-direita e tendências conspiratórias – conseguiu interromper 13 anos de dominação do PT ao afastar Dilma do cargo por meio de um impeachment em 2016.
O cenário político do qual surgiu o MBL é uma novidade no Brasil. Havia no máximo três _think tanks_libertários em atividade no país dez anos atrás, segundo Hélio Beltrão, um ex-executivo de um fundo de investimentos de alto risco que agora dirige o Instituto Mises, uma organização sem fins lucrativos que recebeu o nome do filósofo libertário Ludwig von Mises. Ele diz que, com o apoio da Atlas, agora existem cerca de 30 institutos agindo e colaborando entre si no Brasil, como o Estudantes pela Liberdade e o MBL.
“É como um time de futebol; a defesa é a academia, e os políticos são os atacantes. E já marcamos alguns gols”, diz Beltrão, referindo-se ao impeachment de Dilma. O meio de campo seria “o pessoal da cultura”, aqueles que formam a opinião pública.
Beltrão explica que a rede de _think tanks_está pressionando pela privatização dos Correios, que ele descreve como “uma fruta pronta para ser colhida” e que pode conduzir a uma onda de reformas mais abrangentes em favor do livre mercado. Muitos partidos conservadores brasileiros acolheram os ativistas libertários quando estes demonstraram que eram capazes de mobilizar centenas de milhares de pessoas nos protestos contra Dilma, mas ainda não adotaram as teorias da “economia do lado da oferta”.
Fernando Schüler, acadêmico e colunista associado ao Instituto Millenium – outro _think tank_da Atlas no Brasil – tem uma outra abordagem. “O Brasil tem 17 mil sindicatos pagos com dinheiro público. Um dia de salário por ano vai para os sindicatos, que são completamente controlados pela esquerda”, diz. A única maneira de reverter a tendência socialista seria superá-la no jogo de manobras políticas. “Com a tecnologia, as pessoas poderiam participar diretamente, organizando – no WhatsApp, Facebook e YouTube – uma espécie de manifestação pública de baixo custo”, acrescenta, descrevendo a forma de mobilização de protestos dos libertários contra políticos de esquerda. Os organizadores das manifestações anti-Dilma produziram uma torrente diária de vídeos no YouTube para ridicularizar o governo do PT e criaram um placar interativo para incentivar os cidadãos a pressionarem seus deputados por votos de apoio ao impeachment.
Schüler notou que, embora o MBL e seu próprio _think tank_fossem apoiados por associações industriais locais, o sucesso do movimento se devia parcialmente à sua não identificação com partidos políticos tradicionais, em sua maioria vistos com maus olhos pela população. Ele argumenta que a única forma de reformar radicalmente a sociedade e reverter o apoio popular ao Estado de bem-estar social é travar uma guerra cultural permanente para confrontar os intelectuais e a mídia de esquerda.
Fernando Schüler.Foto:captura de tela do YouTubeUm dos fundadores do Instituto Millenium, o blogueiro Rodrigo Constantino, polariza a política brasileira com uma retórica ultrassectária. Constantino, que já foi chamado de “o Breitbart brasileiro” devido a suas teorias conspiratórias e seus comentários de teor radicalmente direitistas, é presidente do conselho deliberativo de outro _think tank_da Atlas – o Instituto Liberal. Ele enxerga uma tentativa velada de minar a democracia em cada movimento da esquerda brasileira, do uso da cor vermelha na logomarca da Copa do Mundo ao Bolsa Família, um programa de transferência de renda. Constantino é considerado o responsável pela popularização de uma narrativa segundo a qual os defensores do PT seriam uma “esquerda caviar”, ricos hipócritas que abraçam o socialismo para se sentirem moralmente superiores, mas que na realidade desprezam as classes trabalhadoras que afirmam representar. A “breitbartização” do discurso é apenas uma das muitas formas sutis pelas quais a Atlas Network tem influenciado o debate político.
“Temos um Estado muito paternalista. É incrível. Há muito controle estatal, e mudar isso é um desafio de longo prazo”, diz Schüler, acresentando que, apesar das vitórias recentes, os libertários ainda têm um longo caminho pela frente no Brasil. Ele gostaria de copiar o modelo de Margaret Thatcher, que se apoiava em uma rede de _think tanks_libertários para implementar reformas impopulares. “O sistema previdenciário é absurdo, e eu privatizaria toda a educação”, diz Schüler, pondo-se a recitar toda a litania de mudanças que faria na sociedade, do corte do financiamento a sindicatos ao fim do voto obrigatório.
Mas a única maneira de tornar tudo isso possível, segundo ele, seria a formação de uma rede politicamente engajada de organizações sem fins lucrativos para defender os objetivos libertários. Para Schüler, o modelo atual – uma constelação de _think tanks_em Washington sustentada por vultosas doações – seria o único caminho para o Brasil.
E é exatamente isso que a Atlas tem se esforçado para fazer. Ela oferece subvenções a novos _think tanks_e cursos sobre gestão política e relações públicas, patrocina eventos de _networking_no mundo todo e, nos últimos anos, tem estimulado libertários a tentar influenciar a opinião pública por meio das redes sociais e vídeos online.
Uma competição anual incentiva os membros da Atlas a produzir vídeos que viralizem no YouTube promovendo o _laissez-faire_e ridicularizando os defensores do Estado de bem-estar social. James O’Keefe, provocador famoso por alfinetar o Partido Democrata americano com vídeos gravados em segredo, foi convidado pela Atlas para ensinar seus métodos. No estado americano do Wisconsin, um grupo de produtores que publicava vídeos na internet para denegrir protestos de professores contra o ataque do governador Scott Walker aos sindicatos do setor público também compartilharam sua experiência nos cursos da Atlas.
Manifestantes queimam um boneco do presidente Hugo Chávez na Plaza Altamira, em protesto contra o governo.
Foto: Lonely Planet Images/Getty Images
Em uma de suas últimas realizações, a Atlas influenciou uma das crises políticas e humanitárias mais graves da América Latina: a venezuelana. Documentos obtidos graças ao “Freedom of Information Act” (Lei da Livre Informação, em tradução livre) por simpatizantes do governo venezuelano – bem como certos telegramas do Departamento de Estado dos EUA vazados por Chelsea Manning – revelam uma complexo tentativa do governo americano de usar os _think tanks_da Atlas em uma campanha para desestabilizar o governo de Hugo Chávez. Em 1998, a CEDICE Libertad – principal organização afiliada à Atlas em Caracas, capital da Venezuela – já recebia apoio financeiro do Center for International Private Enterprise (Centro para a Empresa Privada Internacional – CIPE). Em uma carta de financiamento do NED, os recursos são descritos como uma ajuda para “a mudança de governo”. O diretor da CEDICE foi um dos signatários do controverso “Decreto Carmona” em apoio ao malsucedido golpe militar contra Chávez em 2002.
Um telegrama de 2006 descrevia a estratégia do embaixador americano, William Brownfield, de financiar organizações politicamente engajadas na Venezuela: “1) Fortalecer instituições democráticas; 2) penetrar na base política de Chávez; 3) dividir o chavismo; 4) proteger negócios vitais para os EUA, e 5) isolar Chávez internacionalmente.”
Na atual crise venezuelana, a CEDICE tem promovido a recente avalanche de protestos contra o presidente Nicolás Maduro, o acossado sucessor de Chávez. A CEDICE está intimamente ligada à figura da oposicionista María Corina Machado, uma das líderes das manifestações em massa contra o governo dos últimos meses. Machado já agradeceu publicamente à Atlas pelo seu trabalho. Em um vídeo enviado ao grupo em 2014, ela diz: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”
Em 2014, a líder opositora María Corina Machado agradeceu à Atlas pelo seu trabalho: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”No Latin America Liberty Forum, organizado pela Atlas Network em Buenos Aires, jovens líderes compartilham ideias sobre como derrotar o socialismo em todos os lugares, dos debates em _campi_universitários a mobilizações nacionais a favor de um impeachment.
Em uma das atividades do fórum, “empreendedores” políticos de Peru, República Dominicana e Honduras competem em um formato parecido com o programa Shark Tank, um _reality show_americano em que novas empresas tentam conquistar ricos e impiedosos investidores. Mas, em vez de buscar financiamento junto a um painel de capitalistas de risco, esses diretores de _think tanks_tentam vender suas ideias de marketing político para conquistar um prêmio de US$ 5 mil. Em outro encontro, debatem-se estratégias para atrair o apoio do setor industrial às reformas econômicas. Em outra sala, ativistas políticos discutem possíveis argumentos que os “amantes da liberdade” podem usar para combater o crescimento do populismo e “canalizar o sentimento de injustiça de muitos” para atingir os objetivos do livre mercado.
Um jovem líder da Cadal, um _think tank_de Buenos Aires, deu a ideia de classificar as províncias argentinas de acordo com o que chamou de “índice de liberdade econômica” – levando em conta a carga tributária e regulatória como critérios principais –, o que segundo ela geraria um estímulo para a pressão popular por reformas de livre mercado. Tal ideia é claramente baseada em estratégias similares aplicadas nos EUA, como o Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation, que classifica os países de acordo com critérios como política tributária e barreiras regulatórias aos negócios.
Os _think tanks_são tradicionalmente vistos como institutos independentes que tentam desenvolver soluções não convencionais. Mas o modelo da Atlas se preocupa menos com a formulação de novas soluções e mais com o estabelecimento de organizações políticas disfarçadas de instituições acadêmicas, em um esforço para conquistar a adesão do público.
As ideias de livre mercado – redução de impostos sobre os mais ricos; enxugamento do setor público e privatizações; liberalização das regras de comércio e restrições aos sindicatos – sempre tiveram um problema de popularidade. Os defensores dessa corrente de pensamento perceberam que o eleitorado costuma ver essas ideias como uma maneira de favorecer as camadas mais ricas. E reposicionar o libertarianismo econômico como uma ideologia de interesse público exige complexas estratégias de persuasão em massa.
Mas o modelo da Atlas, que está se espalhando rapidamente pela América Latina, baseia-se em um método aperfeiçoado durante décadas de embates nos EUA e no Reino Unido, onde os libertários se esforçaram para conter o avanço do Estado de bem-estar social do pós-guerra.
Mapa das organizações da rede Atlas na América do Sul.
Fonte: The Intercept
Antony Fisher, empreendedor britânico e fundador da Atlas Network, é um pioneiro na venda do libertarianismo econômico à opinião pública. A estratégia era simples: nas palavras de um colega de Fisher, a missão era “encher o mundo de _think tanks_que defendam o livre mercado”.
A base das ideias de Fisher vêm de Friedrich Hayek, um dos pais da defesa do Estado mínimo. Em 1946, depois de ler um resumo do livro seminal de Hayek, O Caminho da Servidão, Fisher quis se encontrar com o economista austríaco em Londres. Segundo seu colega John Blundell, Fisher sugeriu que Hayek entrasse para a política. Mas Hayek se recusou, dizendo que uma abordagem de baixo para cima tinha mais chances de alterar a opinião pública e reformar a sociedade.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, outro ideólogo do livre mercado, Leonard Read, chegava a conclusões parecidas depois de ter dirigido a Câmara de Comércio de Los Angeles, onde batera de frente com o sindicalismo. Para deter o crescimento do Estado de bem-estar social, seria necessária uma ação mais elaborada no sentido de influenciar o debate público sobre os destinos da sociedade, mas sem revelar a ligação de tal estratégia com os interesses do capital.
Fisher animou-se com uma visita à organização recém-fundada por Read, a Foundation for Economic Education (Fundação para a Educação Econômica – FEE), em Nova York, criada para patrocinar e promover as ideias liberais. Nesse encontro, o economista libertário F.A. Harper, que trabalhava na FEE à epoca, orientou Fisher sobre como abrir a sua própria organização sem fins lucrativos no Reino Unido.
Durante a viagem, Fisher e Harper foram à Cornell University para conhecer a última novidade da indústria animal: 15 mil galinhas armazenadas em uma única estrutura. Fisher decidiu levar o invento para o Reino Unido. Sua fábrica, a Buxted Chickens, logo prosperou e trouxe grande fortuna para Fisher. Uma parte dos lucros foi direcionada à realização de outro objetivo surgido durante a viagem a Nova York – em 1955, Fisher funda o Institute of Economic Affairs (Instituto de Assuntos Econômicos – IEA).
O IEA ajudou a popularizar os até então obscuros economistas ligados às ideias de Hayek. O instituto era um baluarte de oposição ao crescente Estado de bem-estar social britânico, colocando jornalistas em contato com acadêmicos defensores do livre mercado e disseminando críticas constantes sob a forma de artigos de opinião, entrevistas de rádio e conferências.
A maior parte do financiamento do IEA vinha de empresas privadas, como os gigantes do setor bancário e industrial Barclays e British Petroleum, que contribuíam anualmente. No livro Making Thatcher’s Britain(A Construção da Grã-Bretanha de Thatcher, em tradução livre), dos historiadores Ben Jackson e Robert Saunders, um magnata dos transportes afirma que, assim como as universidades forneciam munição para os sindicatos, o IEA era uma importante fonte de poder de fogo para os empresários.
Quando a desaceleração econômica e o aumento da inflação dos anos 1970 abalou os fundamentos da sociedade britânica, políticos conservadores começaram a se aproximar do IEA como fonte de uma visão alternativa. O instituto aproveitou a oportunidade e passou a oferecer plataformas para que os políticos pudessem levar os conceitos do livre mercado para a opinião pública. A Atlas Network afirma orgulhosamente que o IEA “estabeleceu as bases intelectuais do que viria a ser a revolução de Thatcher nos anos 1980”. A equipe do instituto escrevia discursos para Margaret Thatcher; fornecia material de campanha na forma de artigos sobre temas como sindicalismo e controle de preços; e rebatia as críticas à Dama de Ferro na mídia inglesa. Em uma carta a Fisher depois de vencer as eleições de 1979, Thatcher afirmou que o IEA havia criado, na opinião pública, “o ambiente propício para a nossa vitória”.
“Não há dúvidas de que tivemos um grande avanço na Grã-Bretanha. O IEA, fundado por Antony Fisher, fez toda a diferença”, disse Milton Friedman uma vez. “Ele possibilitou o governo de Margaret Thatcher – não a sua eleição como primeira-ministra, e sim as políticas postas em prática por ela. Da mesma forma, o desenvolvimento desse tipo de pensamento nos EUA possibilitou o a implementação das políticas de Ronald Reagan”, afirmou.
O IEA fechava um ciclo. Hayek havia criado um seleto grupo de economistas defensores do livre mercado chamado Sociedade Mont Pèlerin. Um de seus membros, Ed Feulner, ajudou o fundar o _think tank_conservador Heritage Foundation, em Washington, inspirando-se no trabalho de Fisher. Outro membro da Sociedade, Ed Crane, fundou o Cato Institute, o mais influente _think tank_libertário dos Estados Unidos.
_O filósofo e economista anglo-austríaco Friedrich Hayek com um grupo de alunos na London School of Economics, em 1948._Foto: Paul PoppePopperfoto/Getty Images
Em 1981, Fisher, que havia se mudado para San Francisco, começou a desenvolver a Atlas Economic Research Foundation por sugestão de Hayek. Fisher havia aproveitado o sucesso do IEA para conseguir doações de empresas para seu projeto de criação de uma rede regional de _think tanks_em Nova York, Canadá, Califórnia e Texas, entre outros. Mas o novo empreendimento de Fisher viria a ter uma dimensão global: uma organização sem fins lucrativos dedicada a levar sua missão adiante por meio da criação de postos avançados do libertarianismo em todos os países do mundo. “Quanto mais institutos existirem no mundo, mais oportunidade teremos para resolver problemas que precisam de uma solução urgente”, declarou.
Fisher começou a levantar fundos junto a empresas com a ajuda de cartas de recomendação de Hayek, Thatcher e Friedman, instando os potenciais doadores a ajudarem a reproduzir o sucesso do IEA através da Atlas. Hayek escreveu que o modelo do IEA “deveria ser usado para criar institutos similares em todo o mundo”. E acrescentou: “Se conseguíssemos financiar essa iniciativa conjunta, seria um dinheiro muito bem gasto.”
A proposta foi enviada para uma lista de executivos importantes, e o dinheiro logo começou a fluir dos cofres das empresas e dos grandes financiadores do Partido Republicano, como Richard Mellon Scaife. Empresas como a Pfizer, Procter & Gamble e Shell ajudaram a financiar a Atlas. Mas a contribuição delas teria que ser secreta para que o projeto pudesse funcionar, acreditava Fisher. “Para influenciar a opinião pública, é necessário evitar qualquer indício de interesses corporativos ou tentativa de doutrinação”, escreveu Fisher na descrição do projeto, acrescentando que o sucesso do IEA estava baseado na percepção pública do caráter acadêmico e imparcial do instituto.
A Atlas cresceu rapidamente. Em 1985, a rede contava com 27 instituições em 17 países, inclusive organizações sem fins lucrativos na Itália, México, Austrália e Peru.
E o _timing_não podia ser melhor: a expansão internacional da Atlas coincidiu com a política externa agressiva de Ronald Reagan contra governos de esquerda mundo afora.
Embora a Atlas declarasse publicamente que não recebia recursos públicos (Fisher caracterizava as ajudas internacionais como uma forma de “suborno” que distorcia as forças do mercado), há registros da tentativa silenciosa da rede de canalizar dinheiro público para sua lista cada vez maior de parceiros internacionais.
Em 1982, em uma carta da Agência de Comunicação Internacional dos EUA – um pequeno órgão federal destinado a promover os interesses americanos no exterior –, um funcionário do Escritório de Programas do Setor Privado escreveu a Fisher em resposta a um pedido de financiamento federal. O funcionário diz não poder dar dinheiro “diretamente a organizações estrangeiras”, mas que seria possível copatrocinar “conferências ou intercâmbios com organizações” de grupos como a Atlas, e sugere que Fisher envie um projeto. A carta, enviada um ano depois da fundação da Atlas, foi o primeiro indício de que a rede viria a ser uma parceira secreta da política externa norte-americana.
Memorandos e outros documentos de Fisher mostram que, em 1986, a Atlas já havia ajudado a organizar encontros com executivos para tentar direcionar fundos americanos para sua rede de think tanks. Em uma ocasião, um funcionário da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o principal braço de financiamento internacional do governo dos EUA, recomendou que o diretor da filial da Coca-Cola no Panamá colaborasse com a Atlas para a criação de um _think tank_nos moldes do IEA no país. A Atlas também recebeu fundos da Fundação Nacional para a Democracia (NED), uma organização sem fins lucrativos fundada em 1983 e patrocinada em grande parte pelo Departamento de Estado e a USAID cujo objetivo é fomentar a criação de instituições favoráveis aos EUA nos países em desenvolvimento.
Alejandro Chafuen, da Atlas Economic Research Foundation, atrás à direita, cumprimenta Rafael Alonzo, do Centro de Divulgação do Conhecimento Econômico para a Liberdade (CEDICE Libertad), à esquerda, enquanto o escritor peruano Mario Vargas Llosa aplaude a abertura do Fórum Liberdade e Democracia, em Caracas, no dia 28 de maio de 2009.
Foto: Ariana Cubillos/AP
_ _Financiada generosamente por empresas e pelo governo americano, a Atlas deu outro golpe de sorte em 1985 com a chegada de Alejandro Chafuen. Linda Whetstone, filha de Fisher, conta um episódio ocorrido naquele ano, quando um jovem Chafuen, que ainda vivia em Oakland, teria aparecido no escritório da Atlas em San Francisco “disposto a trabalhar de graça”. Nascido em Buenos Aires, Chafuen vinha do que ele chamava “uma família anti-Peronista”. Embora tenha crescido em uma época de grande agitação na Argentina, Chafuen vivia uma vida relativamente privilegiada, tendo passado a adolescência jogando tênis e sonhando em se tornar atleta profissional.
Ele atribui suas escolhas ideológicas a seu apetite por textos libertários, de Ayn Rand a livretos publicados pela FEE, a organização de Leonard Read que havia inspirado Antony Fisher. Depois de estudar no Grove City College, uma escola de artes profundamente conservadora e cristã no estado americano da Pensilvânia, onde foi presidente do clube de estudantes libertários, Chafuen voltou ao país de nascença. Os militares haviam tomado o poder, alegando estar reagindo a uma suposta ameaça comunista. Milhares de estudantes e ativistas seriam torturados e mortos durante a repressão à oposição de esquerda no período que se seguiu ao golpe de Estado.
Chafuen recorda essa época de maneira mais positiva do que negativa. Ele viria a escrever que os militares haviam sido obrigados a agir para evitar que os comunistas “tomassem o poder no país”. Durante sua carreira como professor, Chafuen diz ter conhecido “totalitários de todo tipo” no mundo acadêmico. Segundo ele, depois do golpe militar seus professores “abrandaram-se”, apesar das diferenças ideológicas entre eles.
Em outros países latino-americanos, o libertarianismo também encontrara uma audiência receptiva nos governos militares. No Chile, depois da derrubada do governo democraticamente eleito de Salvador Allende, os economistas da Sociedade Mont Pèlerin acorreram ao país para preparar profundas reformas liberais, como a privatização de indústrias e da Previdência. Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.
Já o zelo ideológico de Chafuen começou a se manifestar em 1979, quando ele publicou um ensaio para a FEE intitulado “War Without End” (Guerra Sem Fim). Nele, Chafuen descreve horrores do terrorismo de esquerda “como a família Manson, ou, de forma organizada, os guerrilheiros do Oriente Médio, África e América do Sul”. Haveria uma necessidade, segundo ele, de uma reação das “forças da liberdade individual e da propriedade privada”.
Seu entusiasmo atraiu a atenção de muita gente. Em 1980, aos 26 anos, Chafuen foi convidado a se tornar o membro mais jovem da Sociedade Mont Pèlerin. Ele foi até Stanford, tendo a oportunidade de conhecer Read, Hayek e outros expoentes libertários. Cinco anos depois, Chafuen havia se casado com uma americana e estava morando em Oakland. E começou a fazer contato com membros da Mont Pèlerin na área da Baía de San Francisco – como Fisher.
Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.De acordo com as atas das reuniões do conselho da Atlas, Fisher disse aos colegas que havia feito um pagamento _ex gratia_no valor de US$ 500 para Chafuen no Natal de 1985, declarando que gostaria de contratar o economista para trabalhar em tempo integral no desenvolvimento dos _think tanks_da rede na América Latina. No ano seguinte, Chafuen organizou a primeira cúpula de _think tanks_latino-americanos, na Jamaica.
Chafuen compreendera o modelo da Atlas e trabalhava incansavelmente para expandir a rede, ajudando a criar _think tanks_na África e na Europa, embora seu foco continuasse sendo a América Latina. Em uma palestra sobre como atrair financiadores, Chafuen afirmou que os doadores não podiam financiar publicamente pesquisas, sob o risco de perda de credibilidade. “A Pfizer não patrocinaria uma pesquisa sobre questões de saúde, e a Exxon não financiaria uma enquete sobre questões ambientais”, observou. Mas os _think tanks_libertários – como os da Atlas Network –não só poderiam apresentar as mesmas pesquisas sob um manto de credibilidade como também poderiam atrair uma cobertura maior da mídia.
“Os jornalistas gostam muito de tudo o que é novo e fácil de noticiar”, disse Chafuen. Segundo ele, a imprensa não tem interesse em citar o pensamento dos filósofos libertários, mas pesquisas produzidas por um _think tank_são mais facilmente reproduzidas. “E os financiadores veem isso”, acrescenta.
Em 1991, três anos depois da morte de Fisher, Chafuen assumiu a direção da Atlas – e pôs-se a falar sobre o trabalho da Atlas para potenciais doadores. E logo começou a conquistar novos financiadores. A Philip Morris deu repetidas contribuições à Atlas, inclusive uma doação de US$ 50 mil em 1994, revelada anos depois. Documentos mostram que a gigante do tabaco considerava a Atlas uma aliada em disputas jurídicas internacionais.
Mas alguns jornalistas chilenos descobriram que _think tanks_patrocinados pela Atlas haviam feito pressão por trás dos panos contra a legislação antitabagista sem revelar que estavam sendo financiadas por empresas de tabaco – uma estratégia praticada por _think tanks_em todo o mundo.
Grandes corporações como ExxonMobil e MasterCard já financiaram a Atlas. Mas o grupo também atrai grandes figuras do libertarianismo, como as fundações do investidor John Templeton e dos irmãos bilionários Charles e David Koch, que cobriam a Atlas e seus parceiros de generosas e frequentes doações. A habilidade de Chafuen para levantar fundos resultou em um aumento do número de prósperas fundações conservadoras. Ele é membro-fundador do Donors Trust, um discreto fundo orientado ao financiamento de organizações sem fins lucrativos que já transferiu mais de US$ 400 milhões a entidades libertárias, incluindo membros da Atlas Network. Chafuen também é membro do conselho diretor da Chase Foundation of Virginia, outra entidade financiadora da Atlas, fundada por um membro da Sociedade Mont Pèlerin.
Outra grande fonte de dinheiro é o governo americano. A princípio, a Fundação Nacional para a Democracia encontrou dificuldades para criar entidades favoráveis aos interesses americanos no exterior. Gerardo Bongiovanni, presidente da Fundación Libertad, um _think tank_da Atlas em Rosario, na Argentina, afirmou durante uma palestra de Chafuen que a injeção de capital do Center for International Private Enterprise – parceiro do NED no ramo de subvenções – fora de apenas US$ 1 milhão entre 1985 e 1987. Os _think tanks_que receberam esse capital inicial logo fecharam as portas, alegando falta de treinamento em gestão, segundo Bongiovanni.
No entanto, a Atlas acabou conseguindo canalizar os fundos que vinham do NED e do CIPE, transformando o dinheiro do contribuinte americano em uma importante fonte de financiamento para uma rede cada vez maior. Os recursos ajudavam a manter _think tanks_na Europa do Leste, após a queda da União Soviética, e, mais tarde, para promover os interesses dos EUA no Oriente Médio. Entre os beneficiados com dinheiro do CIPE está a CEDICE Libertad, a entidade a que líder opositora venezuelana María Corina Machado fez questão de agradecer.
O assessor da Casa Branca Sebastian Gorka participa de uma entrevista do lado de fora da Ala Oeste da Casa Branca em 9 de junho de 2017 – Washington, EUA.
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
_ _No Brick Hotel, em Buenos Aires, Chafuen reflete sobre as três últimas décadas. “Fisher ficaria satisfeito; ele não acreditaria em quanto nossa rede cresceu”, afirma, observando que talvez o fundador da Atlas ficasse surpreso com o atual grau de envolvimento político do grupo.
Chafuen se animou com a eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA. Ele é só elogios para a equipe do presidente. O que não é nenhuma surpresa, pois o governo Trump está cheio de amigos e membros de grupos ligados à Atlas. Sebastian Gorka, o islamofóbico assessor de contraterrorismo de Trump, dirigiu um _think tank_patrocinado pela Atlas na Hungria. O vice-presidente Mike Pence compareceu a um encontro da Atlas e teceu elogios ao grupo. A secretária de Educação Betsy DeVos trabalhou com Chafuen no Acton Institute, um _think tank_de Michigan que usa argumentos religiosos a favor das políticas libertárias – e que agora tem uma entidade subsidiária no Brasil, o Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista. Mas talvez a figura mais admirada por Chafuen no governo dos EUA seja Judy Shelton, uma economista e velha companheira da Atlas Network. Depois da vitória de Trump, Shelton foi nomeada presidente da NED. Ela havia sido assessora de Trump durante a campanha e o período de transição. Chafuen fica radiante ao falar sobre o assunto: “E agora tem gente da Atlas na presidência da Fundação Nacional para a Democracia (NED)”, comemora.
Antes de encerrar a entrevista, Chafuen sugere que ainda vem mais por aí: mais think tanks, mais tentativas de derrubar governos de esquerda, e mais pessoas ligadas à Atlas nos cargos mais altos de governos ao redor do mundo. “É um trabalho contínuo”, diz.
Mais tarde, Chafuen compareceu ao jantar de gala do Latin America Liberty Forum. Ao lado de um painel de especialistas da Atlas, ele discutiu a necessidade de reforçar os movimentos de oposição libertária no Equador e na Venezuela.
Danielle Mackey contribuiu na pesquisa para essa matéria. Tradução: Bernardo Tonasse
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2016.12.13 01:18 alforo_ "Mensajeros de la Paz" es una ONG que dirige el sacerdote responsable de una Fundación del PP

El Otro País
Como la estrategia de la araña, el Gobierno Partido Popular (PP) que preside José María Aznar, utiliza cualquier resquicio que puede para introducirse en sectores suceptibles de captar votos cara a las convocatorias electorales, aprovechándose de grupos franquistas desechados, Organizaciones No Gubernamentales (ONG), asociaciones o plataformas ultraderechistas, recicladas en demócratas de toda la vida; también, al mismo tiempo, el PP usa estas organizaciones sin ánimo de lucro de negocios y pagar en 'especias' todos los imprescindibles apoyos electorales y políticos.
Es el caso de Mensajeros de la Paz, una ONG cuya presidenta de honor es Ana Botella, mujer de Aznar, presidente de Gobierno. En la revista Claro Oscuro, una de las que tiene Mensajeros de la Paz, publicación superlujosa donde las haya, el cura ultraderechista Ángel García Rodríguez, presidente ejecutivo de esta ONG, dice que Mensajeros de la Paz está trabajando en 22 países, contamos con 296 hogares funcionales donde tenemos acogidos a más de 2.300 niños y jóvenes, después de haber atendido a 21.000. Asimismo se han atendido más de 4 millones (sic) de llamadas de personas mayores a través del Teléfono Dorado, además de los 3.000 ancianos que atendemos en nuestras residencias. En la publicación, dedicada a la Edad Dorada, Claro Oscuro informa sobre la Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED) que dirigen en La Bañeza, León, por decisión del Gobierno a propuesta de Ana Botella.
Mensajeros de la Paz abarca un complejo entramado de asociaciones y fundaciones, cuyos dirigentes son altos ejecutivos, propietarios de empresas y destacados dirigentes del PP, sobre todo. Los estatutos declaran su aconfesionalidad y ausencia de ánimo de lucro; sin embargo, Mensajeros de la Paz supera cada año la cifra de trescientos mil millones de pesetas contables en activos, patrimonio y movimientos bancarios. Ángel García Rodríguez, sacerdote diocesano, es quien lleva el timón del barco multimillonario, cuyos negocios penetran en la Cooperación Internacional, en programas públicos para la infancia, jóvenes, mujeres y pensionistas, Teléfono Dorado, atención residencial, programas educativos (privados y concertados), programas preventivos, socio-sanitarios y una gran nómina de beneficiosas firmas, con apoyo económico y político del Gobierno Aznar.
Mensajeros de la Paz fue constituida y registrada como ONG en 1972, por iniciativa de Ángel García Rodríguez. En pleno franquismo, este cura fue apoyado por el almirante Luis Carrero Blanco, vicepresidente del Gobierno en la dictadura. Ángel García aprovechó sus lazos evangélicos para construir un imperio, con la cobertura de la misericoria de Dios como reseña en sus publicaciones. En los estatutos de Mensajeros de la Paz dicen que no tienen afán de lucro, es laica y, además, es apolítica.
Estafas en el nombre de Dios
Pero al cerrarle la puerta a la verdad, la realidad se cuela por la ventana. Para entenderlo, reseñemos algunos detalles sin importancia. El beneficio medio anual que obtiene Mensajeros de la Paz, la ONG sin ánimo de lucro, supera los seis mil millones de pesetas libres de impuestos; entre sus afiliados hay una pléyade de falangistas, ex-militantes de Fuerza Nueva, viejos activos de la Guardia de Franco, ex-jóvenes cachorros fascistas que fueron procesados por sus hazañas heróicas, guerrilleros de Cristo Rey, policías de la Brigada Político-Social (BPS), somatenes, nostálgicos franquistas y sobre todo una numerosa corte de miembros del Opus Dei.
El Padre Ángel, así le llaman sus acólitos, celebra anualmente, con misas, los aniversarios de la muerte del dictador, de José Antonio Primo de Rivera, fundador de Falange; de Luis Carrero Blanco, su admirado protector; y por supuesto, del beato José María Escrivá de Balaguer, fundador del Opus Dei y santo devoto del Padre Ángel.
La ONG que gestiona Ángel García Rodríguez, Mensajeros de la Paz, es el auténtico vivero de cachorros del PP, que antes eran activos duros contra los antifranquistas militantes. Hoy, esta ONG sin ánimo de lucro, hace proselitismo para el PP como hace campañas electorales a favor del partido aznarista, pues no en vano la preside su protectora y patrocinadora. Durante las campañas electorales, el Padre Ángel remite cartas a sus afiliados y personas acogidas en las residencias de ancianos que él regenta con dinero que sale de los Presupuestos Generales del Estado; en esa carta les dice que elija lo que usted considere mejor, pero hágalo pensando en Dios Nuestro Señor y en quien vele por nuestra fe cristiana como el Partido Popular del Señor Don José María Aznar López.
Las millonarias cuentas corrientes de Mensajeros de la Paz, la ONG sin ánimo de lucro, no aguantan las más clementes auditorías; el negocio de Dios, como le llama el Padre Ángel, tiene tantas ramificaciones que, para Hacienda y sus inspectores, la gestión resulta muy opaca, y hemos querido incoar expedientes a Mensajeros de la Paz, pero lo impiden desde arriba. Otra cosa será que alguien vaya por vía judicial. Los ingresos ilegales de esta ONG son mil veces superiores a las cantidades declaradas; y sus recursos legales, uno de los más altos. Mensajeros de la Paz recibe de la Agencia de Cooperación mucho más dinero que el que declaran oficialmente; sumando a las subvenciones legales, partidas de ayuntamientos (Madrid se lleva la palma), comunidades autónomas, grandes bancos, cajas de ahorro, ministerios, multinacionales y grandes empresa, la cantidad administrada por el Padre Ángel resulta incalculable. Una de las entradas, en partidas millonarias indeclaradas, procede de los Fondos Reservados.
El patrimonio inmobiliario de esos Mensajeros de la Paz supera los trescientos edificios, cedidos por ayuntamientos (José María Álvarez del Manzano, alcalde del PP en Madrid, es quien más indulgencias plenarias tiene), instituciones públicas; como también de algunos albaceatos que apodera el Padre Ángel, legados testamentarios, donaciones pías y hasta de préstamos a fondo perdido.
Entre sus bienhechores nunca podría faltar la Casa Real, con los apoyos del rey, la reina, príncipe, infantas-princesas y respectivos consortes. Tampoco (cosas veredes Sancho) Felipe González, Manuel Chaves y José Bono; por exótico, reseñaremos el apoyo recibido de Mijail Gorbachov. El Padre Ángel también logro engatusar a la UNESCO. Entre las firmas más destacadas que apoyan el negocio de Ana Botella y del Padre Ángel, están las cuestionadas multinacionales McDonald's y Disneyland; como Telefónica, que regala integramente el Teléfono Dorado para consultas permanentes; Iberia, que resuelve los viajes píos a Roma, Lourdes y Fátima; Airtel y, cómo no, Radio Televisión Española (RTVE), ente que dirige el conspicuo González Ferrari, al que en el Pirulí rebautizaron como voz de su amo y bienpagáo. RTVE retransmite en directo actos públicos organizados por Ana Botella y el Padre Ángel, como la lectura ininterrumpida de la Biblia (del lunes al jueves de Semana Santa, que pueden seguir por teléfono, televisión en directo, videoconferencia e internet); o la inaguración de la UNED (Universidad de La Bañeza, en León), regida por Mensajeros de la Paz.
Entre las actividades educativas organizadas por el Padre Ángel, destaca el Día de los Abuelos, celebrado en los jardines de su complejo residencial, los belenes fantásticos de cada Navidad, las citas programadas con famosos, visitas al Real Madrid con la Fundación Pequeño Deseo, constituida por RBA Internacional, multinacional de la industrial cultural, para que el joven Alfonso visitara el Estadio Bernabeu; concurso de disfraces y bailes, comidas fraternales con paellas gigantes y un extenso repertorio educacional que patrocinan sociedades multinacionales, grandes bancos, entidades financieras e instituciones públicas.
Los Convenios de Colaboración de la ONG los gestiona Ana Botella desde su lujoso despacho en la sede de Mensajeros de la Paz (General Vara del Rey, número 9, en Madrid); además de Iberia y Fundación Telefónica, están los acuerdos suscritos con Fundación Cofares, AENA, Antena 3TV, Fundación Puleva, Azucarera Ebro Agrícolas, Fundación Madritel y otros onerosos con ayuntamientos, fundaciones y patronatos para dirigir residencias de personas mayores. El patrimonio personal del Padre Ángel resulta incalculable; tan creíble como su nepotismo; familiares suyos trabajan con él y aunque es el Padre Ángel quien rige todos sus negocios, con Mensajeros de la Paz a la cabeza, sus allegados gestionan los trabajos, la contabilidad y labores invisibles, como hace Nieves Tírez Jiménez, bracito derecho le dicen, que es, además, la secretaria personal del avispado cura sin ánimo de lucro.
Además de Ana Botella y el Padre Ángel García, cabezas visibles de Mensajeros de la Paz, a la ONG pertenecen ministros y ex-ministros, franquistas y tardos; miembros de Tácito; Álvarez del Manzano, alcalde de Madrid, y María Eulalia Miró, su esposa, que a su vez es presidenta de Mensajeros de la Paz en Madrid; Ana Rodríguez Mosquera, presidenta honoraria en su comunidad y esposa de José Bono, presidente de Castilla-La Mancha; asimismo, pertenecen o han colaborado con Mensajeros de la Paz, varios personajes de menor calibre, como Concepción Dancausa, Secretaria General de Asuntos Sociales; Javier Urra, Defensor del Menor en Madrid; Lidia San José, Belinda Washintong, Paz Padilla, Matías Prats, Lina Morgan, Luisa Fernanda Rudí, Esperanza Aguirre, Carmen Posada, las actrices Florinda Chico y Miriam Díaz-Aroca.
Caras visibles, mundillo oscuro
Asimismo, forman parte de su entramado Sandra Mayers, deportista y militante de derecha; los cardenales Ángel Suquía y Marcelo Martín, franquista el último de aquí te espero, encarnizado fustigador del también cardenal Enrique Tarancón, al que llamó rojo de los infiernos cuando éste exigió como presidente de la Conferencia Espiscopal española, democratizar profundamente la estructura del Estado y en consecuencia el verticalismo de la Iglesia católica.
En la nómina de colaboradores de Mensajeros de la Paz, está Rodrigo Rato, vicepresidente del Gobierno; Miguel Ángel Cortés, secretario de Estado; Eduardo Zaplana, presidente de la Comunidad de Valencia; Camilo Lorenzo, obispo de Astorga; para rizar el rizo, figura el cardenal Pio Laghi, nuncio papal en Argentina durante la dictadura militar de Videla, al que calificó de cruzado de Dios, haciendo que fuese bajo palio en varias misas celebradas por él; asimismo, bendijo su acción política, pues lo hace para gloria del Señor Jesucristo, como denunciaron Madres de Plaza de Mayo. La lista es tan extensa que es difícil pormenorizarla. Con el botón de muestra parece suficiente.
El patrimonio fundacional de Mensajeros de la Paz era de 366.715 pesetas. Sin embargo, según la contabilidad oculta que figura dentro de la documentación de esa ONG, aquella cantidad es ridícula, pues la cifra es más de doscientos mil millones en su presupuesto anual. El uno de abril de 1997, Mensajeros de la Paz alquiló una planta en Madrid, en el número 47 de la calle Goya, pagando 2.700.000 pesetas al mes a Josefina Cimino Varela, la propietaria, que entonces residía en Santander.
Los ingresos de Mensajeros de la Paz en 1978 llegan a 75.877.510 de pesetas con gasto de 75.674.875. Es decir, la contabilidad cuadrada. Ese año, Mensajeros de la Paz organizó un concierto del que obtuvo 800.000 pesetas de beneficio, al que hay que sumar 7.240.243 pesetas, que figura textualmente en otra cuenta como beneficio de bingos. Ese año, Mensajeros de la Paz recibió 38.688.181 pesetas legales-oficiales de subvenciones. Pero en 1979, la cifra legal se disparó. El presupuesto de Mensajeros de la Paz fue de 51.574.250 de pesetas; según la documentación que corresponde a ese año fiscal, los beneficios de bingos eran 96 millones de pesetas redondas; en 1997, Mensajeros de la Paz declaró unos ingresos de 267.490.912 en pesetas, cantidad de las que 255.500.036 procedían de subvenciones públicas legales, gastando 114.612.148 de pesetas, quedando un saldo a su favor de más de 150 millones de pesetas.
Sólo el patrimonio inmobiliario que administra Mensajeros de la Paz (concesion de instituciones públicas, organismos estatales y Conferencia Episcopal española), está valorado oficialmente en más de novecientos mil millones de pesetas. Por ejemplo, el seminario de La Bañeza, en León, cedido por el Obispado de Astorga (16.000 metros cuadrados construidos y 12.000 útiles), está valorado en 35.900 millones de pesetas por el Colegio de Arquitectos.
Las relaciones con el PP
La presidencia honorífica de Ana Botella la ejecuta Ricardo de León Egües, también responsable de la Fundación Humanismo y Democracia que preside el democristiano Javier Rupérez, actual embajador del Gobierno PP en Washington, amigo y protector de la ultraderecha anticubana, y animador aquí de opositores fascistas anticubanos como Carlos Alberto Montaner y Guillermo de Gortázar, diputado por el PP éste último, casado con Pilar del Castillo, actual ministra de Cultura, y enlace del presidente José María Aznar con la Fundación Nacional Cubano-Americana, muchos de cuyos dirigentes fueron procesados en Estados Unidos por tráfico de armas, asesinatos mafiosos, atentados políticos y narcotráfico. La Fundación Humanismo y Democracia tuvo en sus filas a José María Aznar desde el 4 de mayo de 1994 hasta el 11 de noviembre de 1996, llevando ya cinco meses presidiendo el Gobierno.
En su momento, la Coordinadora de Organizaciones No Gubernamentales de Cooperación para el Desarrollo (CONGDE) manifestaba su extrañeza por la casualidad de que León Egües estuviera en Mensajeros de la Paz y al mismo tiempo fuese responsable de la Fundación Humanismo y Democracia. Ricardo de León Egües perteneció al Gobierno Autónomo navarro cuando Juan Cruz Alli tomó posesión de la presidencia del mismo, el 25 de septiembre de 1991. Ricardo de León Egües fue asesor del Ejecutivo autonómico y, después, aunque nombrado por Alli, sería consejero para el Bienestar Social a petición del presidente Aznar, que tiene con Unión del Pueblo Navarro (UPN) un acuerdo de fusión en la Comunidad. La Fundación Humanismo y Democracia nació el 13 de octubre de 1977, según escritura pública número 3.929, formalizada por José María Prada González, notario de Madrid. La integraban Fernando Álvarez de Miranda, que fue Defensor del Pueblo; Óscar Alzaga y Rafael Arias Salgado (después ministro de Fomento con el primer Gobierno del PP); Luis Vega Escandón, que presidió la Jornada de la Asamblea de las Asociaciones La Cruz de los Ángeles y Mensajeros de la Paz el 31 de marzo del año 1973 en Oviedo; José Luis Cudos Samblacat, así como Iñigo Cavero, Geminiano Carrascal Martín, Julen Guimón, Modesto Fraile, Pilar Salarrullana y Luis Gómez-Acebo, ucedistas y aliancistas y algún componente de Tácito que ayudó a José María Aznar a encarrilar al PP en su ficticio viaje hacia el centro. Javier Rupérez, embajador del Ejecutivo en Washintong, donde tiene muchos amigos, es presidente de la Internacional Liberal; uno de sus vicepresidentes de la Internacional es el contrarrevolucionario Carlos Alberto Montaner, quien tiene una biografía encubierta de oscuras acciones y plagios literarios y que, públicamente, en directo (en un programa que condujo Mercedes Milás), amenazó al sacerdote jesuita José Ignacio Ellacuría pocas semanas antes de que fuese asesinado junto a sus compañeros en la capital salvadoreña. La vida y milagros de Montaner corresponden a otro capítulo. El 14 de mayo del año 1985, el democristiano Javier Tussell fue nombrado director de la Fundación Humanismo y Democracia. Tussell recibió el encargo de establecer relaciones con la Fundación Konrad Adenauer, que coordinaría Carlos Moro Moreno, delegado de Gobierno en Castilla-La Mancha. Poco años después, Carlos Moro Moreno sería implicado en el escándalo del lino, tras ser acusado por José Bono como un cazaprima por recibir comisiones para manipular estos cultivos. Una finca familiar, dedicada a la explotación agrícola, sufre un incendio, perdiendo algunas hectáreas; cuando las llamas asolaban la tierra, el capataz no dejó entrar a los bomberos, diciéndoles que tenía la orden del amo y que tenía controlado aquel fuego cuando la dotación estaba viendo que el siniestro total aún estaba en pleno auge. Pero entre compensaciones de las aseguradoras, las subvenciones públicas y los pagos estatales, el incendio supondría un monto superior al beneficio obtenido en las cinco últimas temporadas.
Una línea 900 de Telefónica
La luz de crear Mensajeros de la Paz le vino a la cabeza a Ángel García Rodríguez, en 1963. El Padre Ángel estudiaba en el seminario diocesano de Oviedo. Ángel García Rodríguez se preguntó qué haría, dice en charlas pastorales. Nueve años después, fundaba su organización en compañía de María Antonia Camacho Vacas, José Manuel Alfonso Ramos, Domingo Pérez Fernández, Azucena Aguado Calvo, Miguel Coviella Corripio, Miguel Jover Bellod, Amparo Pintado Cespedes y Rodrigo Pérez Perela. Parte de los fundadores crea el 23 noviembre del año 1996, la asociación Edad Dorada, con el número 161.791 en el Registro Nacional de Asociaciones del ministerio de Interior. En Mensajeros de la Paz y Asociación Edad Dorada, coinciden el Padre Ángel y María Antonia Camacho Vacas.
Asociación Edad Dorada-Mensajeros de la Paz (nombre completo) se declara independiente, aconfesional y apolítica (artículo segundo de los estatutos), sin ánimo de lucro (artículo cuarto), con proyección e implantación mundial en países en vías de desarrollo. Esta ONG escrituraba un patrimonio fundacional de 500.000 pesetas. Pero en 1999 tenía previsto ingresar unos 976 millones, de los que casi 618 figuran en el apartado subvenciones, donaciones y legados, aparte de los 437 millones por los ingresos de patrocinadores y colaboradores. Mensajeros de la Paz tienen aún más facetas, pues además de presentarse como ONG, organización benéfica, fundación caritativa y asociación, auspicia la Fundación Teléfono Dorado, que explota, como su nombre indica, el Teléfono Dorado que según dicen ellos ha recibido más de tres millones y medio de llamadas para paliar la soledad de personas mayores. Esta Fundación, constituida en agosto de 1998, también está presidida por el Padre Ángel, e integrada por Pedro Mella Fernández, vicepresidente; María de las Nieves Tírez Jiménez, secretaria general de la Fundación y secretaria personal del propio sacerdote; José Ramón Campos Mulero, Antonio Rodríguez Peña y Francisco Limonche Valverde, quienes figuran como vocales y asesores.
Francisco Limonche Valverde es alto cargo de Telefónica Internacional, compañía multinacional que expanden en Latinoamérica, con muchos intereses comerciales en aquel continente. Gracias a la solidaridad de las personas que nos ayudan, es posible que esta Asociación avance en su espíritu fundacional, se lee en una una revista de la Asociación Teléfono Dorado.
Gracias a la gestión directa de Ana Botella con su amigo Juan Villalonga, quien actualmente reside en Miami con el billón de pesetas que obtuvo por irse de la firma, Telefónica contribuye a la tarea de solidaridad con la Línea 900 (900 22 22 23) cuyo importe por llamadas corre siempre a cuenta de Telefónica, mientras los trabajadores de SINTEL continúan esperando pacientemente que resuelvan el desaguisado de una de las grandes estafas de la democracia.
Según el Padre Ángel, el equipo de operarios que atienden las llamadas constituye un equipo integral compuesto por psicólogos, médicos y personas desinteresadas.
Todo este trabajo se nutre de voluntarios. Durante la noche, las líneas son desviadas al domicilio particular de algunos voluntarios. Sin embargo, según varias denuncias archivadas, esos empleados del Padre Ángel, al tiempo que atienden el Teléfono Dorado, someten a las personas solitarias que les llaman a un premeditado y completo interrogatorio, previamente asesorados por el Padre Ángel y el consentimiento de Ana Botella, con preguntas sobre su estado psíquico, necesidades espirituales y estado legal de sus viviendas, si son propietarios, de cualquier otro patrimonio y, sobre todo, de la pensión que reciben. La mayoría firma la tutela para las gestiones correspondientes; cuando mueren, según una cláusula, esa propiedad pasa a engrosar el patrimonio de Mensajeros de la Paz-Edad Dorada. Según el Padre Ángel García, uno de los problemas más graves de todos nuestros mayores es la soledad.
Ana Botella con despacho lujoso
Pero lo que el Padre Ángel no dice es que tiene también un teléfono comercial, 906, el Teléfono de la Solidaridad, cuyo lema es llama y te sentirás reconfortado y solidario. Quienes se sientan animado con ese ardid, escucharán un fragmento de la Biblia grabado con la voz del Padre Ángel. El precio de cada llamada al Teléfono de la Solidaridad, según Telefónica, es 47'24 pesetas el minuto. Sin embargo, según informan al final de la lectura religiosa, el coste de la consulta es 93 pesetas por cada minuto. Mensajeros de la Paz tiene por objeto acoger en Hogares Funcionales a menores privados de ambiente familiar o abandonados, a jóvenes con problemas, en dificultad social y a personas mayores que se encuentran solas, junto a proyectos de cooperación internacional, según puede leerse textualmente en la ficha que la CONGDE (Coordinadora de las ONG) posee. La sede social está en el centro de Madrid, en pleno Rastro madrileño. El edificio, cedido a perpetuidad por el Ayuntamiento de Madrid, como no podía ser menos, nunca pasaría desapercibido; pintado de verde, reza en letras amarillas que allí está Mensajeros de la Paz, Teléfono Dorado y, bajo un dibujo de su gran teléfono, figura el número 900 22 22 23. Mensajeros de la Paz comparte el edificio con las oficinas de la Asociación Provida, franquista y ultramontana organización que tiene en su lucha contra el aborto la bandera de sus enjuagües, miserias y negocios.
El Estado Mayor del Padre Ángel, que tiene allí uno de sus despachos dorados, está en la primera planta. Por supuesto, Ana Botella, presidenta de honor, tiene también su lujoso bufete, provisto de todas las comodidades, incluido un sofá terapéutico para descansar durante las pausas de su tarea, sobre todo entre los momentos tensos en los que despacha las cuentas del negocio con el Padre Ángel, único capítulo en el que no intervienen nadie más que ellos dos, y siempre solos. Según comentarios del Padre Ángel a quien quiere oirle, doña Ana Botella utiliza simbólicamente los despachos para atender llamadas de personas mayores.
Allí siempre hay revuelos de personas, la mayoría de la tercera edad, mientras los teléfono no paran de sonar. Todos corren de un lado a otro. La entrada está decorada con imágenes religiosas y retratos del Padre Ángel, su fundador. La mano derecha de este avispado cura es Nieves Tírez Jiménez, su secretaria, socia en la Fundación Teléfono Dorado, que es quien coordina la apretada agenda de inauguraciones, actividades sociales y visitas a campos de refugiados, levantados por soldados y voluntarios. Programas financiados, dirigidos y coordinados siempre por el ministerio de Defensa, el PP y el Gobierno Aznar como campañas de imagen que divulgan sus adelantados en prensa, radio y televisión, con nombres y apellidos, una de cuyas copias confidenciales está en nuestro poder, que haremos pública cuando lo consideremos más oportuno.
Este singular cura, quien afirma que no le gusta ponerse el alzacuellos, dice que no descuido mi obligación como sacerdote. Su despacho está presidido por una talla en madera de la Virgen, remozada con flores de plástico. Las paredes de su oficina están repletas de fotografías suyas con muchos dirigentes políticos que han estado en los gobiernos desde la cuestionada transición hasta hoy. Desde Felipe González y José María Aznar, Camilo José Cela, el rey Juan Carlos, la reina Sofía, los príncipes y otros miembros de la familia real hasta José Bono y un nutrido iconostasio de personajes ligados a la vida pública, social y, como dice el Padre Ángel en su propio endiosamiento, famosos de siempre que nos dan mucha cancha en prensa; por supuesto, la presidenta Ana Botella es la actriz de todas sus paredes.
Pero el Padre Ángel pretende ser la cara amable de la ONG, aunque no ha podido a pesar de su pardo protagonismo y su obsesión por fotografiarme con las personalidades que nos visiten, para promocionar nuestras insuperables obras cristianas para mayor gloria del Santo Dios, Nuestro Señor. Asturiano, nacido en Mieres el 13 de marzo de 1937, lo que no está claro es hasta dónde llega ese ministerio cristiano, estatutariamente laico; y es que, nunca mejor dicho, Dios está en todas partes. Mensajeros de la Paz cuenta con unas cien residencias de la tercera edad repartidas por todo el territorio del Estado español, numerosos pisos tutelados y casas de acogida. Más de treinta pisos tienen en Madrid, donde Mensajeros de la Paz ha obtenido también, a través de innumerables subvenciones, legales y encubiertas, más de dos mil ochocientos noventa millones de pesetas, y sólo en el año 1999.
Humanización y Comercio
El Padre Ángel tiene buenas relaciones con la nobleza y los dirigentes políticos. Él mismo declaraba que no puedo decir que sea aconfesional o apolítico; nosotros no le preguntamos a la gente de qué religión es, pero tampoco le decimos que no sea católica. Nosotros somos del Gobierno español, esté quien esté. En Méjico o allá donde tengamos un proyecto, lo mismo de los mismo. Prueba de ese eclecticismo es que en la página web de Mensajeros por la Paz, diseñada, regalada y financiada por Telefónica, bajo el calificativo de nuestros amigos, están las fotos del Padre Ángel con personajes del más ramplón espectro político y social, destacando el relieve de las que figura con los famosos, como él denomina a toda la corte de impresentables que abarrotan las revistas del corazón o, lo que es parecido, esas publicaciones antiperiodísticas, ruines y dañinas, que desgraciadamente invaden la vida de este país. y ha nombrado a las primeras damas de cada comunidad autónoma española presidentas de honor de la citada organización.
El nuevo luminoso proyecto para que los mayores no se sientan solos, fue inaugurado hace a mediados de 1999 bajo los auspicios de la infanta Mercedes de Borbón, con apoyo de Alicia Koplowitz, que cedió los terrenos, abriendo el Centro Terapéutico de Animales de Compañía para mayores; perros y gatos para la Tercera Edad. En el luminoso complejo del Padre Ángel y Ana Botella participan la Organización Nacional de Ciegos Españoles (ONCE), Fundación Purina y la Escuela de Adiestramiento de la Guardia Civil, así como otras instituciones, destacando entre ellas el ministerio de Interior, cuya aportación económica procede de los Fondos Reservados. Las iniciativas sobrepasan la frontera. Mensajeros de la Paz y el Padre Ángel están presentes en Benin, Bolivia, Brasil, Costa de Marfil y Costa Rica; en Ecuador, Guatemala, México, Miami, Panamá, Perú, Tanzania, Kenia y Uganda, como consta en el Registro Nacional de Asociaciones del ministerio de Interior. Otra de las iniciativas que ha tenido a bien instaurar el Padre Ángel ha sido el Día de los Abuelos. Para ello quiso contar con el apoyo de las grandes superficies comerciales; sin embargo, algunas se negaron a secundar la iniciativa porque es para negocios de Ana Botella y el Padre Ángel, lo que provocó la ira del cura, quien decidió hacerles la guerra, como quedaba patente en varios artículos de Júbilo, otra de las publicaciones de Mensajeros de la Paz, esa ONG que dice no tener ánimo de lucro.
Cuando una voluntaria le preguntó al Padre Ángel por qué, el cura dijo que el objetivo es humanizar la figura de los abuelos; a lo que la voluntaria replicó con otra pregunta, diciéndole que ¿desde cuándo la humanización pasa por patentes y marcas? El Padre Ángel no cejó en su empeño y, contra viento y marea, el Día de los Abuelos lo celebra desde la primera edición con diferentes actos en cualquier territorio de nuestro país al que lleguemos.
Para el Padre Ángel, el Día de los Abuelos bien vale una misa, como la que tuvo lugar en Santiago de Compostela, dentro de la catedral, concelebrada por dos abuelos que se ordenaron al enviudar, y que legaron todo su patrimonio a favor de Mensajeros de la Paz.
Aquella misa cantada fue retransmitida, por mandato de Ana Botella a Javier González Ferrari, a través de TVE, la privada Televisión Española del PP. Pocos días antes, el Padre Ángel se entrevistó con Manuel Veiga, presidente de la Asamblea de Extremadura, al que pidió que actuase de portavoz ante otros presidentes de parlamentos autonómicos, para que reconocieran oficialmente la fiesta. El Padre Ángel también consiguió que el Papa bendijera su iniciativa; contó también con el apoyo de la Casa Real; como homenaje, el Padre Ángel y Ana Botella decidieron nombrar Abuelos de Oro al rey y a la reina.
Como es fácil comprobar, el Padre Ángel y la propia Ana Botella aprendieron la lección del dictador y saben que hay que tenerlo todo atado y bien atado.
El negocio de Mensajeros de la Paz es un saco sin fondo, cuyas cuentas millonarias benefician a unos y otras. Pero aquel vivero del PP también tiene los pies de barro. Las vinculaciones de Mensajeros de la Paz con la Confederación Católica de Padres de Alumnos (CONCAPA) que fundó Carmen Alverar, con la Iglesia católica, sobre todo con su cúpula, son verdades axiomáticas; es decir, que no es necesario demostrarse. Pero más vinculados están a los Servicios Secretos según un Informe Confidencial del Cesid, para los que han hecho trabajos cuando se les ha solicitado de manera oficiosa y personal. Como se verá, todo queda en casa, pues el espionaje lo hacen de forma habitual y sistemática. Mucho espiar a rebeldes, rojos y ocupas y después resulta que al Servicio Secreto del Estado se le cuela la delincuencia en la cresta del propio Gobierno. La policía identificó al intérprete, protegido por el Padre Ángel (quien acompañaba al presidente José María Aznar y Ana Botella en su promocionada visita a los refugiados albaneses que tenían acogidos), como a un mafioso kosovar que estaba buscando. Gran sorpresa para quienes le seguían la pista, al verlo en televisión; era de toda confianza en la ONG denominada Mensajeros de la Paz. fuente:http://www.losgenoveses.net/Nacionalcatolicismo/padreangel1.html
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2016.08.11 09:36 juanmollar David Trueba y Pokemon-go....la pataleta del yonqui?

El señor David Trueba se ha pillado un rebote importante, por una cosa que se ve que le atañe bastante, dado el tamaño del rebote , ha escrito un artículo con motivo , nada más y nada menos , de la prohibición de usar Pokemon Go en una sucursal del Volksbank Neuss, una oscura sucursal en una anónima ciudad de un para mi desconocido banco alemán, este hombre dice de vez en cuando cosas interesantes, como en este mismo artículo en el único párrafo salvable comenta :“esa fabricación de odio se debe a su periódico, a su televisión favorita, a su programa de radio, a su canal social en la red. En todos esos lugares tan importantes para que el mundo sea un lugar mejor y más interesante se ha colado la obligación de informar sobre aficiones particulares.” esto que para mi es el sentido del articulo y con lo que estoy completamente de acuerdo, no obsta para el monton de decepcionantes argumentos esgrimidos a lo largo y ancho del mencionado artículo. Empecemos por el principio David compara aficiones como la de los senderistas , el club de lectura, los criadores de canarios, los escanciadores de sidra, los coleccionistas de discos de vinilo, un club de Vespa y los aficionados a las cometas , con una “afición” como es cazar pokemons, seguro que todos estos aficionados se alegraran porque entre todos no pueden invertir ni el 0,001 % de lo que Nintendo y Google han invertido en los pokemons de los cojones, 30.000.000 $ declarados, de Panamá seguro que han salido muchos mas, todavía se alegraran mas cuando sepan que firmas de inversión como Macquarie anticipan que Pokémon Go podría generar más de 3.600 millones de euros anuales, a ver si les toca a ellos alguna millonésima fracción de beneficio por sus aficiones, no se, igual leyendo, yendo en vespa, o volando cometas les cae algún euro del cielo. Comenta despues David con respecto a los cazadores de pokemon:”..su insustancial pasión, ….su descaro lúdico en tiempo de vacas flacas,… su escapismo frente a la llamada a la responsabilidad de un país con Gobierno aún por investir.”, joder vamos mejorando, insustancial pasión que puede generar , tal vez muertes, luego lo explico, descaro lúdico en tiempo de vacas flacas, la aplicación cuesta entre 30 y 50 € sin contar la pulsera que cuesta otro tanto , y la guinda, su escapismo ante la matraca de formar gobierno que nos esta pegando la Troika, yo creía que este chico era de los nuestros….
Sigue el señor Trueba, y aquí empieza a vérsele el enganche, con un alabanza soterrada hacia el magnifico juego al que incluye dentro de la clase de las :”….citas apasionantes con la belleza, el talento y el esfuerzo como se producen cada día ante la indiferencia general. joder que nivel se nota que es un hombre de nuestro tiempo y en ese plan sigue con la defensa de su visión de la vida, no se si el juega al pokemon-go, pero desde luego lo parece, y no solo lo parece sino que este es el típico comportamiento de los yonquis, cuando se les habla por primera vez clara y francamente de lo perjudicial que es la sustancia a la que se han enganchado, la negación de su enganche y el contraataque furibundo :”No se trata de ser tan tonto como para creerse libre, pero sí un poquito menos esclavo. , la verdad ahora mismo se me ocurren pocas cosas que esclavicen mas que esta aplicación. Para acabar vuelve a incidir en la comparación entre una “muy lucrativa” afición como el juego del domino con la afición al igual de barato, es coña por supuesto, pokemon-go :”La próxima vez que le irrite el descerebrado trato mediático a la caza de Pokémon, piense en el ridículo inmenso que sentiría si cada tarda transmitieran por la tele un resumen de su partida de dominó.” En fin supongo que si David Trueba leyera esto me destrozaría y con razón por la forma de escribir esto, pero es que todos no hemos podido pagarnos la universidad, no ya privada , sino tan siquiera la pública, y nos resulta difícil expresar con la claridad y corrección que el lo hace, nuestros argumentos, a los que lean este ,llamadle como queráis, espero que os llegue algo, supongo que de todas formas con el enganche que hay al gran hermano me voy a llevar hostias hasta en el carnet de identidad, pero en fin es lo que hay. P.D. tristísima… http://www.lacapital.com.aun-joven-murio-atropellado-el-tren-mientras-perseguia-pokemones-n1205260
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2016.06.25 08:46 EDUARDOMOLINA Iglesias cierra la campaña apelando a los indecisos: "El único voto para desalojar el PP es a Unidos Podemos". Más de diez mil personas se dan cita en Madrid Río para celebrar con los dirigentes y principales rostros de Podemos el fin de una campaña que "ha durado dos años".

http://www.publico.es/politica/unidos-cierra-presentando-iglesias-primer.html
ANA PARDO DE VERA - @pardodevera
"MADRID.- Más de diez mil personas se dieron cita en la explanada de Madrid Río, al sur de la capital, para asistir este viernes al mitin de cierre de campaña de Unidos Podemos, que contó con la participación de su núcleo duro, así como dos de los dirigentes más representativos del cambio municipal y autonómico: el alcalde de A Coruña, de Marea Atlántica, Xulio Ferreiro, y la vicepresidenta de la Generalitat Valenciana, líder de Compromís, Mónica Oltra.
El candidato a la Presidencia del Gobierno de la coalición, Pablo Iglesias, cerró el acto cerca de la medianoche con un despliegue de su perfil más revolucionario y entregado y apelando a las esencias históricas de la izquierda; y no se dejó nada: la Guerra Civil, la memoria histórica, la República, los héroes que lucharon contra el franquismo o la batalla feminista entraron en tromba en el Pablo Iglesias menos institucional, el de la voz alzada reclamando el fin de la corrupción y una "patria de las personas" a la que no tienen derecho los de "las cuentas en Panamá y en paraísos fiscales".
"Hoy, dos policías sin orden judicial entraron en un periódico [Público]" a pedir las grabaciones de las conversaciones del ministro del Interior, recordó Iglesias
Todos los dirigentes-fundadores de Podemos, responsables de IU que apostaron por la coalición, representantes de Equo o las confluencias subieron al escenario para cerrar el último acto de la campaña electoral: el discurso de Iglesias, que fue introducido por el actor Antonio de la Torre. De la Torre, mientras la gente corea a Iglesias "¡Presidente, presidente...!", lo define como "el hombre que se dedicó a escuchar".
El candidato a La Moncloa quiere agotar hasta el último segundo de la campaña para movilizar a los indecisos, ese 10 a 15% de votantes que se resiste a optar por algún partido. "Podemos ganar elecciones y podemos ganar mejor", asegura el candidato de Unidos Podemos escoltado en primera línea por Juan Carlos Monedero, Luis Alegre y Tania Sánchez. "El voto útil para acabar con el PP es a Unidos Podemos, no tengáis ninguna duda", subraya Iglesias, y recuerda cómo ha gobernando el PP y como este viernes mismo, "dos policías sin orden judicial entraron en un periódico [Público]" a pedir las grabaciones de las conversaciones del ministro del Interior, Jorge Fernández Díaz.
15-M, "fiesta nacional".- "Estáis escribiendo la Historia de España", se dirige Iglesias a sus militantes mientras hace un repaso histórico de los héroes de la "patria", de esa "España que luchó por las libertades en la dictadura". El líder de Podemos asegura, asimismo y llegando en su recorrido al 15-M, que esta fecha "debería ser fiesta nacional en este país", cuando aquél "movimiento construyó la nueva gramática que construiría el cambio político".
"Nos han llamado antisistema, pero se ha demostrado que es el sistema el anti-nosotros", advirtió Alberto Garzón
Iglesias agradece a todos su implicación en la campaña y va más allá al hacer un especial "homenaje" a Juan Carlos Monedero, "que estuvo en las plazas desde el principio". "Gracias, Juan Carlos". O a Pablo Echenique, número tres de Podemos y el hombre "que nos señaló el camino correcto", asegura Iglesias sobre su compañero. "Es un honor" caminar contigo.
"Decir hoy '¡Viva la Patria!' es decir '¡Viva la libertad, viva la igualdad y viva la fraternidad!'. Adelante que podemos", sostienen Iglesias pronunciando, en sus últimas palabras de campaña para las elecciones de este domingo, una frase del presidente chileno asesinado Salvador Allende: “La historia es nuestra y la hacen los pueblos” Cerca de la victoria en Galicia
Desde el recordatorio de Ada Colau, que en un vídeo pidió al resto españoles a ayudar a Catalunya a "decidir" su futuro con un Gobierno de Unidos Podemos, hasta el alcalde coruñés Ferreiro, que recomendó a Fernández Díaz empezar "a recoger sus cosas, porque el próximo presidente del Gobierno no va a tener sitio para usted", hubo constantes apelaciones al "cambio" que se inició hace poco más de un años en las elecciones municipales y autonómicas en 2015. Así, Ferreiro insistió en la "democracia real" que han traído en un año docenas de alcaldes del cambio, como Colau, Carmena, Santisteve, Kichi o Noriega. Y además, aseguró que este otoño, En Marea también ganará las autonómicas en Galicia.
Fue el actor Juan Diego Botto quien presentó en un vídeo a Alberto Garzón, líder de IU y candidato al Congreso de Unidos Podemos, y uno de los más ovacionados al empezar a hablar. La gente se puso en pie recibiéndolo con una ovación y gritando "El pueblo / unido / jamás será vencido". Garzón apeló a sus bases republicanas y "al hilo rojo de la historia", que conforman aquéllos que dieron su vida por defender la Segunda República en España. Los republicanos, aseguró el coordinador de IU, "estarán votando con nosotros el domingo, porque son de los nuestros". "Nos han llamado antisistema, pero yo creo que es el sistema el anti-nosotros", advirtió Garzón y mencionó los incumplimientos de la Constitución, la corrupción, los bárcenas o el desmantelamiento del Estado social.
"Lo estamos rozando con la punta de los dedos, rozamos un Gobierno de futuro para nuestro país. ¡Adelante! Claro que se puede", animó Errejón
Cuando se hizo de noche sobre la explanada de Madrid Río, la gente se fue animando más, probablemente, al suavizarse el calor. Recibieron a Íñigo Errejón, número dos de Podemos y candidato al Congreso de Unidos Podemos, con pancartas que decían "La patria es la gente". Errejón agradeció a los compañeros de prensa, redes o igualdad, entre otros, su "abrazo fraternal" y su ayuda
El número dos de la lista de Unidos Podemos por Madrid invitó a borrar el discurso de buenos y "malos" que hace el PP para meter miedo. "Un Gobierno de malos es el cruel con la gente y servil con las fortunas; un Gobierno malo es el que habla de España y se rinde ante Merkel". Mientras los miles de asistentes al mitin de cierre de campaña agitaban banderas republicanas, europeas, de IU, moradas, globos, carteles...., e, incluso lloraban, Errejón apeló a la "campaña patriótica" de Unidos Podemos que ha llevado a una "rebelión democrática que está en marcha". "Lo estamos rozando con la punta de los dedos, un Gobierno de futuro para el conjunto de nuestro país, ¡adelante! Claro que se puede", cierra su discurso."
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2016.06.03 13:14 EDUARDOMOLINA ‘Caso Cañete’: la Eurocámara pide por primera vez que un comisario dé explicaciones por presunta corrupción. Los líderes de los grupos acuerdan que el comisario de Energía y Medio Ambiente comparezca por los 'papeles de Panamá' y el 'caso Acuamed' ante la comisión que evalúa al equipo de Juncker

Por Alicia Gutierrez
http://www.infolibre.es/noticias/politica/2016/06/03/caso_canete_eurocamara_pide_por_primera_vez_que_comisario_explicaciones_por_presunta_corrupcion_50713_1012.HTML
"El Parlamento Europeo estrechó este jueves el cerco en torno a Miguel Arias Cañete al convertirlo en el primer comisario al que reclama explicaciones por sus vínculos con episodios de presunta corrupción: los papeles de Panamá y el caso Acuamed.
En una decisión que, según fuentes parlamentarias, carece de precedentes, los líderes de los distintos grupos acordaron por la mañana pedir la comparecencia del comisario de Energía y Acción Climática ante la comisión de asuntos jurídicos, que es la encargada de evaluar a los miembros del equipo de Jean Claude Juncker. El protagonista forzoso de esta historia se declaró el jueves por la tarde "encantado" de comparecer ante la Eurocámara. "Con la mayor transparencia", especificó Cañete.
El hito europarlamentario que mayores similitudes ofrece con el actual es el marcado en 1999 por la dimisión en bloque del equipo de la Comisión que presidía Jacques Santer tras el informe de un grupo de sabios sobre sus implicaciones en casos de fraude.
Pero, para empezar, aquel grupo de sabios al que el Parlamento encomendó averiguar lo sucedido trabajó en el más estricto secreto, sin comparecencias públicas ni interrogatorios en ningún órgano abierto de la Cámara. Y para continuar, y con independencia de que los grupos mayoritarios han impuesto que la comparecencia se produzca ante la comisión y no ante el pleno, el acuerdo unánime adoptado el jueves implica esto: el interrogatorio de un comisario a cargo de diputados y no de "expertos independientes" como entonces.
En 2012, la Comisión forzó la marcha del comisario maltés John Dalli (Salud y Consumo) por tráfico de influencias. El caso ni siquiera llegó a la Cámara.
No hay fecha pero el Partido Popular ha conseguido que en ningún caso la sesión –se supone que convocada en forma de interrogatorio o hearing, pero aún está por ver cuál será el temario y cómo el interrogatorio– tenga lugar antes de las elecciones del 26-J.
Los socialistas dan por hecho que la cita se producirá el 12 y 13 de julio. Y que en la comparecencia Cañete deberá responder no sólo sobre el papel de su mujer en una compañía abierta por su familia en Panamá para gestionar cuentas suizas ni sobre cuánto conocía de los manejos de Acuamed –el antiguo número 3 de Soraya Sáenz de Santamaría le ha involucrado– sino sobre "todo lo que se ha publicado" sobre sus conexiones con paraísos fiscales.
El grupo de Izquierda Unitaria, al que pertenecen IU y Podemos, pretendía que Cañete rindiese cuentas ante el pleno. Tanto IU como Podemos acusan a los socialistas de impedirlo al hacer causa común con los conservadores. Los socialistas españoles, que en su día apoyaron la citación ante el pleno de la Cámara, consideran ahora que la comisión es el escenario perfecto para someter a Cañete a un examen en profundidad.
De Panamá a Costa Rica pasando por Holanda y las Antillas.- Panamá ya causó problemas a Cañete mucho antes de que los papeles obtenidos por el Consorcio Internacional de Periodistas de Investigación (ICIJ) desvelaran esta primavera que su mujer, Micaela Domecq, tenía firma en una sociedad constituida por su familia en Panamá para gestionar cuentas en Suiza.
Y esos problemas le alcanzaron justo cuando estaba a punto de ser designado comisario en el otoño de 2014. El pacto entre conservadores y socialdemócratas –al que solo los socialistas españoles se opusieron en abierta desobediencia a la consigna de gran coalición– le salvó el cuello político a Cañete y le aupó a su actual cargo.
Pocos meses antes de aquello, infoLibre había desvelado que el histórico baluarte del PP en materia de agricultura tuvo conexiones directas con una empresa panameña ligada a su familia política. En realidad, tuvo vínculos con dos empresas panameñas, aunque es una de ellas la que, por su papel en el entramado familiar de los Arias-Domecq le colocó en aprietos. Cañete jamás aceptó responder las reiteradas preguntas de este diario.
Denominada Angelmo y trasladada a España en el año 2000, los tentáculos de esa compañía llegaban hasta Costa Rica. Previamente, la ruta pasaba por Holanda y por otro paraíso fiscal centroamericano, el de las Antillas Holandesas. Una vez trasladada a España y precisamente por una supuesta operación crediticia gestada en Panamá, Hacienda ha reclamado casi un millón de euros a Angelmo por impuestos impagados. Angelmo no aparece en los papeles de Panamá sencillamente porque no tenía como agente local al oscuro bufete Mossack Fonseca, epicentro de la filtración masiva destapada por el ICIJ.
¿Y cómo se sabe que Cañete tuvo relación directa con esa sociedad panameña llamada Angelmo? Porque durante casi tres años, entre 1997 y 2000, la sucursal abierta por la compañía panameña en Madrid estuvo legalmente representada por una sociedad española: Arias y Domecq SL, ahora rebautizada para borrar el rastro nominal del exministro. Y, casi como en una tautología, los administradores de Arias y Domecq SL eran Miguel Arias Cañete y su cuñado Miguel Domecq. Es decir, el hermano de su esposa, Micaela Domecq, y a su vez cabeza visible del grupo.
Durante el examen al que Cañete se sometió ante el Parlamento Europeo el 1 de octubre de 2014, el eurodiputado Ernest Maragall, del Grupo Verde, le lanzó la siguiente pregunta: "¿Tiene usted o ha tenido usted o su familia, sí o no, intereses en empresas radicadas en las Antillas holandesas, Costa Rica y/o Panamá?" Cañete respondió tajante: "Yo no he tenido nunca actividad económica en sociedades que estén en paraísos fiscales".
En el hilo societario de Angelmo había un nudo que permanece fuertemente amarrado a los Arias-Domecq: la compañía holandesa Havorad BV, cuyo socio único fue durante una época la antillana Gold Lion Corporation NV, a su vez propiedad de la costarricense Corporación Bilares SA.
Havorad BV sigue siendo hoy la accionista mayoritaria de las dos compañías de crudo –Petrologis Canarias SL y Petrolífera Dúcar SL– en las que el comisario de Energía participó hasta un mes antes de incorporarse a la Comisión Europea. A día de hoy, Cañete todavía no ha considerado oportuno revelar a quién vendió sus acciones en esas dos sociedades."
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2016.05.30 12:37 EDUARDOMOLINA 26-J: Nueva oportunidad. Un cambio real que sólo puede hacerse desde la izquierda y que será apoyado por amplios sectores de las clases medias que saben hoy que la persistencia de la política neoliberal defendida por la vieja y nueva derecha lleva a su destrucción.

Por Carlos Barra Galán
http://www.nuevatribuna.es/opinion/carlos-barra-galan/26-j-nueva-oportunidad/20160529093446128752.html
"Es un hecho, los españoles tenemos una cita con las urnas el próximo 26 de Junio en unas nuevas elecciones generales, como consecuencia de la imposibilidad de formar gobierno tras los pasados comicios del 20-D.
Conocido por la ciudadanía todo lo acontecido en estos meses y convocadas nuevas elecciones, creo oportuno efectuar una serie de consideraciones:
Frente a quienes pretenden que en la campaña que se avecina, el principal foco de debate se establezca sobre lo acontecido en el periodo transcurrido desde el 20 de diciembre, me parece oportuno recordar que siendo obvio que los electores tomarán en consideración las actuaciones de las distintas fuerzas políticas en este periodo, sin embargo no es razonable hacer caer en el olvido la propia esencia de un proceso de elecciones generales que sin duda alguna es enjuiciar la labor del Ejecutivo saliente, cuestión que el P.P y los sectores económicos y financieros que lo apoyan tratan de minimizar con el apoyo de los medios de comunicación afines.
Los resultados del 20-D mostraron de manera clara un rechazo mayoritario a la política del gobierno de Mariano Rajoy, que pese a ser la fuerza política más votada sufrió una caída en votos y escaños espectacular. Asimismo su absoluto aislamiento político se hizo patente, no consiguiendo el respaldo de ninguna fuerza parlamentaria como consecuencia lógica de su forma prepotente de ejercer el poder, despreciando reiteradamente a la oposición política y hurtando el necesario debate parlamentario que un sistema democrático exige.
Los españoles castigaron duramente la política antisocial del gobierno Rajoy que ha generado niveles de desigualdad jamás conocidos en nuestro país desde los años cincuenta del siglo pasado, con bolsas de pobreza que causan vergüenza(la última encuesta del INE cifra en 28.6% el porcentaje de españoles en riesgo de pobreza y exclusión social) ; una política que ha desmantelado y expoliado los servicios esenciales del Estado de Bienestar con procesos de privatizaciones no exentas de irregularidades y corruptelas, una política que ha destrozado las bases del derecho laboral otorgando a los empresarios una posición de absoluta preponderancia en la relación con sus asalariados. ES ESA ACCIÓN DE GOBIERNO LO QUE SE DEBE ENJUICIAR EN LA NUEVA CITA ELECTORAL DEL 26-J.
A pesar de todo lo dicho, es interesante recordar como prácticamente desde el momento en que se conocieron los resultados, responsables de entidades financieras y corporaciones de gran relieve así como grandes empresarios se lanzaron a vender las bondades de una Gran Coalición PP-PSOE donde podría integrarse la nueva derecha (C´s) en aras a salvar a España del desastre que, según ellos, supondría la llegada al poder de un gobierno desde la izquierda. En mi opinión no se contemplaba en esa propuesta lo mejor para una amplia mayoría social, sino más bien se pretendía seguir perpetuando unas políticas favorables a los intereses de los sectores privilegiados a quienes representan.
Mostraron también los resultados del 20-D una pérdida importante de apoyo electoral al Partido Socialista que por primera vez no era el partido hegemónico de la izquierda política como consecuencia de la irrupción de PODEMOS y las confluencias. Parece razonable pensar que ese resultado conlleve un análisis y reflexión profunda por parte de los máximos responsables de este partido; su larga historia, su importancia para el país y el respeto a sus militantes y votantes así lo exige.
La opinión publicada tras la imposibilidad de formar gobierno, parece mostrar de manera mayoritaria la existencia de una cierta sensación de frustración en la ciudadanía que podría comportar un mayor porcentaje de abstención en la próxima cita electoral de junio; respetando esta hipótesis trataré de explicar mi posición no del todo coincidente con ella:
El escenario que se configuró inmediatamente al resultado electoral era nuevo en nuestra historia democrática reciente y atendiendo a la aritmética parlamentaria muy complicado. La negativa del Sr. Rajoy como candidato de la fuerza política más votada a someterse a la sesión de investidura, lo complicó aún más, impidiendo un debate de investidura que hubiera sido enriquecedor pues hubiera permitido conocer las medidas concretas de su programa de gobierno y sobre todo el posicionamiento de las restantes fuerzas políticas respecto a los temas más importantes que nuestro país tiene que resolver de manera urgente; un debate de investidura que posiblemente hubiera clarificado que acuerdos eran posibles y las fuerzas políticas que podían materializarlos. Esa sesión de investidura del candidato más votado no se produjo y en mi opinión ello complicó más el escenario para un candidato alternativo, como así ocurrió con el loable y fallido intento del candidato socialista Sr. Sánchez.
Los resultados del 20-D parecían en principio favorecer mejor un entendimiento entre las formaciones que representaban el espacio de la izquierda( PSOE, PODEMOS e IU) cuyos programas electorales tenían un número considerable de coincidencias, sumaban un número muy importantes de escaños y no concitaban el rechazo de la mayoría de restantes formaciones políticas parlamentarias, más ello no fue posible; en mi opinión ese entendimiento, deseado por una amplia mayoría de los votantes a esas formaciones, debe hacerse posible en la nueva cita electoral del 26-J; el reciente acuerdo entre PODEMOS e IU para formar coalición electoral puede facilitar ese entendimiento y superando errores cometidos posibilitar un Gobierno para el cambio real desde la izquierda.
Recordando lo publicado en los días anteriores y posteriores al 20-D, recuperando memoria sobre las declaraciones de responsables de entidades financieras muy importantes así como empresarios de gran relevancia, parecía que la posibilidad de que la izquierda (incluyendo a PODEMOS) pudiese formar gobierno significaba una catástrofe de tal nivel que España se despeñaría al abismo. Nada nuevo, se trataba del discurso del miedo siempre utilizado por los poderes económico- financieros de nuestro país que históricamente impidieron que España pudiese confluir en desarrollo y calidad democrática con los países de nuestro entorno; discurso del miedo que ya ha comenzado con vistas a la futura cita electoral y al que ya se ha apuntado la nueva derecha representada por C´s (Ciudadanos). Esas manifestaciones realizadas por cualificadas voces de los sectores más poderosos del país, alguno de ellos corresponsables de la generación de la crisis y sus graves consecuencias para una mayoría social , pretendían por un lado generar miedo en la ciudadanía y por otro condicionar y presionar a las formaciones políticas que podían determinar con su posición un cambio político real desde la izquierda, en concreto al PSOE; hasta que punto consiguieron su propósito es una cuestión a valorar. En mi opinión poco efecto tuvo entre la ciudadanía que votó en un alto porcentaje y a tenor de los resultados, sin miedo a ningún demonio inventado ( a este respecto recordar que en tiempos pasados ese demonio era el PSOE).Si estas presiones influenciaron o no, las decisiones que tomó la dirección socialista es una cuestión que no conozco, más ello no me impide indicar que las decisiones tomadas posteriormente no ayudaban al acuerdo con las formaciones políticas que podían garantizar superar la investidura y consecuentemente formar gobierno. El acuerdo con C´s para la formación de la mesa del Congreso y sobre todo el acuerdo de investidura firmado con la nueva derecha (C´s) hacía prácticamente imposible sumar fuerzas suficientes para investir al Sr. Sánchez, abocando por tanto a nuevas elecciones, como así ocurrió . Si a ello añadimos que, PODEMOS cometió un error grave en relación a la puesta en escena de su ofrecimiento de gobierno de coalición al PSOE y que la nueva derecha (C´s),cuya representación parlamentaria no era determinante para poder garantizar una investidura y la formación de un gobierno, supo aprovechar muy bien el protagonismo que se le regaló vetando la presencia de Podemos en cualquier gobierno que pudiese constituirse, lo que convertía su acuerdo con el PSOE en un instrumento inservible para lograr apoyos y sólo válido para sus intereses partidistas, consistentes en presentarse ante el electorado como una fuerza aparentemente capaz de dialogar con todos, eso sí imponiendo vetos a una formación política que le superaba ampliamente en apoyo electoral, mostrando ya cual iba a ser su estrategia futura, recurrir al viejo fantasma del miedo al comunismo al más puro estilo de una rancia y vieja forma de hacer política. El reciente viaje de su líder Sr. Rivera a Venezuela, de claro corte electoralista y exento de cualquier intento de mediación para ayudar a mejorar la situación política en ese país, y sin embargo repleto de referencias a la política española y ataques a Podemos, así lo atestigua.
Conseguir acuerdos es bueno en cualquier faceta de la vida social y quizá con más sentido en la vida política; más no conseguirlos en un momento concreto no determina en absoluto no puedan producirse posteriormente. En mi opinión estos días de precampaña electoral cara al 26-J han mostrado ya algún ejemplo que puede ayudar a no repetir errores: ante la propuesta realizada por el candidato socialista, Sr. Sánchez, consistente en la posible implantación de un impuesto especifico para garantizar nuestro sistema público de pensiones, toda la derecha( P.P y C´s) ha manifestado su desacuerdo; por el contrario la coalición Podemos- Iu- Equo ha manifestado su interés y acuerdo con la misma. Esta clarificación de posiciones en temas de tanta trascendencia, facilita vislumbrar que tipo de acuerdos serán posibles y que fuerzas políticas podrán concretarlos. Parece lógico que el P.P no comparta la propuesta del Sr. Sánchez toda vez que su gobierno ha saqueado la hucha de las pensiones , ha eliminado el mantenimiento del poder adquisitivo de las mismas y ha inducido a la ciudadanía a que se provean de planes privados de pensiones( quienes puedan obviamente, en ningún caso quienes tengan salarios de miseria que hoy por desgracia son muchos españoles) y C´s no parece estar en posición distinta a la del Partido Popular. Este tema tan trascendental, las pensiones públicas, ha mostrado ya quienes representan modelos sociales muy diferentes y por ello intentar acuerdos imposibles no es el camino para poder conformar un cambio real y necesario en nuestro país.
En mi opinión, no hablaría tanto de fracaso sino de situación nueva y complicada, donde hubo errores graves de la mayoría de actores políticos. Nada dramático por cierto, quizá positivo incluso, si todos, fuerzas políticas y ciudadanos somos capaces de reflexionar buscando lo mejor para una amplia mayoría social.
En relación a la opinión publicada mayoritaria, sosteniendo que la falta de acuerdo y en consecuencia la obligada repetición de elecciones pueda comportar un mayor nivel de abstención, es innegable que ese hecho puede producirse más en mi opinión no necesariamente, y me lleva a pensarlo mi creencia en la madurez de los españoles que hoy conocen más hechos que podrían incitar aún más, su disposición a ir a las urnas:
Los españoles saben hoy que la política antisocial del gobierno del Sr. Rajoy no ha servido ni siquiera para conseguir su sacrosanto objetivo de reducir el déficit tal y como le exigía la troika. Sistemáticamente el gobierno del P.P ha incumplido el objetivo de déficit marcado por Bruselas que en consecuencia impone se realicen más recortes que afectarían a los servicios esenciales (sanidad, educación, dependencia); es decir la salvaje austeridad impuesta a las clases media y trabajadora sólo ha servido para generar sufrimiento y desigualdad; conocen también que la deuda pública de nuestro país supera el 100% del PIB cosa que no ocurría desde comienzos del siglo pasado. Saben también los españoles que un ministro en funciones ha tenido que dimitir por operar en paraísos fiscales, han conocido asimismo que la esposa del exministro y actual comisario europeo ,Sr. Arias Cañete, se acogió a la amnistía fiscal aprobada en un Consejo de Ministros donde él participó, aflorando cifras muy importantes de dinero, así como que ha aparecido en los Papeles de Panamá; asimismo han conocido los ciudadanos que la corrupción estructural del P.P en Valencia era aún más brutal y escandalosa de lo que ya se conocía, financiación ilegal y blanqueo de dinero son algunos de los graves delitos que se imputan a los populares valencianos, también conocen que al Sr. Cotino exdirector general de la policía y expresidente de las Cortes Valencianas se le imputan gravísimos delitos en relación con el viaje del anterior Papa a Valencia(asociación ilícita, malversación de caudales públicos, fraude en la Administración Pública, cohecho pasivo y prevaricación continuada). Asimismo los ciudadanos han asistido a la actuación de un gobierno en funciones negándose a rendir cuentas ante un Parlamento legalmente constituido, mostrando así su escaso talante democrático. Saben también que si el P.P sigue gobernando después del 26-J, seguirá aplicando la política austericida que nos ha llevado a ser uno de los países con más desigualdad y pobreza; a este respecto los ciudadanos han conocido gracias a los medios que el Sr. Rajoy ha remitido una carta al Presidente de la Comisión Europea, comunicándole que aplicará esos recortes después de las elecciones si sigue gobernando. Una vez más la ocultación y la mentira son señas de identidad del comportamiento político del candidato Rajoy.
Saben también los españoles que en la Comunidad de Madrid sigue gobernando el P.P , a pesar de estar enfangado hasta las cejas en casos de corrupción, con el otrora poderoso Sr Granados entre rejas, con sospechas fundadas e importantes sobre actuaciones del expresidente Sr. Ignacio González, con la Gürtel al completo, la trama Púnica extendida al estilo de la Cosa Nostra por una buena parte del territorio regional, y con la muy posible investigación (imputación) por corrupción política a un diputado regional del actual grupo parlamentario popular. Saben los madrileños que la Sra. Cifuentes es desde hace muchos años dirigente muy cualificada de ese Partido Popular y también tienen la certeza que sólo el apoyo de C´s ha impedido una existente alternativa real de cambio. Saben también los madrileños que tras un año del gobierno presidido por Cifuentes y apoyado por C´s , la televisión pública madrileña sigue siendo un instrumento propagandista en manos del P.P, la Sanidad pública madrileña sigue privatizada en un porcentaje elevado, las listas de espera son insoportables y se siguen nombrando gestores sanitarios a dedo. Saben también los madrileños que la actual Delegada del Gobierno en Madrid, Sra. Dancausa, tiene una forma muy peculiar de entender el derecho fundamental de libertad de expresión, quizá imbuida de los principios de la ley mordaza.
Una amplia mayoría de madrileños tienen la percepción de que nada ha cambiado y que el P.P madrileño, cuya gestora preside la Sra. Cifuentes, no toma ninguna iniciativa real contra la corrupción y sólo reacciona tarde y mal cuando la justicia o los medios afloran nuevos casos; también perciben los madrileños la ambigüedad y tolerancia de C´s ante estas situaciones, manteniendo su apoyo al Gobierno de Cifuentes.
Ante las nuevas elecciones , conocido todo lo anteriormente enumerado, se hace necesario que los partidos que apuestan por un cambio real que permita avanzar a mayores niveles de igualdad, participación y progreso, presenten programas electorales con propuestas claras, sin ambigüedades, que beneficien a la mayoría social castigada duramente con la excusa de la crisis. Si esta premisa se cumple, generando por tanto confianza en el electorado, parecería razonable preguntarse:
¿Es razonable esperar que unos ciudadanos responsables, puedan permitir que el P.P siga gobernando? ¿No sería lógico pensar en una afluencia masiva a las urnas para salir de una situación social que está enviando a la pobreza a la clase trabajadora y está destruyendo una parte importante de la clase media?¿ Va a ser posible una vez más, que el miedo impida a una mayoría ser protagonista activa del cambio económico, social y político que necesita?
En mi opinión, desde la confianza en la ciudadanía espero el próximo 26-J una alta participación; sin ignorar el razonable cansancio que puede producir tantas campañas electorales como las habidas en nuestro país en los últimos tiempos, creo sin embargo que los españoles en libertad garantizarán con su voto la posibilidad de realizar un cambio real que pasa por políticas absolutamente opuestas a las realizadas por el gobierno del P.P. Un cambio real que sólo puede hacerse desde la izquierda y que será apoyado por amplios sectores de las clases medias que saben hoy que la persistencia de la política neoliberal defendida por la vieja y nueva derecha lleva a su destrucción. Nos jugamos el porvenir de nuestras generaciones futuras, no podemos dimitir de este compromiso. NO PODEMOS FALLAR."
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2016.04.28 08:54 EDUARDOMOLINA Rajoy , el indecente decente.Se avecina una lucha sin cuartel. Echarán mano de sus especialistas en la guerra sucia, tienen un importante arsenal, para tratar de romper la columna vertebral de Podemos e IU.- Fernando López Agudín. Diario Público.

http://blogs.publico.es/fernando-lopez-agudin/2016/04/28/rajoy-el-indecente-decente/
"Sánchez ha rectificado, Rajoy no. Por lo tanto, el presidente de Gobierno en funciones ya no es indecente, el secretario general del PSOE continúa siendo un miserable. Signo inequívoco de la muy desigual correlación de fuerzas en el bipartidismo. La Moncloa ha doblegado el pulso que le echaba Ferraz. El líder socialista intenta allanar el camino hacia el pacto con el PP, a la vez que busca patéticamente un lugar al sol de la Gran Coalición, que tratará de formar si el Partido Popular evita el sorpasso de Podemos en las elecciones del 26 de junio. La convocatoria electoral refleja la contundente derrota política de quienes, tras el fracaso del llamado Gran Centro, aún se resistían como gatos panza arriba a ser pasados por las urnas.
Ya puede cerrar su teléfono Baldoví, que dijo que no lo cerraría por si el PSOE recapacitaba. Es toda una lección para los dirigentes de Compromís y demás hombres de mejor o peor voluntad. El intento de instrumentalizar la pluralidad de Podemos, evidente en este pacto a espaldas de Pablo Iglesias, apenas ha tenido recorrido, ya que el margen de maniobra de Pedro Sánchez es nulo. Por un lado, Albert Rivera denunciando el acuerdo de su socio, y por otro, Susana Díaz, obligándole a sustituir un gobierno de coalición por uno de independientes, lo convirtieron en papel mojado. No ha sido la primera tentativa socialista para intentar romper Podemos y, probablemente, si Iglesias se descuida no será la última antes de que se abran las urnas.
El problema grave del PSOE es que está muy quebrado. Viejos contra jóvenes, socioneoliberales contra socialdemócratas, partidarios de sumarse a la Gran Coalición frente a los que querrían impulsar la unidad popular con Podemos e IU. No es casual tampoco, al margen de la vinculación de Juán Luis Cebrián en los papeles sucios de Panamá, la ruptura de la potente red mediática, creada bajo los gobiernos de Felipe González y Rodríguez Zapatero, que tan importante papel ha jugado desde finales de diciembre. El momento de esta crisis no puede ser peor para el PSOE. Justo en vísperas de su más arriesgada campaña electoral, el grupo Prisa y la Sexta se enfrentan duramente por un grave problema personal del Presidente Ejecutivo de Prisa, Juan Luis Cebrián.
La preocupación cunde en todas las altas instancias del sistema. Más allá de las consecuencias personales para políticos y periodistas, lo que les alarma es el fracaso del tándem Rivera-Sánchez, a la hora de intentar encubrir la política de Rajoy, con un disfraz regeneracionista que sirviera de cebo para incautos e ilusos. Solo les queda Rajoy, al que hasta ahora pretendían presentar como chivo expiatorio de la corrupción, para vender un recambio personal sustitutivo de un cambio político y económico. Hoy les toca viajar a la Moncloa, como antaño lo hicieron a Canossa, aún sabiendo que su inquilino es el menos indicado para librar la inminente batalla electoral. Pero no hay otro.
Hay que remontarse muchas décadas atrás para poder encontrar unas elecciones análogas. Estas elecciones ya no van a consistir en escoger entre la alternancia PP o PSOE, como en todas las citas electorales desde 1977, sino en elegir entre dos alternativas: el modelo social precario de PP-Ciudadanos o el modelo social solidario Podemos e IU. El desconcierto de los poderosos es ilimitado. Más de cuarenta años de hegemonía absoluta desembocan en un poder social contra hegemónico. Para colmo de sus desgracias, deben batirse solo en la trinchera socioeconómica sin la cobertura de la supuesta amenaza catalana o los crímenes de ETA.
Se avecina una lucha sin cuartel. Echarán mano de sus especialistas en la guerra sucia, tienen un importante arsenal, para tratar de romper la columna vertebral de Podemos e IU. Impedir que se forme e impedir que sirva de buen soporte a la hegemonía social de los de abajo. El práctico empate existente en la primavera entre PP y Podemos_IU, unos seis millones de votos, puede convertirse en el sorpasso de las fuerzas progresistas nada más comenzar el próximo verano. Si sucediera así, los poderosos tienen dudas más que fundadas sobre cuál sería la futura línea del PSOE, una vez desalojada la guardería política que es hoy Ferraz. No son lo mismo, aunque digan lo mismo, los herederos de González, partidarios de la Gran Coalición, que los de Zapatero, que guardan un significativo mutismo. Para no correr ese riesgo, todos los poderes políticos, económicos, sociales e institucionales de la vieja España van a ser movilizados en orden cerrado de combate contra Garzón e Iglesias."
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2016.04.23 17:16 EDUARDOMOLINA Pablo Iglesias y el secreto inconfesable de la crisis de la prensa.Los medios oficiales tratan “bien” a Ciudadanos y mantienen una campaña contra Podemos, innegable, que opera como gota malaya y ya surte efectos, aunque el país empieza a descubrir el lodazal.- Rosa María Artal. ctxt

http://ctxt.es/es/20160420/Firmas/5564/Pablo-Iglesias-periodismo-corporacion-empresas-corrupcion-Tribunas-y-Debates.htm
"El jueves 21 tenía una cita con Pablo Iglesias para grabar una entrevista en su programa Otra vuelta de Tuerka. A la vista de las que hizo a Rosa María Calaf e Iñaki Gabilondo, acudí encantada. Cuando él llegó, comentó lo ocurrido en la Universidad. Se mostraba un tanto sorprendido de la repercusión de sus palabras. Instantánea. Porque apenas en el camino de vuelta al centro de Madrid ya había saltado en Twitter el hashtag #IglesiasContraLaPrensa que no dejó de crecer hasta llegar al paroxismo habitual. Fue como si se hubiera desencadenado la Tercera Guerra Mundial, el problema más grave de este país llamado España. Entrevistas a Rosa María Calaf, a Iñaki Gabilondo, a otros periodistas, a mí… Para odiar a la prensa, disimula bien su inquina.
El contexto es esencial, como dice en su lema este medio, ctxt.es. Veamos. Se presentaba en la Universidad Complutense un libro de Carlos Fernández Liria editado por La Catarata. Rara vez esta modesta y esforzada editorial habrá contado con tal afluencia y tal presencia de medios. Sería por Pablo Iglesias. Sería. Fernández Liria es profesor de Filosofía. Asistir a una charla suya es una inyección de ideas. Brillante y provocador, sus palabras son un estímulo constante a la reflexión, al espíritu crítico, a ir más allá. Escucharle invita a huir de la mediocridad. Palabras mayores para momentos de acusada literalidad del pensamiento. Es el contexto. En la Universidad, no en una rueda de prensa. Por lo demás, lo que Iglesias dijo -–y hay que oír la intervención-- es la verdad. Corren tiempos muy duros para el periodismo y ése es el auténtico problema a resolver. De enorme gravedad.
La prensa oficial mantiene una campaña contra Podemos, innegable, que opera, sin embargo, como gota malaya que ya surte efectos. A veces llega a resultar hasta jocosa, en su empecinamiento y desmesura. Portadas encabezadas por dos o tres noticias contra la formación, a diario, editoriales que ruborizan… .
"Tras ejecutar a Nikolái Yezhov, jefe de su policía secreta, Stalin ordenó que fuera borrado de las fotografías en las que aparecían juntos. Mao hizo lo mismo con Bo Gu, con el que había compartido la Larga Marcha y que desapareció de una vieja imagen en la que se les veía posando sonrientes. Kim Jong-un aprendió de su padre que no hay nada como un pelotón de fusilamiento para afianzarse en el poder: ejecutó a su tío Jang Song-thaek y después lo eliminó del álbum familiar. La consigna en los regímenes comunistas, a la hora de purgar al camarada descarriado, es que no quede nada de él. Ni su recuerdo".
Así comenzaba, para asimilarlo a Pablo Iglesias, una columna escrita hace un mes por David Jiménez, director de El Mundo, el diario en el que trabaja el periodista aludido por el secretario general de Podemos. El mismo que esta semana anunciaba un ERE para 185 de sus trabajadores y otros 39 más de otros medios de la empresa Unidad Editorial.
Una campaña cierta. Nos consta. "Me consta cómo algunos comités editoriales de algunos medios pusieron una línea roja por la que solo valía que apareciera Podemos para informar negativamente sobre la formación política y sus líderes", escribe José Sanclemente en eldiario.es. Añadiré, en inciso, que consta también que “a Ciudadanos hay que tratarlo bien”. Ayer, todos volvieron a la carga rasgándose las vestiduras:
"Debería saber Iglesias que la regla de juego básica de la prensa en una democracia es la veracidad, y que su labor fundamental es el control del poder para evitar abusos, corrupciones o agresiones gratuitas como la suya", tronaba el editorial de El País. Paradójicas sentencias, cuando no han publicado ni media palabra de la relación de Blesa o la actual mujer de Felipe González en los #PapelesdePanamá, por poner solo un ejemplo. Ni El País ni sus colegas de la mañana. Hurtar noticias es grave. Es como si en una carretera en obras no se advirtiera al conductor de un socavón profundo.
Cada palabra de lo dicho o escrito por Caño, Herrera, Jiménez, Prego… se les vuelve en contra por sus hechos. Lo más grave es, sin embargo, que la verdad la conocen hasta quienes critican “el ataque al periodista y al periodismo en sí”. Entre el aluvión de artículos publicados en apenas 48 horas, hemos sabido que la dirección de El País se plantó en la redacción para decir "que confía en que Ciudadanos entre en el Gobierno y juegue un papel fundamental en la política española, y no sólo eso, sino que espera que el periódico contribuya a eso", según contó Íñigo Sáenz de Ugarte. Y esto va mucho más allá de lo que suele denominarse “de tendencia” (progresista, conservadora…). Esto es participar en política sin avisar a los lectores. Es hacer política más que información. Otros medios no precisan ni advertir de sus intenciones.
Leímos todos que la nueva Comisión de Interior del Congreso constató la existencia de una policía política al servicio del PP. Que así se elaboró un delirante informe contra Pablo Iglesias (PISA, por Pablo Iglesias. S.A) que la justicia ha rechazado casi con rubor, como otros que les antecedieron y que han sido desestimados también. Pero que no por eso dejaron de difundir y amplificar los medios y hasta toda una vicepresidenta del Gobierno. Al margen de la identidad de la víctima –Iglesias, Podemos-- esto hubiera tenido consecuencias en un país serio. Eso sí, los afectados casi siempre son los mismos, y los ejecutores siempre, siempre los mismos. Da la sensación de que, aquí, a quien le toca ha de aguantarse.
Es cierto que otros políticos en todas las épocas han sufrido los rigores de una prensa política que sale de su función de informar para ejecutar a quien le molesta. Adolfo Suárez, por ejemplo, Felipe González, Julio Anguita y, ahora, todo el que asome la cabeza en Podemos. Lo del concejal Guillermo Zapata es para crear un trauma. Ahora arrecian contra Ada Colau; levantada la veda, no se para en medios para atacarla. Actualmente la Caverna ha ampliado sus instalaciones, apenas se ve la luz salvo en los digitales, en algunos digitales. Y saberlo no es excusa para callarse y admitirlo como irremediable. Aunque, ¡ay del que caiga en las fauces de esta jauría!
La crisis de la prensa termina siendo un secreto a voces del que está prohibido hablar. Demasiadas cartas marcadas para que el juego sea limpio, o medianamente decente y al servicio de los intereses de la sociedad. Está muy claro cuáles son los suyos, y quién los obstaculiza.
Imprescindible hablar de los pobres periodistas que sufren las políticas de sus empresas. Las que, en bancarrota por su mala cabeza, han tenido que sentar en su accionariado a los principales bancos acreedores. O las que subsisten con la eufemísticamente llamada publicidad institucional, esa medida de gracia del gobierno. No suelen “Morder la mano que les da de comer”. O las que, en TVE, por ejemplo, han de plegarse a las redacciones paralelas al servicio del PP. O, en otras televisiones públicas, para quien sea que ostente el gobierno. O, en televisiones privadas, a intereses comerciales y empresariales que son su razón de ser.
“Con Pablo Iglesias sí nos atrevemos”, firma Antonio Maestre en La Marea. Y así es. Periodistas que se comieron varias veces el Plasma con Rajoy en una de las imágenes más patéticas para la profesión que se hayan dado se ponen ahora estupendos, porque el periodismo es, al parecer, la única profesión exenta de esa práctica.
Los que se han comido también los soliloquios de políticos en lo que llamaron “ruedas de prensa sin preguntas”. Los que admiten como inevitable la manipulación, exclusión de noticias, y desmesuras de sus medios. Los que llegan a suscribirlos con su trabajo. Los que contemplan expulsiones y purgas, mirando para otro lado, mientras sus jefes mantienen impresionantes sueldos y bonus. Los que solo hacen piña corporativa cuando el presunto infractor es contrario a los intereses de su empresa. La comprensión confirma que las cosas no se hacen como debieran. Son tiempos difíciles, sí, pero si algo se puede aprender de la trayectoria seguida es que ceder nunca es una solución, ceder es siempre la antesala para ceder más. O tragar.
Está sucediendo aquella desproporción de la que hablaba Thomas de Quincey en el siglo XIX y que cita el científico Javier López Facal en un artículo que casualmente habla de mandamientos, sexo y pornografía: “Si un hombre se deja tentar por un asesinato, poco después piensa que el robo no tiene importancia, y del robo pasa a la bebida y a no respetar los sábados, y de esto pasa a la negligencia de los modales y al abandono de sus deberes”.
Pablo Iglesias volvió a centrar la atención mediática de forma desmedida en un país que empieza a descubrir el lodazal en el que vive. Estamos conociendo, menos mal, las tácticas mafiosas de Ausbanc y Manos Limpias, a las que durante años sucumbieron o en las que participaron estamentos esenciales del Estado. Bancos, jueces… ¿Qué está pasando aquí? ¿Por qué no dijeron nada los afectados por los chantajes y extorsiones? ¿Los medios lo ignoraron durante décadas? ¿Es todo o la punta de otro iceberg? El PP ha sido judicialmente acusado de ser una organización criminal, aunque los medios tengan mala memoria para recordarlo. Y hasta de homicidio, recientemente en Galicia.
La ley del embudo rige en el pago de impuestos, mientras lideramos las desigualdades en Europa. Nos están envenenando con las emisiones tóxicas de los automóviles trucados, y la decisión que adopta la UE (con España dentro y en cabeza) es aumentar el nivel permitido de gases nocivos. Todo por el lucro. O la codicia. La prensa española parece haber habilitado una corresponsalía en Caracas. No en Panamá. Tampoco en Arabia Saudí, por poner un caso, que es cliente principal en armas, con su querencia por el islamismo radical.
Y, así, El Mundo precisamente nos cuenta, este sábado 23 de abril, que “en Venezuela el 12% de la población no come tres veces al día”. Ellos mismos publicaron que 2,2 millones de personas sobreviven en España alimentándose en comedores sociales. Y no dan tres comidas al día. O sin encender la calefacción. O sin cocinar, comiendo latas o prefabricados. La pobreza energética ha aumentado en esta legislatura un 69%, en datos oficiales, como negó a Jordi Évole José Manuel Soria, el exministro hoy aclamado por los suyos como víctima caída de los Paraísos Fiscales. Afrontando, pese a los duros recortes de servicios, el pago de una Deuda Pública que Rajoy ha llevado a niveles históricos e impagables. Más de un billón de euros. El 100% del PIB, cuando la cogió en el 70%.
Callar es secundar todo esto, sin más eufemismos. Éste es el sistema que se quiere preservar. El que torpedea los cambios por el método que sea. Y hay pocas cosas que paguen esa adormidera para la conciencia.
¿Y el problema es Pablo Iglesias ironizando sobre el periodismo actual?"
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2016.04.13 12:21 EDUARDOMOLINA Cameron se salva de la hoguera (de momento). El pasado sábado se manifestaban frente a la residencia londinense del primer ministro británico, un millar de británicos para pedir la dimisión del político. Corbyn al alza. Bárba Celis. ctx.es

http://ctxt.es/es/20160406/Politica/5354/Cameron-papeles-de-Panama-Mossack-Fonseca-evasion-de-impuestos-Europa.htm
"“¿Envidia? Por supuesto que me dan envidia los islandeses pero yo vivo en Reino Unido y aquí somos más reservados. Nos cuesta más sacarles los colores a los políticos y nos asusta cambiar el statu quo. Pero quizás esta protesta, aunque modesta, sea el principio de algo más grande”. El pasado sábado Abel Losantos se manifestaba frente a la residencia londinense del primer ministro británico, David Cameron, junto a un millar de británicos para pedir la dimisión del político. “No me ha sorprendido saber que Cameron había ganado dinero a través de un paraíso fiscal. Siempre hemos sospechado que los tories son unos chorizos pero que se haga público y encima él se pase cuatro días negándolo son palabras mayores” .
Cuando Losantos y los otros indignados británicos tomaron las calles el sábado, los Papeles de Panamá ya habían provocado su primera víctima política, el primer ministro islandés Sigmundur Davíð Gunnlaugsson, quien se tambaleó durante cuatro días de protestas ciudadanas y el viernes finalmente dimitía tras conocerse que tenía varios millones en un paraíso fiscal. Los británicos reunidos frente al 10 de Downing Street soñaban con un final similar para su primer ministro pero bastaba con mirar alrededor para darse cuenta de que allí la indignación por el comportamiento fiscal de su cabeza de gobierno sólo ha provocado una brisa comparada con el huracán islandés.
No obstante, para la oposición laborista encabezada por Jeremy Corbyn era demasiado suculento dejar pasar la ocasión de apuntar con el dedo al líder conservador tras descubrirse que éste tuvo acciones de un fondo de inversión que dirigió su padre, Ian Cameron, en un paraíso fiscal. Las voces contra Cameron han ido in crescendo desde que el nombre del primer ministro apareciera el 4 de abril en los Papeles de Panamá. Una semana después la indignación llegaba oficialmente a la Cámara de los Comunes, donde David Cameron fue obligado a ofrecer una explicación sobre sus finanzas. Allí confirmó que obtuvo 19.000 libras de beneficio gracias a la venta en 2010 de sus acciones en el fondo de inversión Blairmore, creado a través de Mossack Fonseca por su padre. El primer ministro no quiso reconocerlo cuando se publicaron los Papeles de Panamá una semana antes –“son asuntos privados”, dijo entonces-- pero tras una lamentable gestión de la crisis finalmente lo admitió el pasado jueves. Él y su esposa vendieron esas y otras acciones poco antes de que Cameron se convirtiera en primer ministro; “para evitar que se me pudiera acusar de tener conflictos de intereses”, dijo el lunes ante el Parlamento, y recordó que había cumplido con todas sus obligaciones fiscales.
“ Las voces contra Cameron han ido in crescendo desde que el nombre del primer ministro apareciera el 4 de abril en los Papeles de Panamá. Una semana después la indignación llegaba oficialmente a la Cámara de los Comunes, donde David Cameron fue obligado a ofrecer una explicación sobre sus finanzas ” Un día antes, en un alarde de transparencia, Cameron había publicado sus últimas seis declaraciones de la renta, donde entre otras cosas se descubría que su familia habría evitado pagar los impuestos de sucesión a través de regalos en metálico --200.000 libras entre 2011 y 2012-- de la madre del primer ministro a su hijo. Todo esto fue reiterado en la declaración de Cameron ante el Parlamento, donde cinceló varias frases para la historia del escaqueo fiscal: “Es perfectamente natural que la gente quiera dejar dinero a sus hijos (en alusión a los regalos de su madre). […] Sindicatos y medios de comunicación como la BBC o The Guardian tienen dinero en fondos de pensiones como el de Blairmore, es una práctica normal y su objetivo no es la evasión fiscal. […] Es justo que hagamos lo posible por endurecer las leyes y cambiar la cultura sobre las inversiones que permiten evitar la imposición fiscal y para disuadir la evasión fiscal pero hay que diferenciar entre las empresas creadas para reducir de forma artificial la imposición fiscal y aquellas que alientan la inversión. […] Somos un gobierno y un país que cree en las aspiraciones y en la creación de riqueza y defendemos el derecho a ganar dinero legalmente y a quienes invierten en acciones para mantener a su familia. Aspiración y creación de riqueza no son palabras sucias, son la clave del crecimiento y la prosperidad de nuestro país”.
En realidad ni Sigmundur Davíð Gunnlaugsson ni Cameron habrían cometido técnicamente ningún delito. Pese a la crisis financiera de 2008 y las muchas palabras que los políticos pronunciaron entonces sobre su voluntad para atajar el fraude fiscal, lo cierto es que sigue sin ser lo mismo evadir impuestos que evitar pagarlos mediante la ingeniería financiera legal que proporcionan los paraísos fiscales. El problema es que, como el propio Cameron dijo en 2012 a propósito de las finanzas de un célebre comediante británico, Jimmy Carr, del que se supo que desviaba sus ingresos a paraísos fiscales para pagar menos impuestos en Reino Unido, “lo que ha hecho no es ilegal pero es inmoral e hipócrita”. El mismo comediante al que fueron dirigidas aquellas palabras ha vuelto a hacerse célebre estos días con un tuit sobre Cameron en el que decía: “Voy a ser elegante. Sería inmoral e hipócrita hacer comentarios sobre las cargas impositivas de otro individuo”.
Consciente de esas contradicciones, Jeremy Corbyn aprovechó el encuentro en la Cámara de los Comunes para recordarle a Cameron el sentir general de los británicos ante la que sin duda ha sido la crisis política más grave que ha sufrido el primer ministro, ni siquiera comparable a aquella del cerdo y su miembro. “Lo que ha quedado claro esta semana va más allá de la privacidad fiscal: hay unas reglas para los superricos y otras para el resto de la población. ¿No se dan ustedes cuenta de que llevamos sufriendo seis años de austeridad? La gente normal quiere justicia. El Reino Unido es el centro de la industria de la evasión fiscal global, es un escándalo nacional y se tiene que terminar”, proclamó el líder de la oposición. Entre las preguntas que le lanzó Corbyn –y que Cameron no contestó-- quedó sin respuesta la de las 72.000 libras que ingresó el político tory por otras acciones vendidas en 2010 y cuya procedencia se desconoce. “¿También venían de un paraíso fiscal?”, inquirió Corbyn, quien sudó tinta para llegar a tiempo a la cita en el Parlamento con su propia declaración en la mano. Pese a haber sido el primero que le pidió a Cameron que desvelara lo que pagó a Hacienda, él no consiguió presentar la suya hasta el mismísimo lunes a la hora de la comparecencia porque la había perdido.
“ El Reino Unido es el centro de la industria de la evasión fiscal global, es un escándalo nacional y se tiene que terminar”, proclamó el líder de la oposición ” Pese a las bromas que hizo el primer ministro por la tardanza de Corbyn, en ella no se desvelaba ningún ingreso sospechoso –su sueldo de diputado, unas 70.000 libras al año, casi 2.000 como conferenciante y una multa de 100 libras por hacerla tarde--, como tampoco en la de Nicola Sturgeon, la primera ministra escocesa. El lunes también se daban a conocer los ingresos del secretario del Tesoro, George Osborne, que optó por declarar sólo el último año fiscal --recientemente la empresa de su familia fue objeto de una investigación por no pagar el impuesto de sociedades durante ocho años-- y los de Boris Johnson, el alcalde de Londres, que ganó dos millones de libras en los últimos cuatro años, por los que pagó casi un millón en impuestos.
El domingo David Cameron había reconocido que era buena idea que los principales miembros de su gobierno y de la oposición hicieran públicas sus cuentas para demostrar a los ciudadanos su compromiso con la transparencia y porque “son ellos quienes cuidan o aspiran a cuidar de las finanzas de los ciudadanos” pero en su discurso ante el Parlamento afirmó que no esperaba que los parlamentarios rasos estuvieran sujetos al mismo tipo de escrutinio. “Tendríamos que pensar con cautela que se abandonara la confidencialidad fiscal de todos los miembros de esta cámara. Si esto ocurre la gente también haría preguntas sobre los responsables de los gobiernos locales, sobre quienes dirigen empresas públicas o sobre los miembros de la prensa. Sería un gran cambio para este país y no debería hacerse sin un amplio debate y yo no soy favorable a ello”, zanjó.
En Europa sólo países como Noruega juegan a la transparencia absoluta y permiten que cualquier ciudadano pueda husmear en la declaración de la renta no ya de su presidente sino de cualquier otro ciudadano... ¡desde hace 150 años! En el resto de Europa sólo algunos países como Francia permiten publicar las cuentas de su presidente mientras éste permanezca en el gobierno. En Estados Unidos tampoco es obligatorio aunque es costumbre publicar las de cada uno de los presidentes electos. En España se recomienda, aunque no hay ninguna ley que obligue a ello.
“ Cameron anunció medidas cosméticas dirigidas sin duda a apaciguar una tormenta que le ha alejado de la que hasta estos momentos era su prioridad absoluta: hacer campaña en contra del Brexit ” Para apaciguar la tensión provocada por su propio escándalo Cameron aprovechó su comparecencia para anunciar nuevas medidas legales dirigidas a combatir el fraude fiscal: la creación de un equipo dedicado íntegramente a la investigación de los Papeles de Panamá, la tramitación de una nueva ley que permitirá perseguir a bancos y empresas que ayuden a evadir impuestos y un nuevo acuerdo con los países que funcionan como paraíso fiscal para compartir información con el Reino Unido. Medidas cosméticas dirigidas sin duda a apaciguar una tormenta que le ha alejado de la que hasta estos momentos era su prioridad absoluta: hacer campaña en contra del Brexit.
A ello volverá con más vigor que nunca esta misma semana, tras una crisis que sin embargo ha unido como una piña a un partido, el conservador, en el que las divisiones ante el referéndum sobre el Brexit habían creado fuertes grietas. La privacidad de sus bolsillos es un asunto que preocupa por igual a todos los tories, como demostraron todas las intervenciones del lunes en la Cámara de los Comunes.
Ahora habrá que ver si esta crisis, que el gobierno ha dado por superada tras la comparecencia de su primer ministro, tendrá algún impacto en la campaña por el Brexit. De momento esta semana se le han sacado los colores a Cameron por haber invertido nueve millones de libras en folletos informativos y en una web a favor del sí a Europa. De este modo ha evitado los límites de siete millones de libras para cada bando que imponen las campañas para los referéndums, que en el caso de la consulta sobre la permanencia en la Unión Europea arrancará oficialmente el día 15. Nigel Farage, el lider del partido antieuropeo UKIP, quien por cierto se ha negado de forma radical a presentar su declaración de la renta, ha acusado a Cameron de utilizar el dinero de los contribuyentes para decir mentiras sobre Europa. Y miembros del partido tory como el ministro de Justicia, Michael Gove, también le han criticado, aunque sus voces, a la luz del escándalo provocado por los Papeles de Panamá, sólo se han escuchado tímidamente.
No obstante, parece que los políticos ingleses quieren volver cuanto antes al ‘business as usual’ y el lunes por la noche ya volvía a hablarse del asunto de los folletos de Cameron después de que una petición popular para que no se repartan superara las 150.000 firmas, lo que obliga por ley a que el tema se debata en la Cámara de los Comunes. Quién sabe, quizás se discuta al mismo tiempo que otra petición popular, la que con 140.000 firmas solicita elecciones generales porque “las mentiras que dijo Cameron para ganar las elecciones de 2015 ahora se han reconocido como tales y es razonable que el público pueda votar conociendo íntegramente sus verdaderas intenciones”."
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2015.09.02 00:19 bkindbreal La ACP una autoridad sin transparencia

Como joven, me hago muchas preguntas respecto al canal. Entiendo que el canal sea autónomo para proteger su poder del estado. Al mismo tiempo me parece que si la ampliación del Canal es pagada con todos nuestros impuestos porque entonces la ACP (Autoridad del Canal de Panamá) tiene tan poca o ninguna transparencia? Digo esto porque noto una comunicación nula con la ciudadanía de parte de la ACP
La ACP responde a auditorias? Porque la Asamblea Nacional no cita y fiscaliza a los dirigentes? En momentos donde percibo problemas con nuestro canal, es aterrador pensar que esta ampliación estuviera en aprietos.
El canal tiene un costo de mas de 5 mil millones y esta amarrado a deudas a largo plazo que hacen que los gastos sean mucho mayores y de alto riesgo en situaciones de inestabilidad.
que piensas tu?
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2015.03.22 19:24 qryq Obama quiere el petróleo de Venezuela

Al final del carnaval, Barak Obama se sacó la careta del Nobel de la Paz, y como presidente de Estados Unidos, dio una orden ejecutiva -sin necesidad de pasar por el Congreso- para declarar como "emergencia nacional" a Venezuela por su <> No creo que ningún estadounidense se halla sentido o se sienta amenazado por Venezuela. Lo que no ha cambiado, son las apetencias de Washington por adueñarse del petróleo venezolano.
La Unión de Naciones Suramericanas (UNASUR) rechazó las sanciones -a las que calificó como <>- y solicitó a EEUU derogar el decreto donde se cataloga a Venezuela como una amenaza inusual y extraordinaria para su seguridad. Los Cancilleres, reunidos en Quito, también pidieron a EEUU resolver sus diferencias con Venezuela mediante el diálogo, y no con la imposición de sanciones que violan todo el Derecho Internacional.
Si bien no hay duda sobre la agresividad imperialista, sí las hay al respecto a sus capacidades para llevarla a adelante. Su preocupación mayor quizá sea la germinación de las semillas que sembró Hugo Chávez, no sólo en América Latina. La provocación de Obama se trata de una escalada de guerra psicológica y una preparación para un mayor intervencionismo. Los estrategas estadounidenses quieren descarrilar los Gobiernos progresistas en la región. Apoyan e incitan la desestabilización en Argentina y Brasil, preocupados por los abruptos cambios incluso en Europa (Grecia y España, principalmente).
En lugar de una invasión inmediata a Venezuela, seguramente Estados Unidos persistirá con la guerra económica, el terrorismo mediático, el acoso político, la acción militar limitada a partir de comandos paramilitares enviados desde Colombia, y el debilitamiento de la unidad de la Fuerza Armada Nacional Bolivariana (FANB). <>, señaló el presidente Nicolás Maduro.
Pero además, lo que busca EEUU es debilitar los organismos de integración en los que Venezuela tiene mayor influencia, como Alba, Petrocaribe, Mercosur, y de ahí en adelante, Unasur y Celac, y destruir el Banco del Sur. Asimismo, crear tensión a la diplomacia y los medios contra Venezuela, poner a prueba la solidaridad regional, y facilitar acciones violentas, dentro del País, para estimular la desestabilización, el descontento y el caos.
Las intenciones estadounidenses parecen quedar en evidencia cuando el Nuevo Harold de Miami informa que <>, dictamen que podría tener graves repercusiones en las futuras operaciones del principal pilar económico del país suramericano.
Por el estado de emergencia, Obama tiene poderes excepcionales que le permiten, por ejemplo, imponer sanciones o congelar ciertos bienes (¿tendrá en la mira a la petrolera Citgo, de capitales venezolanos?).
Obama no fue nada original: repitió el verso que sus antecesores y él usaron para invadir tantos países, sin siquiera ruborizarse, dijo estar <>, aun cuando su país jamás firmó la Convención Americana sobre Derechos Humanos, e impuso la tortura aberrante en Abu Ghraib y en Guantánamo. Es el mismo país que reconoció que mintió sobre las armas de destrucción masiva en Iraq y es acusado de armar ejércitos fundamentalistas para desestabilizar regiones; es donde rige la impunidad policial para asesinar a jóvenes negros.
La contraofensiva de EEUU y la derecha latinoamericana insisten en desacreditar Gobiernos legítimamente electos para derrocarlos de una u otra forma. Es cierto lo que la nueva terminología de la derecha llama "transición", lo que ha terminado en golpes burdos en Paraguay y Honduras, y en operaciones más sofisticadas, con importante apoyo mediático, que inducen movilizaciones supuestamente no partidistas, como está haciendo ahora en Argentina y Brasil.
En Venezuela aquellas primeras campañas mediáticas de inicios del milenio instigaron movilizaciones "apocalípticas" y culminaron en un cruento golpe de estado. Luego, tras la elección de Nicolás Maduro, reprodujeron el esquema suponiendo que sin Chávez eso podría resultar... pero no lograron derrocar al Gobierno.
Venezuela va a las elecciones legislativas antes de fin de año, con una derecha fragmentada que ahora se envalentona en su obstinación golpista, y que busca un relevo constitucional. Si la oposición ganase, podría convocar a un referéndum para revocar el mandato presidencial. Lo que falta por saber es si el chavismo irá unido.
UN ATAQUE A LA REGIÓN
Con esta medida, Obama se quita la careta y desnuda a su país como potencia intervencionista en vísperas de la Cumbre de las Américas, en abril, en Panamá, donde el proceso de normalización de relaciones con Cuba ofrecía una notable oportunidad de acercamiento con América Latina.
En realidad, las amenazas de Obama no son solo contra Venezuela, sino sobre todo con América Latina. De las acciones de injerencias de todo tipo, pasó ahora a hechos más concretos. El salto cualitativo es evidente: de la repetición de comunicados y declaraciones de funcionarios de primera y segunda línea, se pasa a un decreto firmado por el mismísimo Obama.
El presidente Nicolás Maduro dijo que <> y aseguró que << Obama asumió la desestabilización directamente en sus manos por el fracaso de varios intentos anteriores para terminar con su Gobierno>>, entre los que contabilizó el portazo opositor en la designación de autoridades de poderes públicos, en noviembre del año pasado, hasta el intento golpista con aviones militares que -insistió- pretendía llevarse a cabo la segunda semana de febrero de este año.
<>, señala el escritor y académico panameño Nils Castro. De nada vale la mojigata explicación de que con tal iniciativa cumple un requisito legal norteamericano. <>, añade.
<>, aseveró Roy Chaderton, embajador venezolano en la OEA. El chileno José Miguel Insulza, saliente secretario general de la OEA, afirmó que <>.
El Gobierno cubano se preguntó cómo amenaza Venezuela a EEUU, a miles de kilómetros de distancia, sin armas estratégicas y sin emplear recursos ni funcionarios para conspirar contra el orden constitucional estadounidense. <>, reza el comunicado cubano. Y resalta que <>.
Incluso la opositora Mesa de Unidad Democrática (MUD) señaló que <>. Mientras, la Fuerza Armada Nacional Bolivariana pidió "cerrar filas ante la agresión" a Venezuela del Gobierno de EEUU, al que acusó de impulsar <>.
En años recientes, Estados Unidos ha declarado estados de emergencia respecto a países como Ucrania, Sudán del Sur, República Centroafricana, Yemen, Libia o Somalia. La explicación de que se trata de un procedimiento "legal, normal" ya usados con países como Irán, Siria o Birmania, entre otros, lleva a muchos a preguntarse qué paralelos pueden existir entre la situación venezolana y la de Gobiernos que Washington consideró hostiles y hasta peligrosos para la paz mundial.
MILITARES Y FISCAL NO GRATOS
Obama incluyó en el anexo de su decreto de "bloqueo de la propiedad y suspensión de entrada de ciertas personas que contribuyeran a la situación en Venezuela" a seis militares y un fiscal, Hatherine Harrington. La concentración del ataque de Obama contra los militares no es nueva: hace pocas semanas el blanco fue Diosdado Cabello, Presidente de la Asamblea Nacional, a quien un ex dirigente de la custioda del comandante Chávez acusó en el diario español ABC, de ser un "capo del narcotráfico".
A algunos sorprendió el incremento repentino de la retórica agresiva contra Venezuela, justo después de la visita de los Cancilleres de Unasur a Caracas para promover el acercamiento ente Oposición y Gobierno. Esa presencia regional significó una derrota política importante para la derecha golpista de Venezuela y para el conjunto de la oposición.
El mensaje fue claro, aunque la prensa hegemónica continental prefirió no difundirlo. <>.
El malestar de los dirigentes golpistas de la oposición venezolana pueden explicar que Estados Unidos se halla precipitado en esta falta de respeto a la soberanía venezolana. Parece que les cuesta entender que ya no existe el patio trasero. Se les acaba la paciencia después de esperar casi 16 años que se termine por la buenas (las urnas) o por las malas, este proceso bolivariano. Quizás esté cansado de tanta frustración (y recursos desperdiciados) ante un pueblo que sigue sosteniendo mayoritariamente al Gobierno democrático y popular.
¿UN PROBLEMA DE PACIENCIA?
Lo cierto es que si bien no existen las condiciones objetivas ni subjetivas para una invasión a Venezuela, EEUU está creando las condiciones a la espera de una favorable correlación de fuerzas en América Latina y el Caribe, y de un grado de conflictividad social que pueda crearse en Venezuela, resultado de la intensa campaña internacional de terrorismo mediático y, sobre todo, de que las fuerzas sociales y políticas que apoyan la revolución bolivariana sigan unidas.
La intervención armada en la actualidad puede ser de otro tipo, como un bloqueo naval con barcos estadounidenses y no permitir la salida del petróleo venezolano durante algunos meses, lo que fortalecería el golpe económico que se ha venido intentando y complementada con acciones directas opositoras en lo interno y con paramilitares desde Colombia que podrían provocar una guerra civil. Así, se tendría la excusa para invadir.
El bloqueo a Cuba no se termina y ya se estaría iniciando un nuevo bloqueo a otro país latinoamericano. Por medio de su declaración sobre Venezuela, Obama parece crear condiciones para justificar el uso de fondos públicos estadounidenses para financiar grupos mercenarios-terroristas y sus acciones contra objetivos civiles y militares en Venezuela, justificadas en la responsabilidad de "proteger" a supuestos estudiantes y dirigentes opositores que los medios internacionales dicen "son víctimas de la más cruel dictadura", plan para el cual Washington viene invirtiendo fondos presupuestados en los últimos años, sin lograr éxitos.
Quizá la transición geopolítica hacia un mundo multipolar incomoda excesivamente al Gobierno de EEUU, sobre todo después de la cumbre Celac-China. Washington no encuentra cómo recuperar su hegemonía unipolar, que comenzara a perder cuando Venezuela inició, a principios de este milenio de la mano de Hugo Chávez, el camino de la integración y la unidad latinoamericana-caribeña. Hugo Chávez ganó cuatro veces consecutivas la disputa presdencial, y Nicolás Maduro, una.
En Argentina, Néstor y Cristina Kirchner vencieron también en varias ocasiones sucesivas; en Brasil, Lula da Silva ganó dos veces y Delma Rousseff otras dos; en Bolivia, Evo Morales venció tres meses; en Ecuador, Rafael Correa también logró tres victorias consecutivas; en Uruguay, el Frente Amplio (con Tabaré Vázquez y Pepe Mújica) ganó tres. La oposición en la región solo ha logrado cambiar el signo político mediante golpes antidemocráticos, tanto en Honduras como en Paraguay. Hasta el momento, nunca por la vía electoral.
En Venezuela, ni la muerte de Chávez, ni lo dos años complejos en lo económico, ni la caída de los precios del petróleo, ni los intentos de desestabilización mediante las guarimbas con sus muertes, han permitido cambiar el Gobierno que hasta el momento es apoyado por la mayoría venezolana cada vez que se acude a una cita electoral. Este es un año de elecciones parlamentarias en Venezuela, y el año próximo se podría convocar a un año revocatorio. Estados Unidos parece haber tirado la toalla de la vía electoral como lo hizo en 2002 cuando apoyó el golpe contra Hugo Chávez.
Torpeza absoluta si supieran desde el Norte que cada vez que el enemigo de afuera saca sus garras, adentro, en Venezuela, la mayoría social se vuelve a unir, sin fisuras, priorizando esta unión frente a cualquier debate que pueda surgir en relación a los nuevos desafíos internos. Para desesperación de la Casa Blanca, según últimas encuestas realizadas por firmas como Hinterlaces e ICS, el 92% de los venezolanos están en contra del intervencionismo de Estados Unidos.
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2014.11.09 09:53 EDUARDOMOLINA Artículo de Jesús Maraña comentando el de Juan Luis Cebrián en el País de ayer

• Jesús Maraña, en Infolibre Hay cosas que si no se escriben en caliente, seguramente jamás las escribiríamos, o al menos no lo haríamos de la misma forma. Lo que sigue está escrito en caliente, después de leer la página publicada este sábado en el diario El País bajo la firma de su presidente y director-fundador, Juan Luis Cebrián. Lleva por título ‘Las corrupciones’ (que podría estar inspirado en el estupendo libro de Jesús Torbado, aunque no se cite).
Vayamos por partes, como haría Jack El Destripador pero sin la menor acritud.
– Sostiene Cebrián en el primer párrafo que, aunque sean “muchos y sonados los casos de abuso, fraude, robo, blanqueo..." que parecen haber cometido “cientos de políticos, empresarios y representantes sindicales en nuestro país…” lo peor no es eso, porque al fin y al cabo tiene razón “la casi totalidad de la clase política” cuando asegura que “los delincuentes son una minoría”. Lo peor según Cebrián es que “ninguno, o muy pocos” reconocen que nos hallamos ante una “tangentópolis a la española, en donde la corrupción es sistémica”, y sólo podrá ser atajada “con medidas que reformen en profundidad el sistema”.
Ha tardado tanto tiempo Cebrián en darse cuenta del carácter “sistémico” del problema que hasta resulta enternecedor cuando termina ese primer párrafo expresando su gran preocupación ante la posibilidad de que el “actual régimen político” pueda “implosionar, llevándose por delante lo que hasta ahora había sido el periodo de mayor libertad, estabilidad política y crecimiento económico de la historia de España”.
– Sostiene Cebrián en el segundo párrafo (y es el mismo Cebrián que en los meses anteriores a las elecciones europeas del 25-M ni se enteró, como tantos de nosotros, de la fuerza de Podemos), que esos “recién llegados”, “una expresión populista de las enfermedades infantiles del socialismo”, constituyen “la principal amenaza a nuestra democracia”. Pero no por ellos mismos, incapaces para Cebrián de hacer la O con un canuto, sino por lo que denominan “la casta… el entramado político, social, económico y mediático que viene gobernando este país en las últimas décadas”.
En este punto ya no se sabe si el autor no se ha tomado la medicación o si supone que todos sus lectores toman pastillas para borrar la memoria. Escribe Cebrián ¡en tercera persona! sobre “el entramado político y mediático que ha gobernado…” Como si él hubiera estado en Marte durante los últimos 35 años. Como si no hubiera sido el periodista y después empresario con mayor influencia en la política española. Como si no supiera lo que significa eso de las “élites extractivas” que él mismo cita. Como si no hubiera dirigido y presidido el diario y el grupo multimedia de mayor audiencia, con todos los recursos a su alcance para haber denunciado desde el origen (o al menos en su apogeo) el carácter “sistémico” de la corrupción rampante.
– Sostiene Cebrián en el tercer párrafo algo que quizás tenga que reprocharle el Defensor del Lector de su propio periódico. “Corren rumores, probablemente fundados…” Hubo un tiempo en que el Libro de Estilo de El País prohibía expresamente hacerse eco de rumores (por muy fundados que fueran). Su fundador y presidente da veracidad a los rumores que dicen que “la deferencia permanente de las cadenas televisivas de Berlusconi y Lara” con los líderes de Podemos, “a los que han encumbrado ofreciéndoles tribuna permanente” sería fruto del análisis de “los consejeros electorales del PP” para fomentar la fragmentación de la izquierda.
Que la irrupción de Podemos provoca la fragmentación en la izquierda es algo que podría haber deducido Kiko Rivera, Paquirrín, sin dejar de pinchar discos, que es lo suyo. Podría detenerse Cebrián en analizar las causas que han facilitado el enorme espacio que parece ocupar Podemos en la izquierda. Podría haber citado, por ejemplo, el hecho de que la mayor catástrofe electoral del PSOE en su historia no dio paso desde 2011 a una renovación profunda imprescindible que buscara la recuperación del electorado perdido, sino a dos años largos de caída en picado mientras Cebrián defendía a capa y espada a Alfredo Pérez Rubalcaba como guardián de las esencias del “régimen” frente a esos “infantiles” experimentos de primarias abiertas o cualquier otra propuesta que pusiera en riesgo los sillones de tantos amigos o compañeros de viaje. Según Cebrián, la irrupción de Podemos se debe a una confabulación estelar entre los asesores del PP, los italianos (unos romanos, otros venecianos) que controlan las dos grandes cadenas privadas de televisión (gracias también a la 'inmejorable' gestión especulativa del propio Cebrián al frente de Prisa) y los méritos de una corrupción “sistémica” que por supuesto no tiene nada que ver con “el periodo de mayor libertad, estabilidad…" y blablablablablá de la historia de España.
– Sostiene Cebrián en el cuarto párrafo que la solución está en las “reformas estructurales”, que concreta en la ley electoral, la financiación de los partidos, una reforma de la Administración que “elimine miles de municipios y cargos políticos…”, la lucha contra el fraude fiscal, el reforzamiento de la independencia judicial, etcétera, etcétera. Nada que no haya reclamado, por ejemplo, la Izquierda Plural reiteradamente.
Se viene tan arriba Cebrián en la exigencia de reformas que hasta propone “incorporar a las escuelas una educación para la ciudadanía que instruya a las nuevas generaciones en los valores cívicos de la democracia…” No cita el autor el hecho de que el PP eliminara de un plumazo esa asignatura, ni tampoco recuerda que él mismo, ante una junta de accionistas de Prisa, se felicitó de que la “Ley Wert” que suprimía la Educación para la Ciudadanía mejoraría sin embargo los resultados de la compañía en los siguientes ejercicios, gracias a la venta de nuevos textos escolares por la editorial Santillana.
– Sostiene Cebrián en el quinto párrafo que las instituciones del “régimen” están tocadas. Desde la monarquía hasta el Tribunal Constitucional o el de Cuentas hasta el mismísimo Parlamento, “viva expresión de la lejanía de los partidos hacia sus votantes”; incluso “los medios de comunicación, enfrentados a una verdadera crisis existencial”.
Lo dice el presidente de El País que lleva más de diez años diciendo que la prensa se muere, a la vez que regala en Internet un día antes los contenidos del papel que vende al día siguiente. Lo dice el mismo que ha ido prescindiendo de centenares de periodistas al tiempo que seguía incrementándose sus bonus e incentivos, a la vez que su grupo de comunicación se hundía en la bolsa e iba vendiéndose a trozos. Además de crisis existencial, parece una injusta y desigual agonía.
– Sostiene Cebrián en el sexto párrafo que este análisis precedente no es catastrofista. “De ninguna manera”. La corrupción, aunque sea sistémica, no es generalizada sino que produce “un comportamiento anormal y con cierta frecuencia delictivo en el uso y manejo de los fondos públicos”. ¿Sólo en lo público? ¿No ha visto Cebrián que las corrupciones que dan título a su artículo son imposibles sin LOS CORRUPTORES? ¿No tiene interés Cebrián en averiguar quién se ha dedicado durante los últimos 35 años a sobornar, adular, engordar y corromper a conciudadanos elegidos para representarnos en las instituciones?
No se hace Cebrián esas preguntas sino que va directamente a la solución. Y la solución está… pamparabampampampam… en las propuestas del Consejo Empresarial para la Competitividad, que define como “la única alternativa concreta al programa de Gobierno”. Donde estén las soluciones que propongan los cuatro o cinco grandes del Ibex que se quiten todos los partidos políticos, nuevos o viejos. “Si los mayores empresarios ofrecen un plan para que el paro descienda vertiginosamente en nuestro país…” (Alierta anunció esta semana que con ese plan podrían crearse 2.300.000 empleos en cuatro años). En una cosa tiene razón Cebrián: ese plan del Consejo de Competitividad “merece un debate en toda regla y sin chascarrillos”. Deberíamos analizar exactamente cuáles serían los motores de ese crecimiento y qué tipo de “empleos” crearían; si se contempla o no elevar el salario mínimo o eliminarlo; si admiten topes salariales a los grandes ejecutivos o la flexibilidad sólo afecta a los trabajadores; si alienta estímulos públicos a nuevos sectores que sustituyan al ladrillo o sólo interesa incentivar la venta de automóviles; si la generación "más preparada de la historia y blablablabla" tiene que seguir emigrando o quedarse para ocupar puestos de camareros o pinches de cocina; si cuando las grandes empresas reclaman reducir el fraude fiscal incluyen o no el compromiso de no pagar impuestos en Luxemburgo, Irlanda o Panamá sino aquí, donde lo hacemos los asalariados o los autónomos… Ese debate no sólo es interesantísimo sino muy conveniente.
Como diría Cebrián, corren rumores (absolutamente fundados) de que algunos de los principales miembros del Consejo de la Competitividad se sientan a su vez como acreedores (y ya involuntarios accionistas) en el consejo de administración de Prisa, lo cual puede hacer mucho más convincente para Cebrián cualquier plan que se proponga desde el poder económico a los partidos políticos.
– Sostiene Cebrián en el séptimo y último párrafo que “estamos en el umbral de una renovación generacional y de cuadros como no ha existido desde el inicio de la Transición”. Cebrián acaba de cumplir 70 años y ya hace casi dos que explicó a su plantilla que los periodistas de más de 50 años no encajaban en la nueva etapa del periódico. Pero en este párrafo está la conclusión de la página y la solución a ‘Las corrupciones’. El autor hace una reivindicación explícita de “la democracia representativa y del bipartidismo mitigado [sic] como mejores métodos de garantizar la alternancia en el poder y…”
Aquí puede haber tenido un lapsus. ¿No debería ser al revés en todo caso? Cebrián concluye su página con el mensaje que quiere lanzar: la defensa del bipartidismo (no cita pero se entiende la necesidad probable de una Gran Coalición PP-PSOE que “mitigue” la fragmentación de la izquierda) como única garantía de la democracia frente al “populismo”, el “nacionalismo irredento”, “los cuentos chinos de los tertulianos de la tele”, etcétera. Pero lo que escribe es que el bipartidismo garantiza “la alternancia del poder”. Que realmente es lo coherente con la biografía de Juan Luis Cebrián. Lo esencial no es la política sino el poder; lo importante no es tanto el periodismo como el negocio periodístico; lo preocupante no es tanto que haya corrupción “sistémica” sino que la podredumbre del sistema llegue a descuartizar los mimbres del poder.
Cebrián puede estar acertado en parte de su diagnóstico, y sólo el futuro dirá en qué medida exacta. ¿Será Podemos un movimiento netamente táctico, de carácter populista, cuya última intención sea sustituir a una "casta" por otra y merendarse a tanta gente digna de la izquierda con la excusa de la 'renovación generacional'? Lo dirá el tiempo, pero sobre todo lo dirán los ciudadanos, a los que Cebrián podría tratar también como mayores de edad que no tienen por qué caer ingenuamente en las trampas que tienden consejeros del PP, tertulianos de la tele y demagogos sin cuento.
'Las corrupciones' no era el título original de aquella novela publicada por Jesús Torbado en 1965. La censura prefirió ese título al de 'Las descomposiciones' que había puesto el autor. Y a ese título respondería mejor el fondo del artículo de Cebrián, todo un aviso del miedo a la descomposición del sistema. Un aviso que emerge tras la última encuesta de El País, el barómetro del CIS y otros sondeos electorales. Después de meses resistiéndose a asumir que algo muy serio está ocurriendo en la sociedad civil, suenan todas las alarmas y los guardianes del poder tocan a rebato. Puestos a sugerir lecturas a portavoces del miedo, viene a cuento recordar a un periodista insobornable, Manuel Chaves Nogales, que vivió y sufrió una España a la deriva: "Si los españoles abusan alguna vez de libertad, démosles más libertad aún, porque los males de libertad sólo con libertad se curan". Libertad sin ira, claro.
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