Como começar a namorar em seu 20s

Como Curtir Ser Solteiro. Não é por estar solteiro que você tem que ficar em casa sozinho, vendo filmes de comédia romântica ou pensando no crush. Dá para aproveitar a liberdade e a oportunidade para desenvolver habilidades e talentos... Em vez de escapar para viagens de meninas à Cabo, você começa a gastar mais do seu ‘tempo de diversão’ em pé em um casamentos uns dos outros. Você ainda tem a noite, mas louco ocasional é geralmente em um dos lugares do seu amigo, porque o pensamento de gastar até 15 minutos em voz alta, bar lotado soa como um destino pior do que o ... Em vez de namorar rapazes ou garotas que fazem você se sentir como você não é bom o suficiente, Harel diz “mantenha seu olho para fora para as pessoas que fazem você se sentir bem sobre si mesmo para ser exatamente quem você é e quem a vara para quando os outros estão colocando você para baixo.” Alguns pontos de vista adiadas se casar jovem como uma decisão sábia - profissionalmente e pessoalmente. Neste escrevendo sobre local VKool na linha de relações, estamos a discutir sobre algumas razões para se casar jovem em seu 20s. Se você se preocupa com este tema, veja-a abaixo! 11 Boas razões para se casar jovem em seu 20s - VKool 1. Em relação homem-mulher e namoro, enquanto muitos homens só querem se casar com mulheres que são mais jovens do que eles, alguns escolhem os mais velhos para algumas razões. Continue lendo este artigo em local VKool para saber por que você deve começar a namorar uma mulher mais velha com as suas pontas, benefícios, vantagens e desvantagens. Dicas para namorar uma mãe solteira. Eu fui recentemente no meu primeiro encontro desde que meu casamento terminou na última primavera. Foi também o meu primeiro encontro oficial desde os meus 18 anos – mais de doze anos atrás. Namorar com quase 31 anos é muito diferente do que namorar como adolescente. Você está chocado, eu sei.

Sou babaca por preferir morar com minha irmã e odiar minha mãe?

2020.05.22 18:15 dentinho_top Sou babaca por preferir morar com minha irmã e odiar minha mãe?

Bem vou falar um pouco de antigamente para criar o contexto ok. Moramos eu, meu pai, minha mãe e minha irmã tudo junto, e minha mãe sempre briga com nós (claro qe as vezes é normal mas as vezes nao) ela acaba brigando com nós por motivos bobos e as vezes até sem nada ter acontecido, quando isso chega a um nível de ter qe chamar minha vó (mãe dela) é não estamos conseguindo acalmar ela, sempre quando chamamos minha vó para ve se consegue acalmar ela minha vó simplesmente passa a mão na cabeça dela falando qe ela está certa e tals. Como minha vó fez isso a vida inteira minha mãe acabou ficando "mimada" no quesito de "eu quero isso é ponto final" e as vezes é difícil de viver junto dela pq não podemos fazer nada qe queremos sem ela tbm querer.
(Isso foi na segunda a tarde)Bem agora qe contei um pouco vou começar a falar, como ja disse moramos tudo juntos e so trabalha meu pai e minha irmã, minha irmã tem 20 anos e trabalha em uma empresa de frango, la ela conheceu um rapaz e foram se conhecendo e tals até eles criarem um laço de amor, eles começaram a namorar escondido (até pq minha mãe nunca aceitou nenhum namorado da minha irmã mesmo ela ja sendo de maior) então eles foram namorando e um dia eles descuidaram naquela hora e tals e parece qe ela está grávida, então o menino foi em casa se apresentou, falou onde trabalha, fez faculdade e o mais importante falou qe ama minha irmã e quer assumir a criança. Meu pai concordou aceitou o namoro e falou que se precisar de ajuda ele está aqui, minha mãe tbm aceitou na hora mas ficou falando que esta a decepcionada com minha irmã (até que por um lado eu concordo por ela ficar assim pq deve ser um baita de susto descobrir) quando o menino foi embora e meu pai foi trabalhar descidimos ir na casa da minha vó (mãe dela) quando estávamos chegando la minha mãe simplesmente mudou de jeito e começou a falar novamente qe estava decepcionada, perguntava pq não tinha contado, se ela era um monstro e tals. Quando chegamos na casa da minha vó ela começou a chorar falando qe minha irmã tinha feito burrada qe ela ia parar de estudar (em nenhum momento minha irmã falou isso) qe essa criança ia ser uma aberração e mais um monte de baboseiras, minha vó como sempre passou a mão na cabeça e conseguiu acalmar ela e depois de um tempo nos três fomos embora, chegando em casa ela virou de face de calma ela virou para brava, ela começo começo fazer as mesmas perguntas novamente começou começou querer bater na minha irmã e até tentou se matar, nessa hora eu liguei para minha vó para nós ajudar então desceu ela minha tia e meu tio para ajudar, quando chegaram aqui ela fingiu que estava com as coisas no corpo falava que nós tínhamos machucado ela qe ela ia se matar, daí todo mundo tentou ajudar ela a se levantar mas ela não se ajudava e ficava se jogando no chão ou ficava enfrentando minha tia (sendo qe a mesma tem pavil curto) até que em um momento de briga briga elas começaram a se bater e tivemos que tentar separar, com esse briga briga minha tia e meu tio foram embora por causa da raiva deixando apenas minha vo, minha mãe fazendo o seu Teatro igual como faz sempre fingiu que tomou um remédio falando que ia se matar, como ela ja fingiu fazer isso várias vezes nem nos importamos, minha vó subiu para a casa dela e tivemos qe entrar. Eu e minha urma dormimos no mesmo quarto então estávamos juntas, minha mãe foi no nosso quarto fingiu estar grogue(realmente tava para perceber qe era fingimento) e depois de tava falacao ela foi sentou na cama da minha irmã e simplesmente começou a apertar a barrigada da minha irmã para ela perde a criança, quando ela apertava minha mãe falava assim "-Você vai perde essa criança e não vai precisar casar com aquele cara", minha irmã percebendo a situação tentou se defender e eu tive que intervir no meio(o que não adiantou nada ja que ela tem 80kg e eu simplesmente tenho 14 anos e uns 54kg) então minha irmã simplesmente gritou falando para eu ir na vizinha pedir ajuda, e eu fui correndo pedir ajuda, quando os vizinhos me atenderam foram até minhba casa e tiraram minha irmã de lá, eu levei ela até na casa da minha vó pedindo ajuda pois minha irmã chorava de dor na barriga, enquanto os vizinhos ficaram na casa com minha mãe. Quando chegamos na casa da minha vó meus tios levaram ela pro hospital e fiquei com meus avôs, até que não demorou muito ela chegou irritada me chamando para ir embora, eu apavorada falava qe não e meus avós tentava acalmar ela é me acalmar, não demorou muito e minha irmã chegou um pouco mais calma junto com meus tios, e minha mãe ja foi logo de unha e dente reclamar pq levaram ela pro hospital e novamente eles começaram a brigar, meu avô tem asma e começou a passar mal e eu tive qe ajudar ele a fazer inalação ou se não teríamos qe ir no hospital novamente, quando finalmente ela desceu embora minha vó arrumou um colchão para nós dormir ja qe era uma base de 10 da noite, mas quando pensávamos qe tudo tinha acabado estávamos erradas pq novamente ela subiu falando para irmos embora se não iríamos chamar o meu pai (o mesmo ja sabia de tudo mas não podia ir la ja que estava na roça) quando falávamos que não íamos ela saía e descia embora é não demorava 20minutos ela voltava falando a mesma coisa, ela fez isso umas 4 vezes e falava a mesma coisa, até qe resolvemos ir pq se não meu vô novamente iria passar mal, quando chegamos fomos para nosso quarto e ficamos juntas, minha mãe ao invés de se acalmar não ela começou a preprarar um monte de chá abortivo para minha irmã tomar, eu queria muito pode intervir mas não podia fazer nada então eu via minha irmã tomando contra sua vontade e vomitando, quando ela tomou tudo nesse meio tempo ja era umas 04 da manhã e meu pai ainda não tinha chegado, não dormimos por medo dela fazer algo a mais e esperamos meu pai chegar. Quando foi 06 da manhã meu pai chegou e foi tomar banho ( ele ja sabia oq tinha acontecido ja qe eu avisei ele) então como ja estava amanhecendo minha mãe faoou para minha irmã se arrumar para ir no hospital fazer o teste de gravidez, então nos arrumamos e fomos nos quatro, quando chegamos eu e meu pai ficamos no carro(ja que estávamos sem máscara) e as duas foram, assim qe elas sumiram de vista contei tudo para meu pai e ele apoiou nos e falou qe se ela não mudasse o jeito de pensar ela ficaria sem ninguém. Quando elas voltaram fomos para a casa é novamente fomos para o quarto, meu pai foi no banheiro e minha mãe achando que ele tinha saído entrou no quarto com um pau de vassoura e fechou nosso quarto(nossa porta não tranca então ela so enconstou) ela foi seca para bater na minha irmã e eu falava assim "-para que esse pau mãe? Pra que vc trouxe o pau?" Para alertar meu pai e nos ajudar, então quando minha mãe deu a primeira paulada na minha irmã meu pai entrou no quarto e entrou na frente (ele nunca bateu na minha mãe apenas entra na frente e deixa ela bater nele) então minha irmã com medo resolveu arrumar suas coisas, ela pegou sua cobertar e abriu ela é colocou um monte de roupas, amarramos ela e fomos pegar suas bolsas, meu pai conseguiu tirar ela até na sala oq foi bom ja que podíamos sair do quarto, minha irmã então olhou para meu pai e pediu chorando se podia sair de casa, meu pai simplesmente falou um sim, então foi eu e minha irmã com as roupas, subimos na casa da minha vó mas nos escondemos na casa da vizinha (na qual ela nunca saberia) a vizinha na hora deixou nos entrar e nos acalmou. Não demorou muito e minha mãe apareceu na casa da minha vó procurando nós é começou a xingar, gritar, brigar e foi literalmente o dia inteiro assim quando não brigava na casa da minha vó ia na casa do menino xingar ele. No outro dia(quarta-feira dia 20 agora) fomos na casa da minha vó pois como yenho 14 anos sou de menor e minha mãe tinha chamado o Conselho tutelar, comemos um pouco e fomos para o Conselho, quando chegamos estava minha mãe e meu pai e sentamos eu minha irmã e minha vó, começamos a discutir e a falar e no final não resolveu em nada. Então fomos embora, chegando la na casa da minha vó novamente deu a briga e meu vô a passar mal, eu simplesmente comecei a gritar com minha mãe pois meu vô começou a chorar ( e eu nunca vi ele chorar e isso realmente fez meus nervos subirem em um nível qe eu nunca vi) enquanto eu afastava ela do meu vô minha tia insistia nele ir no médico ver a pressão dele e a diabete dele. Até que ele aceitou e foi meu tio eu minha irmã e ele. Quando chegamos la ele novamente chorou enquanto média a pessao e a diabete dele, sua pressão não estava muito alta mas sua diabete estava a 290 (um nível muito alto mesmo), quando voltamos ela ainjda estava la brigando, e quando ela viu como estava a diabete do meu vô começou a falar que era por causa de bala( meu vô chupa e tals mas ele sabe quando pode e quando não pode) em momento nenhum ela pensou qe ela estava matando meu vô aos poucos. Até que por um milagre ela conseguiu se acalmar e tudo acalmou então almoçamos(menos ela) e descansamos, mas ela continuava a fala para irmos embora é tivemos que ir. Chegando la ela ficava perguntando aonde tínhamos dormido e eu falava que foi na casa de uma amiga chamada Júlia de outra cidade (ja qe eu não podia falar que foi na vizinha se não iria ser pior) e ela passou o dia inteiro fazendo as mesmas perguntas, chorando ou fingindo, pegou meu celular e ligou para um monte de Júlia até que em um momento ela bebeu veneno que fica na dispensa do meu pai e começou a falar qe estava com dor de cabeça. Então preocupadas tivemos qe chamar minhha tia para levar ela pro hospital ja que meu país estava trabalhando a noite. Chegamos la apareceu todo mundo meus avós, minha tias e meus tios, ela chegou ficou la até na Quinta feira dia 21, eu e minha irmã dormimos na casa da minha vó e quando acordamos ela ja estava la, aparentemente mais calma, então nos almoçamos depois e descemos em casa, ela estava mais calma e fingia qe não se lembrava de nada, chegou a noite e eu resolvi não dormi ja que eu tinha medo dessa "onda de calmaria" passase e ela tentasse fazer algo novamente, então eu e minha irmã revezamos o sono, eu fiquei até umas 03 da manhã eh minha irmã o resto. E aqui estou na sexta feira com ela um pouco calma mas esperta ainda, minha irmã está com marca roxa na barriga e eu saí sem marca roxa mas meu psicológico está totalmente acabado, estou com medo de dormi aqui em casa e com medo dela, sei que tudo bem ela ficar magoada por causa do namoro mas acho qe ela não tinha capacidade de fazer oq ela fez.
Então, eu sou babaca por preferir morar com minha irmã(se ela me convidar) e ter ódio da minha mãe por ela ser assim tão mimada a um nível qe ela irá ficar sozinha?
¤desculpe se ficou grande é pq foi literalmente 4 dias acontecendo isso e eu precisava saber. Se vcs quiserem que eu continue informando vcs me falem pois eu ainda acho que essa calmaria dela vai ter um fim e irá começar novamente a mesma coisa...¤
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2019.09.15 19:11 YareYareDaze007 Minha "breve" história amorosa

Essa História que será aqui contada, nesse livro, é a jornada de um garoto chamado Giovane, um garoto quieto, de poucos amigos, porém muito estudioso, sempre tirava boas notas na escola. E é exatamente lá que nossa história começa.
No ano de 2017, nosso protagonista está sentado tranquilamente em sua mesa, na sala de aula, quando repentinamente ao olhar de relance para a porta, ele percebe alguém entrando, mais especificamente uma garota, uma linda garota, que instantaneamente desperta o encanto de Giovane. Vale lembrar que naquela época, ele era um garoto de 13 anos, sem nenhuma preocupação além de vídeo-games e estudos, mas tudo aquilo estava prestes a mudar. Naquele momento, ele havia descoberto o amor, que muitas vezes pode ser comparado à uma benção ou maldição. Ao ver a garota de nome desconhecido entrar, Giovane logo ficou surpreso com tamanha beleza, porém no momento não fez muita coisa. Apenas voltou aos estudos e tentou não pensar muito naquilo, porém era quase impossível, a cada conta que fazia, a cada texto que lia, a imagem da garota continuava a aparecer em sua cabeça. O que era muito ruim, considerando o fato de Giovane sempre dar muita importância aos estudos, aquilo estava o atrapalhando. Mas logo o nome da garota foi revelado: Sabrina. Giovane ouvira a professora dizer esse nome na chamada e viu a garota responder.
Não demorou muito para ele se dar conta do que havia acontecido. Ele sabia que estava sob o efeito da droga mais poderosa que existe: O Amor. E para o amor não existe cura, apenas o tempo, que foi justamente o que decidiu fazer: dar um tempo e ver o que acontecia. Giovane Não tinha ideia de como os eventos se desenrolariam dali em diante, não sabia o quanto sofreria pensando nela.
Passado algum tempo, cerca de 3 meses, e o amor de Giovane por Sabrina continuava aumentando, como uma fogueira que é atiçada pelo vento. No entanto, uma dúvida ainda pairava sobre sua cabeça: O sentimento era recíproco? Sabrina via Giovane com outros olhos? Ele não sabia, e isso estava o enlouquecendo.
Um mês depois do acontecimento anterior, ele havia pensado em uma maneira de acabar com suas dúvidas, era o único modo que nosso protagonista havia pensado: Falar à Sabrina sobre seus sentimentos. Porém, Giovane era um garoto extremamente tímido, o que deixava essa hipótese quase impossível. Ele tinha medo de contar o que sentia e não ser correspondido, ou ainda pior, ser ridicularizado pelas pessoas ao redor da escola. Chega o fim do ano e Giovane não havia conseguido se declarar. "Meu Deus, mas e se ela não estiver aqui o ano que vem? " Pensava.
2018, início do ano. E para sua surpresa, ele estava na mesma sala que Sabrina. Seria o destino dando uma segunda chance a ele? Talvez. E como dito anteriormente, seu amor não diminuía, apenas crescia dia após dia. Nosso protagonista tem 14 anos agora, muito mais maduro, certo? Errado! Ele continuava com uma ideologia de " deixar o rio fluir ", ou seja, não fazer nada e deixar que o destino cuidasse do resto. Claramente essa tática não deu certo. Porém, Giovane possuía um amigo chamado Marcos, cujo qual se dava muito bem com as mulheres. E fui justamente a ele que Giovane foi pedir ajuda. E acontece que Marcos era realmente bom no que fazia, e milagrosamente conseguiu fazer Sabrina se aproximar consideravelmente de nosso protagonista, que estava pensando sobre a vida e as decisões que havia tomado e aparentemente não interagindo com Sabrina, o que fez Marcos aparecer e talvez ter causado o maior arrependimento da vida de Giovane. Ou não? Marcos chegou conversando com ambos e acabou deliberadamente por falar que Giovane estava apaixonado por Sabrina, o que deixou nosso protagonista completamente paralisado, como se tivesse visto um fantasma, sem nada para dizer, como se tivesse visto a morte cara-a-cara. E Sabrina pareceu incrédula do fato, tanto que até se levantou da cadeira na qual estava sentada e estava se dirigindo a seu lugar, quando Marcos a parou e tentou argumentar com ela, mas nada parecia dar certo. Enquanto isso, nosso protagonista continua sentado imóvel na mesma posição que havia começado a conversa. Passados cerca de 3 minutos, Sabrina chega à mesa de Giovane e pergunta:-O que aconteceu?
-Nada. Diz Giovane
-Você está com cara de bravo. Foi alguma coisa que eu fiz?
-Não, não foi nada.
E Sabrina sai daquela mesa e volta para a dela.
A partir daquele dia, Giovane se tornou outra pessoa, alguém completamente novo. Ao invés do garoto alegre e piadista de sempre, ele havia se tornado alguém quase depressivo, não falava quase nada, passava horas parado pensando na vida, não fazia mais tantas piadas. Até o dia 10 de agosto de 2018, quando ele decide que não vale mais a pena sofrer tanto por conta de falta de coragem. Na escola, durante a aula de geografia a lição era fazer um mapa-múndi e foi o que nosso protagonista fez, porém Marcos tinha um plano para ambos ganharem nota apenas com o esforço de Giovane, que aceitou ajudar já que poderia precisar de algum favor de Marcos algum dia. E foi um plano, absurdamente bem bolado, executado com maestria e finalizado com êxito.
Na noite daquele mesmo dia, Giovane decide cobrar a ajuda que ofereceu à marcos. Mandou uma mensagem para ele e combinou que iriam executar um plano para que nosso guerreiro Giovane tivesse a coragem de se declarar à belíssima donzela Sabrina. Marcos a convenceria a segui-lo e passaria por um local combinado, onde Giovane apareceria e abriria seu coração para ela, acabando de uma vez por todas com isso, do jeito bom, que Giovane sairia com uma namorada e se livraria de sua tristeza ou do modo ruim, que era o que Giovane achava mais provável, onde ele seria completamente rejeitado e jogado à depressão para sempre, porém esquecendo de Sabrina. Nada poderia impedir esse plano de funcionar.
Exceto uma coisa: O esquecimento de Marcos que não conseguiu atrair Sabrina até o local combinado, o que fez com que Giovane saísse vagando pela escola envolto em seus pensamentos, e andando sem parar, para praticar pelo menos de alguma maneira, algum exercício, contudo ao fazer a volta na escola várias e várias vezes, no caminho Giovane se deparava com Sabrina andando com uma amiga e seu namorado, e durante algumas dessas vezes ele pôde ouvir claramente a amiga de Sabrina dizer: " quem quer catar a Sabrina? " Duas vezes na mesma hora em que ele estava passando e ainda ouviu mais uma última vez: " Ela está se doando ". Giovane estava começando a ligar os pontos, tudo começava a fazer sentido em sua cabeça. A vontade dele era alterar o curso de sua caminhada e abrir seu coração a ela, porém se fizesse isso, ele estaria desperdiçando um favor de Marcos, então Giovane Simplesmente continuou sua jornada de volta à sala de aula. Ele estava prestes a descobrir o significado de tudo que aconteceu.
No final daquele dia, Giovane decidiu perguntar à marcos se ele havia se esquecido. E de fato ele havia, no entanto se ofereceu para fazer o mesmo plano no dia seguinte. Giovane concordou.
Terça-feira, 14 de agosto de 2018, nosso protagonista vai para a escola apreensivo pensando em como vai ser, no que ele vai dizer..., mas durante a aula de história, nosso herói percebe que Sabrina estava muito impressionada com o professor novo. Estaria ela realmente afim do professor? Ou seria apenas uma brincadeira? Ele não sabia e isso o deixava apreensivo. Na próxima aula, a de matemática, a professora havia mudado Sabrina de lugar. E coincidentemente, o lugar que ela foi designada era bem perto do lugar de Giovane. Seria esse o destino colaborando mais uma vez para que tudo desse certo em sua vida?
No recreio, tudo estava combinado com Marcos. Só lhe restava sair da sala e seguir com o plano. Acontece que um amigo de nosso protagonista, conhecido pelo codinome Sem Mão, decidiu segui-lo e ver o que aconteceria e como acabaria. Giovane conta o plano à Sem Mão, que fica impressionado e diz que aquele plano era como fazer roleta russa com 5 balas. No entanto, Marcos demorou muito para fazer o plano e quando fez, não fez corretamente: Ele simplesmente disse para Sabrina que Giovane gostaria de conversar separadamente com ela, enquanto nosso protagonista apenas passava por ela e ia direto ao banheiro, pois estava muito tenso. Acaba o intervalo e Giovane se dirige à sala de aula. Na última aula, logo em seguida da de educação física, todos voltam para a sala e se preparam para a aula de matemática e provavelmente a coisa mais inesperada desse livro acontece: Ele pensando na vida como sempre, consegue ouvir Sabrina e Vinícius, um outro colega de sala, discutirem sobre voltar ao lugar anterior deles, e de repente ouve ela dizer que aquele lugar era bom porque ela conseguia ter uma boa vista de uma coisa. Instantaneamente nosso protagonista percebeu que essa "coisa" era nada mais nada menos que ele mesmo, até porque em certo momento dessa conversa ele pôde perceber Vinícius responder: Do G? Que foi logo respondido com uma resposta de Sabrina: Por que você não grita logo de uma vez?! Seguido disso, Vinícius em tom de brincadeira, aumenta levemente sua voz e repete a frase anterior. A teoria das cinco balas de Sem Mão acabara de ser refutada, pois com essas informações, suas chances aumentaram consideravelmente, deixando a arma com apenas uma bala. Estava muito claro para Giovane que Sabrina aparentemente gostava dele, mas não queria que isso fosse exposto. Passado certo tempo da aula, mais uma vez Sabrina diz que é um bom lugar e que ela consegue observar muito bem essa "coisa" e foi respondia por Vinícius: Mas do seu lugar anterior, você também consegue ver. E logo veio a resposta: Sim, mas daqui eu consigo ver mais de perto, logo esse lugar é melhor. Ele sabia que, ou se tratava dele ou de algum de seus amigos que sentavam perto, e estava bem convencido de que se tratava dele. Nesse momento, Giovane estava pulando de alegria por dentro, mas por fora só se via sua expressão mais comum: a de indiferença. Ninguém simplesmente olhando, poderia saber a felicidade que residia dentro de Giovane naquele instante. Ele foi para casa se sentindo renovado e feliz, só não voltou saltitando por motivos de masculinidade. O que aconteceria depois?
No dia seguinte, Giovane não foi para a escola. Ele havia ido ao médico, e como o sistema de saúde do Brasil não é dos melhores, não conseguiu voltar a tempo de ir para a escola. Ainda nesse dia, pela primeira vez ele decide tirar seu bigode e por incrível que pareça, se achou mais bonito e se sentiu deveras confiante em sua jornada. Por volta das 18 horas, conversa por mensagens com seu amigo Sem Mão e lhe conta sobre o que havia descoberto ouvindo aquela conversa, e para desanimar um pouco nosso herói, Sem Mão diz que o "G" mencionado na conversa, poderia ser de Gustavo, outro aluno da mesma sala, mas Giovane prefere acreditar que ela se referia a ele. Logo em seguida, começa a conversar com Marcos, que também fica ciente da situação e diz:
- Ela está brincando com você, cara...
- Não, estou tão confiante que apostaria cinco reais que ela não está brincando!
- Cinco reais? Apostado então! Mas para você ganhar, ela tem de deixar explícito que aceita você. Assim como para eu ganhar, ela deve deixar explícito que rejeita você.
- Claro.
Giovane não possuía cinco reais, nem sabia onde conseguir, mas estava confiante.
16 de agosto de 2018, nosso protagonista aparece na escola e diferentemente do último dia, não parecia tão tenso, parecia até mesmo confiante do que iria fazer. Logo Marcos apareceu:
- Está fechada a aposta de hoje?
- Com certeza!
- Você sabe que vai perder, né?
- Certamente que não, estou tão confiante que nem trouxe o dinheiro, como sinal de que sei que não vou falhar! – Cada frase que nosso protagonista falava, era dita com convicção.
- Se está tão confiante assim, suba a aposta para dez reais!
Giovane pensou por alguns segundos. Ele não tinha esse dinheiro em mãos, mas para mostrar confiança à Marcos e a si mesmo, subiu a aposta.
- Feito!
No instante que disse isso, o sorriso malicioso que habitava o rosto de Marcos fora substituído por uma expressão de espanto. Não podia acreditar que nosso herói estava tão confiante. Porém, durante toda essa conversa na aula, Marcos decide contar à professora de ciências sobre a aposta, e para a surpresa de ambos, ela havia achado uma aposta interessante.
15:30, havia chegado a hora do intervalo, a hora da verdade. Quando pôs o pé para fora da sala de aula, soube que duas coisas importantíssimas estavam em jogo: Seu futuro amoroso e dez reais, que podem não parecer muito, mas na época que o país estava... Ele achava que seria fácil, mas estava muito enganado, pois quando estava fazendo o reconhecimento do melhor lugar para a abordagem, pôde sentir sua perna fraquejar. Depois de dar algumas voltas na escola e consequentemente acabar encontrando com Sabrina no caminho, ele havia achado que estava pronto e quando foi procurar seu alvo em movimento, não o encontrou, no entanto, logo descobriu que ela estava sentada, com sua amiga já mencionada anteriormente. Não havia mais escapatória, teria de se declarar na próxima volta e podia sentir seu coração bater cada vez mais forte ao se aproximar do local. Infelizmente, ao chegar e estar preparado, se depara com mais 4 garotas conversando com Sabrina e sua amiga, o que fez nosso herói alterar o curso e ao invés de parar, acabou seguindo sua trajetória comum. Faria na próxima volta, não importava o que acontecesse, porém, ao chegar novamente e ver que só estavam ela e sua amiga sentadas, não conseguiu. Era como se uma força desconhecida o impedisse.
Bate o sinal para todos voltarem para suas salas de aula e nosso protagonista entra e percebe que teria uma aula vaga, e logo seu lamento em não ter conseguido se declarar, se tornou em forças para tentar agora que não haviam tantas pessoas lá fora. E mais uma vez não conseguiu, até que Sem Mão propõe um desafio: reproduzir um desenho de seu amigo Raul, um cara vidrado em desenhar, e Giovane aceita, pois ficar andando e se lamentando não era a melhor atividade. Chegando onde Raul estava, Sem Mão explica o desafio, porém, por algum motivo Raul pega uma folha e corta em duas, dando uma parte para Sem Mão e outra a si mesmo. Giovane não se importa. Na verdade, parecia não se importar com mais nada depois de ter fracassado em conversar com uma garota. Sem Mão reproduz um desenho de um homem com terno roxo e gravata que Raul havia feito. A única diferença, no entanto, foi que sua reprodução ficou parecendo o cruzamento de um desenho de uma criança sem talento com um feto malformado em um pote com formol. Após isso, aparentemente Sem Mão ficou tão entediado quanto nosso protagonista e decidiu voltar a andar, quando de repente veem Marcos e o namorado da amiga de Sabrina tentando tirar a namorada de Marcos e a amiga de Sabrina de um banco no qual estavam todas sentadas. Giovane pensou que poderia ser Marcos querendo ajudá-lo a conseguir, mas qual seria sua motivação além de perder dinheiro? E eles conseguiram tirar as garotas do banco, deixando Sabrina sozinha, que decidiu levantar e começar a andar, mas nosso herói não pensou em abordá-la, simplesmente não tinha a coragem para isso. E acontece que ele era um cara muito corajoso quando se tratavam de brigas e tudo mais (até enfrentou um bando de garotos que estavam o incomodando uma vez), mas quando se tratava de garotas, ele não sabia o que fazer. Depois disso voltou para a sala a tempo de acompanhar as duas últimas aulas de geografia. Contudo, no final da última aula, Marcos veio conversar com nosso herói:
- E aí cara, cadê meus dez reais?
- Eu não falei com ela, logo não tomei um fora, o que significa que eu ainda fico com meu dinheiro.
- Porra, cara. Qual a dificuldade? É só chegar lá e falar " eu estou afim de você, vamos ficar juntos? " E acabou.
- Se fosse tão fácil assim, eu já teria feito há um ano e oito meses atrás...
- Mas é fácil!
- Não para mim. Me falta coragem.
Então Marcos decide tomar uma abordagem mais agressiva.
- Olha lá a bunda dela como é grande! Você não quer ter isso?
Giovane continuava dizendo que não tinha coragem.
- Olha lá, o cara foi dar tchau para ela e passou a mão na bunda dela! E ela ainda deu risada! Você vai deixar o cara fazer isso com sua futura esposa?
O sangue de Giovane fervia, como se ele mesmo fosse explodir a qualquer momento, mas ele era um cara calmo e conseguiu se manter normalmente apenas dizendo " calma e tranquilidade " a si mesmo enquanto Marcos dizia:
- Se amanhã você não conseguir, você vai ter de dizer para todo mundo que você é um merda e eu sou superior!
- Okay, já me considero um merda normalmente...
Mas aquela conversa lhe deu forças para o que ele faria no dia seguinte.
Dia 17 de agosto de 2018, nosso herói está prestes a sair de casa, enquanto seu pai assistia tevê, e de relance, pôde ver a notícia mais bizarra que já havia visto em toda a sua vida: " Homem-Aranha do crime " que aparentemente era um ladrão que escalava prédios tão bem que recebeu esse nome.
Chegando na escola, pronto para fazer um trabalho de artes, acaba descobrindo que haveria outra aula vaga, já que sua professora tinha faltado, o que o deixou feliz e enraivecido. Quando já havia saído da sala e estava andando pela escola, começa a falar com Sem Mão desse livro que está sendo escrito agora mesmo.
- Vai ter muita coisa nesse livro!
- Essa conversa também?
- Provavelmente, já que eu vou colocar qualquer coisa que pareça insignificante o suficiente no lugar de alguma informação que seria crucial, ou seja, essa conversa vai direto para ele.
- Bem, isso não seria meio que...
- Um Inseption muito foda!
- Eu ia dizer quebra da quarta parede, mas Inseption também está valendo.
- Não é bem uma quebra da quarta parede. Eu só estaria fazendo isso se eu dissesse: " Ei, você aí que está lendo esse livro, como é que você está? "
- É, realmente...
Ao andar, se deparava algumas vezes com Sabrina andando com Marcos e outra pessoa não apresentada anteriormente: Kauã. Em algum momento, Marcos tentou parar Giovane o empurrando e lembrando que ele tinha de concluir sua tarefa naquele dia, ou então seria um fracassado.
- Você tem até hoje para conseguir.
- Veja bem, meu amigo, até a meia-noite ainda é hoje.
E essa foi uma sacada bem esperta, tenho que admitir. Enfim, nosso protagonista continuou andando um pouco até que...
- Giovane! Chega aqui! – Disse Marcos aos berros sentado em um local perto de uma árvore.
- Porra... – Disse Giovane.
E foi andando até chegar a ele.
- Que foi, cara? – Perguntou em tom de desânimo.
Eu preciso que você tire uma foto.
" Uma foto? " Pensou Giovane, achando que poderia ter um esquema armado por Marcos.
- Ok, vamos lá!
E foram caminhando em direção à uma outra parte da escola. Quando chegaram, nosso herói se pôs em posição e segurando o celular de Marcos, estava pronto para fotografar. Enquanto olhava para a tela do celular, podia ver Sabrina e sua beleza, ao mesmo tempo que pensava " Caralho, eu sou um merda meu irmão! " E tirou a foto. No entanto, o que não sabia, é que quando já ia se retirando do local, Marcos o chamou e disse:
- Não, cara. A gente só quer que pegue essa parte da parede.
- Ah, ok.
E novamente estava em posição observando Sabrina pela câmera, e logo tirou outra foto. E dessa vez, conseguiu voltar à sua rota sem ser chamado mais uma vez. Andava e andava, sem rumo, sem destino, sem coragem, quando com sua super audição pôde ouvir Sabrina discutindo com Marcos, atrás dele.
Ouvindo isso, ela decide desafiar Marcos para uma briga, e ele logo se acovarda. Como Giovane, ele não tinha coragem. Quanta hipocrisia, não é mesmo, caro leitor? No entanto, ele logo teve uma ideia.
- Vai lá e usa essa raiva no Giovane!
E Giovane continuava andando na frente apenas ouvindo essa conversa, quando foi chamado.
- Giovane! Chega aqui!
E lá ele foi conversar com ele.
- O que foi dessa vez?
- A Sabrina quer te dar um soco.
Mas ela não queria.
- Não, eu não vou! – Disse ela.
- Por que não? – Perguntou Marcos
- Porque eu estou com raiva de você, não dele!
Mas depois dessa breve conversa, Giovane notou um olhar de Sabrina dirigido ao nosso herói. Sabrina realmente teria olhado para ele da forma que imaginava? Ou só estava ficando louco? Descobriria tudo isso em breve...
Dia 18 de agosto de 2018, sábado, por volta das 22:30 da noite Giovane é contatado por Marcos com uma mensagem:
- E aí, cara?
- Opa.
- Tudo beleza, cara?
- Tudo de boa.
- Então, cara... eu acho que você perdeu a aposta.
- Não, pois a aposta não tinha prazo. A única coisa que tinha prazo era eu dizer que sou um merda e a sexta já passou, então você foi enganado...
- Aí é que está, meu amigo quem está se enganando é você mesmo. O único que está sofrendo por amor é você.
- Sim, mas ainda assim, a cada dia minha coragem vai aumentando...
- Não se iluda meu pobre amigo. Esse seu coração não merece sofrer!
- Eu estou apenas contando os fatos.
- Não ame aquela garota, ela não merece você.
- Se fosse tão fácil assim... E você não vai me fazer desistir, porque sou brasileiro e brasileiro não desiste nunca!
- Entendo, apenas não quero que sofra por algo que não tem futuro.
- Eu já sofri para caralho, eu tentar isso não vai aumentar a dor que eu sinto por não estar ao lado dela.
- Você realmente quer isso, não quer?
- Sim, porra!
- Para que você possa ver que eu não estou mentindo. Eu nunca disse isso para você, porém... eu realmente não tenho nada para fazer.
- Etcha porra!
- Sim, essa foi a única palavra que você nunca me ouviu dizer.
- E qual seria? – Perguntou Giovane apenas para ver Marcos admitindo que estava tão perdido quanto ele.
- Eu não sei o que fazer.
- Ca ra lhou.
- Por conta dela, não tem muito o que fazer.
- Isso mostra que é um caso absurdamente difícil.
- Sim, porém não impossível.
- Até porque nada é impossível, exceto o Palmeiras ganhar um Mundial. Isso é impossível.
- Kkk verdade. Como eu já vi que você não vai desistir da Sabrina...
- Certamente que não.
- Eu vou pelo menos tentar ajudar.
- Que bondoso.
- Porém, como nada na vida é perfeito, eu vou usar minhas técnicas...
- Caralho. Tenho trauma dessas técnicas.
- Pode apostar! Até porque, eu aprimorei elas...
- Acho bom mesmo, kkk
- Porém não foi para um lado bom! Foi para um lado mais extremo.
- Puta merda.
- Eu já pensei no que vou fazer. Funciona muito em filmes e novelas.
- Diga-me.
- Vou trancar vocês dois, em algum lugar sozinho.
- Caralho. – Giovane já sabia que aquele plano não iria funcionar, porém decidiu ouvir até o fim.
- Vai ser perfeito. Você vai ver, aí é por sua conta. Na verdade, a parte mais difícil sempre vai ser para você.
- Eu estou com um certo medo do que pode acontecer.
- Ela pode falar tudo que sente por você, ou ela pode ficar de fato com você.
- Ou pode não acontecer nada.
Depois de um tempo de conversa Marcos se convenceu de que seu plano não era dos melhores. Até que disse:
- Eu te ajudo e você me ajuda. Eu te ensino o que sei, e você o que sabe...
- O que exatamente você precisa?
- Eu quero saber como você pensa tanto e quero saber como você é tão concentrado, etc....
- Caralho, sério?
- Sim.
- Ok, aqui vai. Não tem segredo: Você só tem que pensar que sua vida dependesse daquilo. Mas, o lance de ser pensativo, acho que é porque eu não tenho muito o que fazer, apenas pensar.
- Ótimo!
- Espero ter ajudado.
- Ajudou sim, muito obrigado. Agora o que você precisa?
- Fora o lance da Sabrina, nada.
- A melhor opção seria chegar nela em alguma hora em que ela estivesse sozinha ou falar que é uma conversa em particular.
- Sim, o lance é que eu preciso de coragem.
- Quer saber, você transmite confiança. Algo que eu queria muito transmitir.
- Só reprimir suas emoções e mostrar nos momentos mais cruciais.
- Como assim?
- Você nunca sabe se eu estou feliz ou triste, certo?
- Certo.
- Mas as minhas emoções mudam. Tudo que eu faço é mostrar o que eu quero que os outros vejam: A minha cara de indiferença de sempre.
- Porra.
- É basicamente só isso.
- Valeu, cara.
- Você me ajuda muito, estou retribuindo.
- Muito obrigado. Mesmo, cara.
- Não há de quê.
Dia 19 de agosto de 2018, Marcos envia uma mensagem por volta das 21:00 para Giovane:
- Cara, estamos na mesma situação. Eu me apaixonei e ela não dá bola para mim. Fudeu, eu me apaixonei. Isso não é natural no universo.
- Vamos conversar.
- Fudeu.
- Você se fodeu.
- Sim, Fudeu. Eu me apaixonei e isso não é normal da porra da natureza! Eu sou Marcos Ribeiro, não posso me apaixonar!
- Agora sente o que eu sinto há quase dois anos. Não é fácil quando é com você, né?
- Literalmente não. Mano, ela é maravilhosa e não me dá bola. Nem com meus truques e experiência não consigo.
- Você sabe que se eu conseguir ficar com a Sabrina e você não pegar essa mina, o mundo deu uma puta volta.
- Sim.
- Algo de errado não está certo.
- Nem um pouco. Mas, mano ela é perfeita! Pensa na Sabrina e multiplica por 20.
- Impossível!
- Juro.
- Para mim não existe nenhuma garota na face da terra que se compare à beleza da Sabrina. Acho que o amor faz isso...
- Mano, Fudeu. Eu me apaixonei. Pera aí...
- Eu poderia ser muito cuzão e não ajudar, mas você tentou me ajudar, então farei o que puder.
- Pronto. Não sou mais apaixonado.
O amor não é brincadeira de criança, é coisa séria e não se livra do amor tão rapidamente. E Giovane sabia disso, então ou Marcos não estava apaixonado desde o início, ou ainda estava apaixonado ou talvez estivesse inventando tudo aquilo.
- Ata kkk.
- Sério, passou. Eu me controlei.
- O amor vai e vem como uma montanha-russa.
- Não. Não comigo.
E foi então que nosso herói se preparou para fazer um dos melhores discursos de todos os tempos.
- Você pode ter esquecido agora, mas vai pensar nela de novo. E aí fodeu. Mas, se tem uma coisa que eu aprendi é que você tem que insistir...
- Não. Foda-se.
- ... até não ter mais forças. Você não vai esquece-la, apenas aceite o destino. Se você não tentar, alguém vai e você vai ficar muito arrependido. Então você não vai desistir, porra! Logo você, o cara que me incentivou a correr atrás da Sabrina, não pode simplesmente desistir. Essa pode ser a mulher da sua vida, então você teria que ser muito burro para deixar de tentar. E é por isso que você vai correr atrás dela.
Esse foi um puta discurso. Foi tão bom que parece que foi redirecionado a si mesmo e deu forças para ele fazer o que faria amanhã.
Dia 20 de agosto de 2018. O que nosso herói fez? Nada! Até tentaria falar com Sabrina, mas o problema é que não a via. Ficou todo depressivo por passar mais um dia sem conseguir e foi para casa. Chegando lá, sente uma certa fome e decide fazer uma omelete. Uma coisa que deve ser dita anteriormente, é que independente de quanta pimenta do reino colocasse, não conseguia sentir a picância que deveria. Fazendo a omelete, coloca pimenta do reino e seus dedos ficam sujos. Logo vem seu pai, com uma má intenção.
- Lambe a pimenta aí para você ver que não arde quase nada.
Giovane confiava em seu pai então provou e por um segundo pensou " nossa, não arde mesmo ", mas estava muito enganado e arrependido, pois depois de dizer isso, pôde sentir sua língua queimando como carvão em brasas, então pensou " vou tomar um copo de leite e estará tudo resolvido ", acontece que no momento a caixa de leite que estava na geladeira, havia acabado e Giovane teve que esperar cerca de trinta segundos de pura dor e sofrimento até conseguir abrir outra caixa de leite.
Esse pequeno conto não interfere em nada nossa história, mas achei que deveria ser compartilhado.
Quinta-feira, 23 de agosto de 2018. Nosso herói já está na escola durante a terceira aula, esperando o sinal para o intervalo. Ao ouvi-lo, Giovane, como sempre, começa a andar em voltas, porém, mais uma vez se depara com Sabrina, mas dessa vez ela não está andando, e sim parada com algumas garotas, o que eliminava completamente a possibilidade de tentar fazer seu plano, então apenas segue seu caminho. Voltando para a sala, ele não sabia, mas sua vida que já era depressiva, estava prestes a ficar pelo menos três vezes pior, por um tempo. Ao entrar e sentar em sua cadeira, pôde ouvir Yasmin, sua prima, dizer claramente que era um cupido, logo em seguida Sabrina conversa com alguém que ele não conseguira identificar, mas ouve a seguinte frase durante a conversa " Eu virei e dei um beijo na mina ". Naquele momento, não sabia o que fazer. Seus olhos começaram a lacrimejar como se estivesse cortando um milhão de cebolas enquanto um anão tailandês chicoteava suas costas. Sentiu que todo o sentido de sua vida havia acabado, sentiu-se como se o chão que estava aos seus pés havia desabado. Para esconder sua tristeza de todos e de si mesmo, Giovane adotou um comportamento bem agressivo, mas enquanto conversava com Marcos ouviu-o dizer:
- Vamos fazer uma aposta amanhã. Tipo os gringos jogam pôquer e apostam salgadinho essas coisas, já a gente que é fudido aposta bala. A gente poderia, sei lá, jogar algum jogo de azar tipo pôquer, truco...
- Eu toparia um truco. – Disse nosso protagonista.
- Ok, então amanhã todo mundo traz bala para apostar e a gente joga um truco.
Chegando em casa, de noite, Giovane decide contar a seus amigos sobre o motivo de ter ficado tão furioso a partir do intervalo, exceto por uma parte que ele não conseguia parar de rir como se fosse um retardado " Bebidas Xabás ". E ao contar para Semeão, ele recebe um discurso motivacional quase tão bom quanto o que havia feito para Marcos.
- Giovane, sabe o que você precisa?
- O que?
- TVNC
- Wtf?
- Tomar vergonha na cara.
- Porra, semeon.
- Criar coragem e ir.
- Sim. Só preciso do meu bigode, ele me transmite segurança.
- Não deixe que coloquem o dedo na sua cara e digam quem você é!
- Minha autoestima começou a subir...
- Virou mó conversa motivacionap. Maldito correto. R.
- Maldito analfabetismo!
- Cara, você é o cara!
- É bizarro que eu nunca pensei que não conseguiria por falta de coragem, mas sim por rejeição.
- Você vai conseguir. Se tiver a lábia mais do que perfeita, você é imbatível!
- Sim, eu só preciso chegar nela.
- E puxar um bom papo.
- Com puxar um papo, você deve saber que eu vou chegar fazendo a proposta.
- Hum, é mesmo?
- Se a porra do Marcos tivesse seguido o plano...
- Então quando você chegar nela, já sabe...
- Agora tenho que ir.
- Vou recobrar o favor do Marcos, mas falous.
- O Kauã está mandando eu jogar com ele.
- Olha só, escravatura, mas falous.
Naquele mesmo dia, ele cobrou o favor e Marcos concordou em ajudar.
Dia 24 de agosto de 2018, na escola durante a primeira aula que deveria ser de artes, mais uma vez é uma aula vaga. Ao andar com Sem Mão e Raul, como sempre nosso herói se depara com Sabrina sentada com algumas amigas. Dando algumas voltas, durante uma delas, ao passar pelo grupo de garotas, nosso protagonista consegue ver claramente Sabrina olhar diretamente para ele por cerca de três segundos. E não era qualquer olhar, era um olhar tão certeiro que não havia a possibilidade de ela estar olhando para algum outro lugar. Esse fator somado às informações que Giovane havia conseguido ouvir ao longo do tempo, lhe dava uma chance de 99% de Sabrina estar afim dele.
Feliz para cacete, depois que a aula vaga acaba, volta para a sala e vai fazendo as lições até chegar a última aula de geografia. Todos haviam se lembrado do que Marcos havia combinado sobre o truco. Mas ninguém trouxe um baralho.
Depois de tudo isso, com sua confiança, nosso herói faz uma das coisas que mais se arrependeria em sua vida, ele decide aumentar a aposta que havia feito com Marcos para 20 reais. Se ele conseguisse, seria ótimo ganhar esse dinheiro, mas Giovane não pensou no caso de não ganhar a aposta, pois estava cego pela ganância do dinheiro fácil. Marcos aceita a proposta e dessa vez foi mais esperto por ter colocado um prazo de dois dias na aposta.
Durante alguns dias, nada de tão importante acontece que deva ser mencionado nesse livro. Isso até o dia 30 de agosto de 2018...
Giovane decide que pediria Sabrina em namoro durante o recreio, mas para isso precisaria da ajuda de Marcos, que concordou em ajudar depois de certas negociações.
É chegado o intervalo e a tensão estava subindo, até porque agora além de Sabrina, 20 reais estavam em jogo, e nosso herói não tinha nem perto disso...
Giovane anda durante o recreio procurando Marcos e acaba o encontrando.
- Então, cara... agora seria uma ótima hora para aquela ajuda...- Disse nosso protagonista.
- Ah, sim claro, claro... A gente só precisa encontrar a Sabrina...
E lá se vão Marcos, Giovane e Thiago (Não o Sem Mão) procurando a garota. Até que Marcos tem uma genial ideia (sem sarcasmo).
- Giovane, faz o seguinte: fica ali na árvore que eu vou ver se eu encontro ela e chamo-a aqui.
Nosso herói concordou com a cabeça e foi se dirigindo à árvore. Chegando lá, não parava de pensar o que iria dizer, até que de relance, consegue ver Marcos caminhando com Sabrina em sua direção. Eles haviam chegado.
- Então, o Giovane tem um negócio para te falar...
"É agora", pensava Giovane. Não havia mais escapatória.
- É então, é sobre o lance que eu ia falar ontem... Sabrina eu sou absurdamente afim de você, e você sabe disso, então... quer namorar comigo?
- Então... no momento eu não estou disponível..., mas se quiser a amizade, estamos aí.
Ele se sentia arrasado, detonado, zuado, fudido, quebrado.
Aquelas palavras ecoaram na cabeça de Giovane, que agradeceu a Sabrina por ter cedido seu tempo e foi embora andando. Por incrível que pareça, ele se sentia libertado. Triste, porém, libertado.
E nossa história termina aqui com um final não tão feliz(ou será que não?).
E com essa finalização, eu agradeço por ter tirado um tempo do seu dia para ler isso.
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2019.08.12 07:24 echimenes SOBRE O LADO COMPLICADO DAS RELAÇÕES - HOMOAFETIVAS OU NÃO

Ok, isso é literalmente um desabafo. Acho que já passei da fase das reclamações - e essa nem seria a função desse grupo. Mas aviso desde já: história longa a frente.
Primeiro, vou contextualizar vocês:
Eu tenho 22 anos de idade. Formado em Contabilidade em uma universidade federal. Me considero bonito, tenho boas comunicações sociais no ramo profissional e já trabalho na minha área de formação a quase 2 anos.
Sou gay. Não assumido para familiares - não por escolha, mas simplesmente por que não me preocupo com o que vão pensar de mim. Eu sou o que sou e tenho pleno orgulho de mim. Não preciso ficar anunciando a ninguém. Quem já sabe, e algumas pessoas mais próximas a mim já sabem, me aceitam sem complicações ou preconceitos imaturos.
Sempre fui mente aberta, porém apenas me reconheço como homossexual a pouco mais de 3 anos. Morava em uma cidade minúscula até mudar definitivamente para a cidade onde a minha universidade se localiza, uma das maiores do estado. Aqui, terminei minha graduação e consegui um bom emprego. Viver com a minha avó, depois do falecimento da minha mãe aos meus 11 anos, me fez crescer livre, embora minha timidez excessiva na adolescência não me permitiu ser um cara de festas e baladas, ou bebidas e outras drogas lícitas. Não sou de muitos amigos até hoje, embora seja mais extrovertido do que jamais fui.
Gosto de escrever. Muito. Meu sonho é ganhar dinheiro escrevendo um dia, seja livros ou roteiros de novelas e filmes - confesso: eu penso alto, embora meus pés estejam bem firmes no chão. Sou nerd quando o assunto é ciências, filmes, séries, livros e coisas dessa área pop. Gosto de fazer amigos que curtam o mesmo que eu.
Agora vamos ao "problema":
Eu me apaixonei por um garoto. Um ano mais velho que eu. Nem um pouco nerd e de personalidade extremamente mais dominante, mais autoritária. Um cara mandão, do tipo que não aceita "nãos" como resposta para nada.
Eu, que cresci sendo mimado pelas mulheres da minha família, jamais pensei que fosse me desarmar por outra pessoa como aconteceu. De verdade, pensei que eu fosse ser um grande babaca quando encontrasse o amor da minha vida.
"Grande engano o seu!" - disse o coração.
Pois é, o amor veio. Jamais senti o que senti por ele quando nos conhecemos. Foi bem na época em que eu "soube" que gostava de garotos e esse cara literalmente me ensinou, me introduziu ao mundo LGBTQ+. E só Deus sabe o quanto eu adorei isso. Aprendi a perder o pouquinho de preconceito que eu ainda trazia comigo desde antes de me ver nesse meio. Ele cuidou de mim, me ajudou a me adaptar nessa nova cidade e me fez pensar estar num sonho.
Obs.: sem contar que tudo o que sei 'na cama', adivinhem? Foi ele também que me ensinou. Virgem até os 20. Pronto, falei.
Eu realmente espero que outros homossexuais que lerem esse texto se identifiquem com a minha história. Eu não acho que seja tão incomum assim passar pelo que eu passo.
Começamos a namorar. Eu conheci a família dele. Passei a frequentar muito sua casa e a dormir lá mais vezes do que eu dormia na minha própria durante a semana. Seis meses haviam passado e já fazíamos planos ousados de irmos morar juntos dividir um mesmo aluguel e um mesmo lar. Ter nosso próprio doguinho.
Logo quando encontramos nossa nova casa, com menos de um ano que nos conhecíamos, resolvemos fazer nossa "lua de mel". Compramos juntos uma viagem para o Nordeste, onde ele viu o mar pela primeira vez comigo - eu já havia visto antes, durante um Simpósio no sul em que fui com minha turma da faculdade.
Foi durante essa viagem que senti as coisas começarem a desandar. Eu soube desde o início que ele era obsecado por sexo. E não me entendam mal, eu também gosto, mas no caso dele - ser assumido desde muito pequeno, ter conhecido o mundo do sexo logo com seus 14 anos de idade e nunca ter sido muito controlado pela mãe que o criou para ter cuidado com esses assuntos, creio que isso mexeu com a cabeça dele -, imagino que isso o deixou ser mais guiado pelo lado irracional da coisa.
Eu sei que muitos casais passam por isso. Apimentar a relação, encontrar uma forma nova de fazer. De repente, um brinquedo ou um até mesmo um terceiro. Sim, hoje eu sei que isso é a coisa mais normal no mundo. Não é um bicho de sete cabeças. Não é um BIG DEAL. É o ser humano. Somos nós. Cansamos do mesmo corpo, dos mesmos lábios, dos mesmos assuntos. Não tem a ver com amor. Tem a ver com adrenalina. Precisamos sempre de renovações, de viver novas aventuras. É maior do que nós. Pessoas desimpedidas passam por isso dia após dia. Mas chega a ser um tabu para os casais. E não estou falando apenas de homossexuais. Homens e mulheres se machucam o tempo todo quando chegam nesse estágio do relacionamento. É triste e desencorajador, mas devo dizer que para quem passa por isso, pode ser um grande ensinamento de vida.
Não sei se é por sermos dois homens ou se é por termos feito as coisas muito rápido, mas com menos de um ano de namoro, cansamos um do outro. O amor não diminuiu, pelo contrário, ainda é o mesmo. O que mudou foi a falta de novidade. Ele já tinha tido muito mais experiências do que eu. Havia passado por loucuras que rezo para nunca ter que passar. Mas eu, em termos, ainda sou um iniciante nesses assuntos. Ele queria mais do que isso.
Sugeri um terceiro. Sou MUITO mente aberta. A ideia não me magoou no início, embora tenha me assustado, confesso. Ele prontamente aceitou e aconteceu ainda nesse viagem. Minha primeira experiência a três, mas não a primeira dele, claro. Embora eu não tenho dito nada a princípio, isso mexeu comigo. Não soube como reagir. É estranho ver a pessoa que você ama com outro. Okay, eu deixei, eu permiti aquilo, mas quando aconteceu, fui invadido por um sentimento totalmente novo.
Depois da viagem, as coisas não melhoraram muito. Fizemos a "brincadeira" outras várias vezes, mas parecia não ser certo. Eu vejo pornografia online diariamente como todo garoto da minha idade. Isso nunca me afetou ao ponto do vício.
Então as desconfianças começaram.
Eu ia para o trabalho nos dias em que ele tinha folga e ficava imaginando o que ele estaria fazendo em casa. Ou com quem ele estaria. Vejam bem, não sou ciumento, mas eu já sabia do que ele era capaz por causa do sexo. Aliás, não se trata de ciúmes; é algo mais... ético. Poxa, somos um casal. Praticamente casados com alianças e tudo. Já fizemos ménage antes e não haveria por que pensar que pudesse haver traição no meio. Eu tinha esse sentimento dentro de mim - ainda tenho -, de querer conhecer alguém diferente, me envolver como me envolvi com ele. Sabem? Me sentir como me senti no começo com ele. Quando a chama da paixão era ardente e incontrolável. Mas não poderia deixar nada mesquinho aflorar de dentro de mim. Eu amo ele. Ponto.
E foi então que eu descobri. Eu já estava às vésperas de me formar na faculdade. Estava com emprego novo e tudo parecia correr as mil maravilhas. Eu soube através de um meio anônimo que ele estava saindo com outros caras. Não poderia dizer quantos, mas sabia que eram mais do que um. Meu mundo só não caiu por que sei me virar em situações de emergência. Sei alinhar meus pensamentos. Sei administrar o que é racional do que não é.
Não joguei nada na cara dele. Deixei as coisas fluirem. Continuei a trabalhar durante o dia e pegar o ônibus para ir a faculdade a noite. Nos finais de semana, eu limpava a casa e lavava nossas roupas. Por ter poucos amigos, praticamente não saia nas folgas.
Não demorou muito para eu também começar a sair com outras pessoas. As escondidas, claro. Era só sexo. Nada de contatos. Apenas satisfação da carne. Ele fez, por que eu não podia? Também sou jovem, bonito, por que bancar a Cinderela com a madrasta e as primas más? Podem me julgar a partir daqui, mas me senti revigorado. Senti a chama de novo. Não me senti me vingando, estava muito além disso.
As vezes ainda fazíamos nossos trios, mas com frequência menor do que antes. Então um dia, ele descobriu que eu também pulava a cerca como ele. O cara com quem eu havia saído numa folga minha em que ele trabalhou, não sei por qual motivo - talvez para ver o circo pegar fogo - mandou prints de nossas conversas para ele e aí... bem, não foi tão frio quando eu fui. Brigamos como nunca. Claro que já havíamos brigado antes por vários motivos diferentes - inclusive por sexo -, mas essa briga em especial foi a maior. Decidimos nos separar. Ele jogou varias hipocrisias na minha cara e eu, bem, eu aceitei. Foram sete dias sem nos vermos. Eu já estava pensando em me mudar para a casa de um primo até saber para onde iria, quando tivemos uma última conversa. Abri minha alma, expliquei o que eu havia feito e por quê. Lembram do que falei sobre não aceitar "nãos" como resposta? Pois é, isso vale para não aceitar que a culpa recaia sobre você também. Foi uma conversa difícil. Tínhamos um cachorro para cuidar. Uma casa alugada com um contrato de aluguel ainda longe de vencer e dívidas contraídas juntas para liquidar. Talvez tenha sido a junção de tudo isso, daquela dívida moral que eu sempre vou ter com ele por ter me ajudado tanto no começo, mas reatamos.
Continuamos juntos, embora elefantes ainda caminhem pela nossa casa. Eu sei perdoar. Já perdoei várias coisas e pessoas antes dele. Não guardo mágoas, pois sei dos malefícios que se dão com isso. Não gosto de atmosféras tóxicas dentro de um relacionamento, seja ele amoroso ou não.
Agora, sinceramente já não ligo para as folgas dele. Não ligo para o fato de quantos caras ele vai levar para a nossa cama enquanto eu Não estou por perto. Eu sou mente aberta ao extremo. Talvez se ele tivesse me pedido antes de fazer, eu tivesse deixado. Não estou decepcionado e não me sinto traído. Não choro por isso a noite depois que ele já dormiu. Minha consciência está, acreditem vocês, tranquila. Certa vez, num banheiro público, li a seguinte frase:
"Você tem certeza que não está colocando vírgulas ainda deveria estar colocando pontos finais?"
Pois é, eu sei que estou colocando vírgulas. Muitas. Sinto que metado de mim iria embora no momento em que nos separassemos definitivamente. Pois mudei muito depois que o conheci.
Mudo a cada dia estando perto dele e sabendo do que aconteceu. Me sinto preso. Preso em algo que já parou de andar. Isso me faz querer me odiar, mas eu também tenho amor próprio. Ou será que acho que tenho por pensar assim e fazer algo totalmente diferente?
Eu sou um garoto e a outra pessoa também é. Somos um casal homossexual vivendo num país predominantemente homofóbico e intolerante. Mas eu sei que essa minha história é a mesma que muitos outros casais vivem ou já viveram por aí. Eu amo esse cara. Amo ao ponto de ainda estar com ele depois de tudo. Amo ao ponto de saber que estaríamos melhor separados. Mas me faltam forças para dar esse passo.
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2018.04.03 11:43 downvoter300 Aqui está a maneira como você vai ter que explicar para o seu filho como surgem os bebês em 2019 caso o Bolsonaro não ganhe a eleição

Precisa de um homem e de uma mulher. Mas saiba que ser homem ou mulher são construções sociais. Ninguém nasce homem ou mulher, vai se descobrindo com o tempo. Então quando um homem e uma mulher se encontram e ambos estão no exato momento de gênero descrito acima, eles podem namorar. Mas também ficar juntos. Ou ainda terem um relacionamento aberto ou poliamor ou nem ao menos saberem seus nomes. Isso não importa. Porque família é o que a gente quiser, e nem precisa de família para se ter um bebê. Apenas um homem e uma mulher, que assim se considerarem.
Ahn... onde estava... Ah sim. Daí a mulher toma a iniciativa com o homem, pois se o homem tomar a iniciativa, olhando/piscando/cantando/falando ou tocando sem consentimento pode ser considerado assédio/estupro dependendo do caso. e ninguém quer começar isso na cadeia, certo?
pois então, a mulher toma a iniciativa, e eles vão ter um momento mais íntimo, onde eles se amam tanto a ponto de fazerem muito carinho um no outro. Mas também podem não se amar, e só estarem juntos mesmo como eu falei antes. Mas continuando, então o homem em meio a estes carinho pode introduzir o pênis dentro da vagina da mulher. Mas sem esquecer que uma mulher não deixa de ser mulher se não tiver vagina. ela pode ter um pênis também. Aí ele tem de introduzir o pênis em outro lugar, e nosso judiciário já provou que este outro lugar pode sim, reproduzir. #homofóbicos não passarão!
Se correr tudo bem, uma sementinha que sai de dentro do homem, chamada espermatozoide, encontra outra sementinha dentro da mulher chamada óvulo. E aí, essas duas sementinhas vão dar origem a outra vida, que vai crescendo dentro da barriga da mulher, desde que ela não decida abortar, pois o corpo é dela, e desmembrar o corpo do que chamamos de feto é um direito feminino - que foi conquistado após várias mulheres lutarem com seus seios de fora pra não precisarem usar todos os outros mais de 20 métodos contraceptivos existentes. Método contraceptivo são formas de poder se fazer estes carinhos sem precisar ter um filho depois disso.
Mas então, se tudo correr bem, depois de 9 meses, a mulher tem a opção de ir a um hospital e com toda a segurança ter seu bebê num ambiente higienizado e o mais seguro possível, ou tentar ter o bebê de forma mais natural, como selvagens, índios e gente sem médico por perto como seria a 50 ou 100 anos atrás.
E é assim que se nasce um bebê.
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2017.10.19 16:50 AlanWake007 Escrevi um texto, sei que ficou bosta mais queria saber no que eu poderia melhorar.

Eu fiz esse texto ontem depois do almoço, eu sei que ficou bosta, mais queria a opinião de vocês no que eu poderia melhorar, levando em conta que foi a primeira historinha que eu fiz e que eu demorei cerca de 30 minutos pra fazer.
19 de março de 2016 west Dubartonshire na Escócia, Brenda acordou as 07:00 da manhã estava com sono, não tinha conseguido dormi bem no dia anterior por ter tido muito insônia ultimamente, isso pode ter sido devido a sua rotina que mudou bastante no últimos dias, além dos estudos ela agora conseguiu um emprego como auxiliar de administrativo. A vida seguia bem, não era a melhor aluna da escola nem a mais esforçada, mais era uma garota comum tinha amigos e uma família que a amava, ela tinha acabado de fazer 15 anos e começava a entrar na vida adulta, apesar de não ser um adulta de fato ela ja pensava no seu futuro, ela não queria se casar ( não era muito religiosa ), mais queria construir uma família se estabilizar em um emprego e ser feliz... Agora já eram 07:30, ela tinha acabado de se levantar da cama, o dia parecia estava nublado o céu cinza e o tempo frio, não tomou café, na verdade nunca gostara de tomar café quando acordava, era uma mania, seu pai já tinha saído pra trabalhar e sua mãe estava terminando de fazer o café, seu irmão estava na sala assistindo as notícias diárias do jornal. Brenda foi pro banheiro se arrumou esperou dar a hora de sair de casa e foi caminhando pra escola, a escola de Page ficava perto de sua casa, por isso nunca se preocupou muito em se atrasar, ela tinha chegado cedo na escola, tinham umas 7 pessoas na sala, 4 estavam conversando sobre o último episódio de game of thrones, e as outras 3 pareciam falar algo relacionado a "legalização da maconha", Page podia ter se juntado a ambos os grupo, já que apesar de ter mais intimidade com seus amigos pessoais, ela sempre foi boa em se socializar e conversava com quase todos de sua classe, mais preferiu sentar em sua cadeira e esperar o resto dos alunos e seus amigos chegarem, pegou seu celular e conferiu se tinha algo importante no se WhatsApp, não tinha nada demais algumas mensagens de suas amigas, uma da sua mãe desejando Bom Dia e outra de uma garoto que ela vem falando a pouco tempo. Nunca tinha gostado de um cara antes e era a primeira vez que ela realmente parecia gostar de alguém, O nome dele era Wallace e ele tinha chamado ela pra conversar fazia umas 2 semanas atrás, ela logo começou a gostar dele, mais não queria ir muito rápido ( não queria deixar uma má impressão), mais sempre que ele chegava perto dela seu coração disparava, se sentia apaixonada mesmo sem saber o que isso significava, suas amigas davam apoio já que ele parecia ser uma boa pessoa... O resto da classe começa a terminar de chegar, incluindo suas amigas, uma delas chegou para Brenda e disse que Wallace queria falar com ela na hora do intervalo, Brenda perguntou o que era mais sua amiga também não sabia, portanto não se tinha oque fazer, o que claro não há fez ficar menos curiosa ou ansiosa. O Professor tinha acabado de chegar na sala era aula de Geografia, apesar de não gostar muito desse professor ela gostava de geografia, mais não estava nem um pouco afim de ver a aula, só conseguia pensar no que o Wallace tinha pra dizer a ela, tentou se acalmar e espera a aula passar, torcendo que passasse rápido, pegou seu caderno e ficou desenhando, era um do seus passatempos, desenhar ha acalmava e deixas as coisas mais felizes e além disso ela era muito boa nisso, gostava de desenhar desde que era pequena, e esse hobby nunca foi tratado com algo esquisito, na verdade seus amigos e até mesmo alguns "conhecidos" sempre pediam ela pra desenhar coisas pra eles , e isso não a irritava, na verdade era uma prazer imenso desenhar pro seus amigos, claro que sempre tinha alguns amigos que pediam umas coisas mais ousadas como desenhos pornográficos ou alguma coisa bizarra, mais não a incomodava muito, ja que ela via aquilo como uma forma de arte... A aula já estava acabando faltava 20 minutos, mais assim que Brenda começou a para de desenhar e olhar as horas parecia que faltava uma eternidade, estava tão ansiosa para saber o que o Wallace queria que começava a roer as unhas, uma de suas amigas comentou com a outra, dizendo como Brenda estava ansiosa e começaram a rir, ela não se incomodava com esses tipos de brincadeira e riu junto.... Estava dando 10:00 a aula tinha acabado, Page não saiu correndo desesperada pra encontrar com Wallace no intervalo por que queria parecer calma, eles não demoraram se encontrar Walalce a esperava perto da fila do refeitório, ele a comprimento, começaram a conversa e ele logo tocou no assunto dizendo que tinha algo para dizer a ela, ela curiosa perguntou o que era, e ele disse queria dizer pra ela mais em outro lugar, então ele deu a ideia dos dois de se encontrarem no mesmo dia numa praça que ficava perto de sua casa, era uma praça que normalmente casais iam pra namorar e até mesmo grupos de amigos iam para se divertir e beber cerveja, ela apesar de ficar mais curiosa ainda, aceitou o convite, despediu do James e foi logo contar pra suas amigas. Suas amigas sentiram a mesma empolgação que ela, e já disseram para ela que com certeza ele queria pedir ela em namoro, o que fez o coração de Brenda ficar ainda mais acelerado, ela se sentia tão feliz com a possibilidade de começar a namorar, ela nunca pensou em namorar cedo, mais se sentia tão contente em começar um namoro com uma pessoa que ela gostava .... As outras aulas passaram rápido, e agora Brenda já se via voltando para casa com mil pensamentos na cabeça, pensava o que o Wallaace queria dizer com ela, o que os pais dela iam achar se ela começasse a namorar, e o que as amigas dela iam achar disso... Era tão coisa na cabeça, que ela decidiu que precisava ficar calma para se encontrar com o garoto mais tarde, então decidiu passar numa padaria e comprar algo pra comer antes de ir pro seu estágio, ela então chegou no local e decidiu que ia comprar um sanduiche, não ia comer o lanche agora, ia deixar pra comer no seu estagio, já que sempre sobrava um tempinho pra um lanche onde ela estagiava, chegou no local( a padaria estava vazia ), Brenda chegou para o dono da Padaria e pediu um sanduiche e uma coca, ele cobrou o valor do lanche e logo após pulou pra cima da Brenda e desferiu uma facada na altura do seu abdômen, Brenda caiu no chão com muita dor mais sem conseguir gritar, então o homem da padaria sem motivo algum começou a desferir várias facadas no peito da adolescente, que demonstrava tentar parar as apunhaladas com a mão, no mesmo momento ela já não parecia estar mais consciente, os olhos começavam a fechar( estava morrendo) , enquanto o homem da padaria continuava a dar facadas no rosto da jovem, que começava a ficar desfigurado( agora já morta) a faca conseguia atravessar todo o rosto e sangue voava por toda parte, foram tantas facadas no corpo de Brenda que mal podia se contar, o corpo estava simplesmente e totalmente mutilado, depois das facadas o homem tirou a roupa da adolescente e a começou a estuprar o corpo já morto enquanto dava socos no cadáver de Brenda, depois de ter terminado, o homem pegou o corpo e jogou no mar que ficava próximo a cidade. FIM
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